O jovem entrou bamboleando. Cabelo pela cintura, vestimenta
punk, trazia a tiracolo uma rapariga que quando levantava a
cabeça lhe cheirava a axila. Procuraram uma mesa com o olhar. Solícito, o empregado
indicou-lhes uma acabada de vagar. Dirigiram-se para lá, caminhando ao ritmo da
música ró desafinada por um cliente.
Recusaram a lista . Ele escreveu num papel a canção que ia
cantar.
Alguns minutos depois foi chamado ao palco. Caminhou, em
passo lento, agitando as pulseiras e os colares que tilintavam naquele corpo atlético
musculado em ginásio.
Quando atacou os primeiros acordes de uma canção brasileira,
um sorriso ecoou pela sala.
“ Receba as flores que eu lhe dou
E em cada flor um beijo meu…”

Gostei! Muito! Sobretudo daquilo que não ficou explícito...mas que eu consegui ler nas entrelinhas! Há quanto tempo isso foi!!
ResponderEliminarBeijinhos.
Ahahah, é mesmo a bota a não bater com a perdigota... Com que então Nelson Ned?!? :)))
ResponderEliminarE ela recebeu? :-))
ResponderEliminarEra a namorada dos seus sonhos?!
ResponderEliminarBeijos.
Enternecedor...
ResponderEliminarO "caralhoque"tem destas coisas, Carlos :)))
ResponderEliminarAdorei! Eu tinha um primo que sempre que viajávamos longas distâncias atacava com músicas assim o percurso todo.Sim, nós tivemos uma fase "todos na kombi" ao som de Valdick Soriano e Roberto Carlos.
ResponderEliminarQuem vê cara ... não "vê" gostos musicais!!!!
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