quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

E elas...pimba!


Num final de tarde primaveril  de 2008,  cavaqueva na esplanada do Clube de Jornalistas com um grupo de amigos. Uma então jovem jornalista por quem nutro grande consideração - um dia vão ouvir falar dela, garanto-vos-  surpreendeu-me ao dizer que tinha bastante apreço por Tony Carreira. Dias depois um post da Patti no Ares da Minha Graça, colocava a questão mais ou menos nestes temos: porquê não gostar de Tony Carreira?
Dei comigo a matutar no assunto. Seria preconceito meu detestar Tony Carreira?
Digo desde já que em termos musicais os meus gostos divergem da maioria. Sou francófono assumido e, para além de Katie Melua, Aimee Mann e algum jazz e soul, no meu carro só entra música francesa e latino-americana. Em casa os meus gostos são mais ecléticos, a música anglo-saxónica tem uma presença mais assídua, mas limitada a uma dúzia de nomes. E, claro, há também espaço para a música portuguesa.( Não para o Fado, de que gosto, mas apenas ao vivo e nos locais apropriados).
Num fim de semana decidi, no remanso do meu Rochedo, ouvir Tony Carreira e tentar perceber se era preconceito ou mero desconhecimento que me levava a não ver nele mais do que um cantor pimba. Assunto arrumado: não gosto e ponto final!
Dias depois ( coincidência?...)  Tony Carreira era a figura evocada no programa "Em Reportagem" da RTP 1. Decidi ver. Confirmei a minha opinião, mas passei a admitir que provavelmente o problema é meu.
Um homem que põe as mulheres em delírio e lágrimas, lhes alivia o sofrimento, que as faz felizes como muitos maridos não as conseguem fazer em casa, só pode ser alguém com um magnetismo muito especial. Que me escapa, é certo, mas que existe. Vi também muitos jovens e adultos embalados por aquelas canções dengosas com letras romântico- estapafúrdias.
Realmente, o problema deve ser meu. Não tenciono voltar a ouvir Tony Carreira, mas uma coisa é certa: ninguém mais me ouvirá chamar-lhe "pimba".
Adenda: recupero este post  de 2008, depois de o reeditar, na sequência do que ontem escrevi sobre António Variações. 

15 comentários:

  1. Não aprecio e também não critico.

    Há gostos e gostos...

    Talvez tenha o "essencial" que atrai multidões!

    Beijinhos.

    ResponderEliminar
  2. É quase impossível que um cantor me deixe em delírio, quer ele se chame Tony Carreira ou António Variações.

    Já escrevi o rascunho da minha história passada num Café do Porto e penso enviar-lha no fim de semana com a respectiva fotografia.

    Neste momento, estou a ouvir a Sinfonia Nr.1 "Titan" de Gustav Mahler.

    ResponderEliminar
  3. A minha empregada uma vez ia-me comendo viva por dizer que não gostava de Tony Carreira: o que ela se espraiou a descrever os predicados do homem, não tem explicação - queria-me convencer, à viva força, que era o melhor cantor de todos os tempos... :)))

    E claro que não tenho nada contra o homem, não gosto da música e canta e mainada! Nem vislumbro esse "je ne sais quoi" que encanta tanto mulherio... :D

    ResponderEliminar
  4. Que as adolescentes dos anos sessenta ficassem histéricas com Beatles, ainda entendo, mas que mulheres adultas (algumas com instrução superior)façam figuras tristes por causa de Carreira e filhos....francamente, considero ridículo.

    DE Tony de Matos e Marco Paulo nunca gostei, também.

    Não é por isso que deixo de respeitar o gosto da cada pessoa, claro.


    Bom serão, Carlos

    ResponderEliminar
  5. Bom, já que abordas os gostos pimba, então, cá vai a minha opinião.

    Não aprecio o Tony Carreira nem dava um passo para ir ouvi-lo cantar...debaixo da minha janela...:) mas não o detesto!
    O que é isso? Detestar alguém só porque não se gosta de o ouvir cantar nem se concorda com o facto de ele arrastar o mulherio atrás?
    Gostos não se discutem e o homem parece-me ter uma certa humildade e ausência de vedetismo, atributos cada vez mais raros. Se calhar é isso que as fãs gostam nele e vai daí...pimba!!
    Insuportáveis, até dizer basta, são o Marco Paulo, Toy e mais alguns que não me recordo o nome, precisamente por terem a mania que são os maiores, mas isto é a minha opinião!
    Cada qual que tenha a sua, ora essa!:))

    Beijos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Janita, concordo contigo, o Tony Carrera é um homem simpático e sem as peneiras de certos cantores; só é pena não cantar ópera, porque então, também eu entrava em delírio.

      Eliminar
    2. Ainda bem, Ematejoca!
      Mas já agora te digo: então, podemos entrar as duas em delírio e ouvir José Carreras, que adoro!
      Que tal?:-))

      Abraço.

      Eliminar
  6. Curioso!!!

    Até agora, os comentários sobre o Tony Carreira vêm todos de mulheres.

    Pelos vistos, o tema não interessa a nenhum dos seus leitores, Carlos.

    ResponderEliminar
  7. E espetar agulhas nos olhos?
    Não, pois não?
    A minha sensação ao ouvir o caramelo é mais ou menos essa.
    E, com este post, a Catarina, debaixo de neve, foi ouvir o Tony :)))

    ResponderEliminar
  8. Acho que já deixei mais ou menos o que acho de Tony Carreira no post anterior, tal como o Carlos eu também, na tentativa de ver se era preconceito meu procurei ouvir livre de preconceitos... Não gosto, ponto. Não detesto mas também não aprovo e critico o plágio seja em que área for, e ele plagiou, é só procurarem no you tube que encontram facilmente as músicas em questão.

    E já que tal como eu é fã da Katiezinha deixo aqui uma das minhas músicas preferidas:

    Nine Million Bicycles

    Gosto muito :)

    ResponderEliminar
  9. Para já, do que ouvi não gosto assim muito, mas tenho uma colega que o adora e pelo que tenho ouvido sobre ele, parece ser uma óptima pessoa, sempre com tempo para os fans :)

    ResponderEliminar
  10. É também o meu defeito, Carlos. Francófono assumido! O que já não é vulgar hoje em dia!
    Tonny Carreira, não me diz nada, nem a favor nem contra.
    Grande abraço

    ResponderEliminar
  11. Eu não gosto, e não há nada que me leve a gostar, seja ele simpático, afável, trauliteiro ou o que lhe apetecer, no entanto, tenho de o ouvir dias a fio, pois cá em casa, a minha cara metade, gosta, e o meu neto mais velho também (eu sei que ele tem ainda só dois anos, mas como também gosta de Iron Maiden e Chico Buarque dou-lhe um desconto), o que os leva a sarrazinarem-me os ouvidos com as melodias delicodoces do homem, dando-me oportunidade de utilizar os meus auscultadores mesmo sem estar a ouvir música, o que em tempo quente é deveras incómodo, mas em democracia familiar as coisas são assim e eu vingo-me quando posso, pois também gosto de ouvir música nas alturas e por vezes lá me aturam as caturrices com horas seguidas daquilo a que chamam dilúvio sonoro.

    ResponderEliminar