domingo, 7 de outubro de 2012

Diego


Os pais quiseram registar o filho com o nome de Diego. A Conservatória não aceitou e os pais recorreram para justiça que confirmou a decisão, alegando tratar-se de um nome castelhano com equivalência na língua portuguesa.
Compreendo a frustração dos pais. Uma coisa é ter um filho Diego e outra é ter um que se chame Diogo ou Tiago . Diego faz logo lembrar Maradona , irreverência , multidões vibrando com vitórias e obras de arte desenhadas em rectângulos verdes pelo mundo inteiro . Diogo também faz lembrar multidões mas…. de rostos macambúzios , marcados por derrotas eleitorais num rectângulo à beira mar. Ora isto faz toda a diferença!
Num mundo globalizado e onde as redes sociais desempenham um papel tão determinante, não creio que faça sentido esta restrição onomástica
Quando a criança tiver seis anos e começar a frequentar o Twitter e o Facebook, vai escolher o nome que lhe apetecer, para quê tanta embirração com estes pormenores? Ainda por cima, quando ninguém pode assegurar que o Diogo, atingindo a idade adulta, não opte por se chamar Marlene...

6 comentários:

  1. Se fosse rapaz e os meus pais me pusessem o nome de Diego, matava-os quando chegasse à adolescência.

    O meu cunhado Werner tem a mania de chamar Diego a um familiar meu, que se chama Diogo, e eu fico fula.

    Mas, Carlos, os gostos não se discutem!!!

    ResponderEliminar
  2. Bom, eu só não emtendo porque motivo proíbem Diego e permitem que Djaló e Luciana tivessem registado a filha mais velha com uma "nome" que a fará motivo de troça na escola e na adolescência!

    Bom resto de domingo, amigo

    ResponderEliminar
  3. Tive um aluno, português, chamado Diego! Pensava que essas restrições já não existiam!

    ResponderEliminar
  4. Pois é, a tradição por vezes podia ser revista :)

    Boa semana, beijos

    ResponderEliminar
  5. Quanta insinuação serpenteia por aqui, nas entrelinhas...
    Já que não pôde ser Diego, não vejo porque razão teria de ser Diogo. Optassem por Tiago! Pelo menos não haveria rostos macambúzios devido às derrotas eleitorais...
    Depois, mais tarde, se o menino optasse por se chamar Marlene ou Cátia Vanessa, sei lá, não seria caso inédito neste nosso rectângulo à beira-mar plantado. Descendentes de gente famosa de outros verdejantes rectângulos, já o haviam precedido.
    Ainda por cima, nem sequer há aqui a importância de se chamar Ernesto...
    Tem uma boa semana, amigo Carlos.

    ResponderEliminar
  6. Para registar o nome da filha da minha antiga chefe foi uma luta.
    Nada que umas cunhas não tenham resolvido.
    E era bem pior que Diego.

    ResponderEliminar