quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Não há coincidências? Ai não, que não há...



A putativa escritora Margarida Rebelo Pinto (digo putativa porque para mim continua a não ser um dado adquirido que uma pessoa possa ser considerada escritora só porque publica livros) está esta semana no centro das atenções da blogosfera e das redes sociais.
Em causa uma crónica em que ela denigre as mulheres “gordinhas”, com aquela “finura” de escrita que toda a gente lhe conhece: suficiente para um blog, sofrível para cronista, medíocre para escritora.
Ora acontece que a crónica que tanta polémica levantou ao longo da semana foi publicada em 2010! Interrogo-me, por isso, qual a razão de ter agora vindo à liça e gerado tantas reacções inflamadas nas redes sociais, na blogosfera e até na imprensa.
Penso que o ressurgimento desta crónica foi uma bem engendrada operação de marketing, com efeitos mediáticos muito semelhantes aos provocados por e-mails falsos que inundam as nossas caixas de correio. Era preciso dar-lhe visibilidade e, como um novo livro talvez já não seja suficiente, repescou-se uma crónica ao estilo Saraiva, para que dela se falasse.
Margarida Rebelo Pinto provoca-me as mesmas reações eróticas  dos seus livros  no Continente: nem com laçarote a servir de brinde a alguns produtos me seduz. No entanto, aqui estou a escrever sobre ela. O que  significa que foi uma boa operação de marketing. E isso é que me encanita!

19 comentários:

  1. Esta sua crítica, Carlos, também me atiçou a vontade de ler alguma coisa desta senhora, que não é um Lobo Antunes, nem um Saramago, mas que ganha rios de dinheiro com a sua literatura trivial (literatura para mulheres!!!).

    Saudações literárias de uma mulher, que está arrependidíssima de se ter dedicado à literatura séria.

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  2. Acredite, nunca li livros dela. Também não li a crónica em que a malandra se refere às "gordinhas".Algum complexo deve ser. De facto, não é bonito ver-se tantos ossos salientes...como os tem de ver sempre que se olha ao espelho...

    Beijo

    Laura

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  3. Nunca li nada dela a não ser a tal dita crónica!
    Fez mesmo efeito ressuscitar um texto de 2010! :-))

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  5. E até conseguiu, Carlos, que eu que nem sabia da existência do tal texto escrito vim a saber por si. Por que não me deixei estar eu tão tranquila a pairar na minha terceira margem?! ;)

    (Não se sinta culpável, que eu não me vou sentir tentada a tentar sequer encontrar o tal coiso escrito. E se o encontrar sem querer, passo página.)

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Não me parece que esta senhora mereça tanta atenção, mas as coisas são como são, na blogosfera.

    Li, sim senhor um livro dela, afinal já tive uma filha adolescente (já não é, e até se envergonha do ter lido), mas pronto as coisas são como são.

    Eu na minha adolescência lia os clássicos russos e americanos, aqueles que dizem que são obrigatório ler e outros, mas as coisas são o que são.

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  8. ai ai Carlos, como diabo foi caír nesse esparrela:)? Mas a verdade é que esta não é a primeira notícia ressuscitada, neste tempo tempo de más notícias o que convém é manter a malta distraída com assuntos de terceira categoria. ontém também corria no facebook que um dos homens da troika tinha sido assaltado. até parecia que era uma grande novidade.Nem o homem faz parte da troika (faz sim parte da missão permanente do FMI em Portugal), e o assalto, ocorrido no famoso electrico 28 a caminho do Castelo, já tinha sido relatado pela revista do Expresso de 14 de Julho. Como se vê estamos na época das reprises...

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  9. Há certos termos que me falham.

    "Putativo: Que é reputado ser o que não é."

    Até eu procurei a senhora no google. E fico por aqui. Não terei mais interesse nesta figura mediática.

    Com o senhor Relvas? Também não é licenciada? (Ah, é por isso que tb é putativa!). Perguntas retóricas.
    Abraço

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  10. Nunca li nada da moça, mas soube desta crônica dela justamente através de um blog, logo que ela escreveu e lançou e ainda comentei no blog amigo: pura jogada de marketing, pq esse texto vai dar o que falar.
    E agora encontro vc falando. A jogada deu certo!

    Concordo plenamente contigo: ter livro editado não faz de ti um escritor, mesmo porque hoje vc pode pagar para ter seu livro, e eu sempre recebo ofertas, mas tenho plena consciência dos meus limites e dons.
    Um beijo,querido Carlos!!

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  11. Eu achei isso também.. Foi mesmo estranho :)

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  12. Li As Crónicas da Margarida, umas engraçadas outras um desastre. Ela é o exemplo da proliferação de frases absolutas, muito primorosas, que não têm significado. Nesta crónica, tocou num ou outro aspeto verdadeiro, independentemente do peso, ( e apesar do estilo) e também acho que há uma onda exagerada de reações. Para quê levar isto - o peso - tanto a sério?:)

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  13. Eu soube da existência do artigo pelas reacções na Net. No início, nem sequer me interessei, mas às tantas e depois de ler uma excelente resposta à criatura, decidi ler o que ela escrevera.Pensando eu que er actual.

    Mas se é de 2010 , claro que ela deve ter mais um monte de folhas para vender e lhe interessa que se recordem da sua existência, como é óbvio!

    Lá conseguir que falassem dela conseguiu, mas será que isso resultará na compra do "livro"???

    Uma noite serena, meu amigo.

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  14. Hummm... e não terá sido do gabinete do Relvas que veio essa brilhante ideia? Era chato o homem ser sempre o centro das (más) atenções... :)))

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  15. Depois de tudoo que o que já li, venho a saber por aqui que a crónica já tem 2 anos.
    Pode-se não gostar, concordar, eu sei lá, mas há tanta coisa por aí e muito mais polémica. Porquê este rebuliço todo? Não entendo!
    Já morreram e foram torturadas muitas pessoas neste país pela causa da LIBERDADE. Goste-se ou não, tenha qualidade ou não, se lhe pagam para escrever e tem plateia então há que respeitar, digo eu ou pelo menos tolerar em nome da civilização.
    Por outrolado a crónica não diz mal das gordinhas. Esteriotipa-as, mas até tem um certo fundo de realidade embora com os limites inerentes a todas as catalogações.

    Nem dou mais para essepeditório.

    Contudo, não posso perceber como podem dar tanto tempo de antena a algo que repudiam. Se não tem valor, desvalorizem.

    Obrigado pela partilha e pela achega.

    Um beijinho

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  16. Tem certeza? Não vi nas redes, nos blogues, nadinha... Está é uma onda de "pornô para donas de casa" desde a publicação do tal "todos tons de cinza...". Certamente desenterraram a crônica.

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  17. Confesso que não sei quem é a senhora nem conheço a crónica.
    Marketing que não chegou a Oriente.

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  18. Pois eu li dois livros, o Sei Lá e o Não há Coincidências. Assim como li a Filha do Capitão, do José R. dos Santos, pois preciso de saber para poder falar. E chegou-me para ficar encanitada

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  19. Lá dizia o outro: "Que falem mal, mas que falem!" :)

    Beijos

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