terça-feira, 23 de outubro de 2012

Erizera, dices?



Já tinha estado em Portugal, mas não conhecia Lisboa. Estivera comigo a fazer uma reportagem sobre o Douro vinhateiro e, antes de regressar a Lisboa, levei-a ao Porto. Ficou tão maravilhada, que por ali quis ficar os 3 dias que ainda tinhamos disponíveis.
  “Lisboa fica para a próxima”- garantiu-me.
A oportunidade deu-se agora, em escala a caminho da Croácia.
Começámos sábado, manhã cedo, na Quinta da Regaleira, curiosidade imensa desperta pelas histórias do local. Depois caminhada até ao Palácio da Pena onde se deslumbrou.
Paragem na Praia das Maçãs , em casa de amigos, para um aperitivo antes do almoço em Ribamar, com o mar em fundo.
Caminho de regresso para paragem na Ericeira. Ficou especada, olhando o mar que lhe fez lembrar Punta Arenas natal. Sentados no terraço do Vila Galé, recordámos tempos partilhados mais a sul, onde a Argentina e o Chile trocam um beijo fugaz.
Foi um martírio para a tirar da Ericeira, mas lá se fez o regresso por Colares, cabo da Roca e Guincho onde lhe mostrei o meu Rochedo.
O jantar estava programado para as Furnas, mas a brisa fresca alterou os planos. Optei pelo novo Gordini e depois encontro com amigos latino-americanos.
México, Chile, Argentina , Uruguai, Brasil e Honduras em conversa animada, testemunhada por uma deslumbrante  lua em quarto crescente, iluminando a marina. A conversa não podia deixar de se centrar na América Latina. Enquanto decorria a conversa, ia pensando na solidariedade dos latino-americanos, tão contrastante com o "cada um para seu lado" que caracteriza a Europa. Também se falou de Portugal e dos portugueses, de histórias sobre as quais não quero agora aqui escrever.
O domingo foi passado em Lisboa, percorrendo os locais obrigatórios. Os miradouros provocaram um disparar constante de fotografias , entrecortados por “ Mira! Estupendo! Qué maravija!" ( assim mesmo, com sotaque sulista…).
Ontem foi fazer compras com uma amiga comum (mexicana a viver há anos em Lisboa) e despedir-se de Lisboa. Vai encantada, mas ninguém lhe tira aquele nome da cabeça.
“ Erizera, dices?” Corrijo o nome no mouleskine dela. Relembro-lhe os elogios que fez a Sintra, mas permaneceu na dela.
“Belíssima, pero tengo que pasar una noche en el hotel de Erizera, quando vuelva de Croácia”.
Revelo-lhe o número do melhor quarto, onde o amanhecer pode ser mágico, quando o tempo ajuda.
“Reservalo, para…”.
Combinado, Marcella! Buen viaje hasta Hvar. Que lo desfrutes!

7 comentários:

  1. Amigo CBO.
    Podemos não ter mais nada em comum, mas uma coisa eu te garanto que temos: A imensa admiração pelos povos americo-latinos!!
    Só que tu tens muito mais sorte do que eu!!

    Y, por supuesto que si. Reservalo para...?

    Que lo desfrutes tú también, amigo! :-)

    Besitos.

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  2. Gosto muito da Ericeira, mas Sintra é algo de muito especial.

    Vou tentar mais uma vez comentar no outro blogue, rrrss Espero que não me fuja a meio como ontem...


    Uma excelente tarde, meu amigo

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  3. É curioso como o coração pode ficar preso a um lugar que lhe parece mais familiar... :)

    Também acho Lisboa e Sintra cidades mais bonitas (em certos locais, claro!), mas o coração tem razões que a razão desconhece... :D

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  4. Há sempre lugares a que ficamos presos sem explicação aparente!

    Beijos.

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  5. Existem lugares que muita beleza tem para uns que nada têm para outros, Ericeira é linda, mas também gosto imenso de Sintra, belezas diferentes, momentos marcantes para mim.

    Beijinho e uma flor

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  6. Carlos,
    Lá vou eu outra vez puxar pela minha costela patriótica.
    Portugal tem locais tão bonitos, tem tanto sol, tanta luz natural, que é um crime serem tão mal aproveitados.

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  7. "Caiu-lhe" bem a Ericeira...compreendo-a perfeitamente!
    Um manhã de Outono fui visitar umas pessoas à Malveira da Serra, não havia vento, o sol estava coberto por uma neblina muito suave a temperatura 26º entrei numa rua com umas casas fantásticas uns jardins maravilhosos e do ponto mais alto via-se o Guincho...
    Fiquei rendida! Vivo perto, conheço muito bem a zona mas aquela manhã, aquela luz aquela temperatura...foi um momento mágico.
    Ás vezes acontece.

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