domingo, 17 de fevereiro de 2013

À mesa do café...

Curta, mas incisiva como os posts que normalmente escreve no seu blog Dona Redonda, a estória que nos traz a convidada de hoje. Eu puxei pela memória, mas não me consegui lembrar da primeira vez que entrie num café. Vocês lembram-se? Pois é dessa memória que nos fala hoje a Gabi
Leiam e depois vão ao blog da nossa convidada que me arrisco de apelidar como consumidora compulsiva de livros. Que se lêem muito bem em cafés. Principalmente ( pelo menos no meu caso) quando têm uma bela vista para o mar....


Depois de ter nascido em Lisboa, onde na altura viviam os meus avós maternos, passei os seis anos seguintes em Paços de Ferreira (com breves intervalos nas férias, quando íamos para Lisboa, Trás-os-Montes e Cachinas). 
Morávamos num apartamento arrendado num prédio de que me lembro como sendo alto e com um corredor comprido, onde daria para andarmos de triciclo, se nos deixassem. 
À frente do prédio havia um jardim para onde podíamos ir brincar quando não chovia e onde pude experimentar a sensação de voar, quando andei na bicicleta da minha irmã, embatemos, eu e a bicicleta, contra uma pedra, e fui projectada, ficando depois da aterragem, com um pequeno galo na testa. 
Ao Domingo, o nosso pai tinha mais tempo e costumava ir ao café perto, depois do almoço. Neste café, os empregados já o conheciam, traziam-lhe o café e eram simpáticos para connosco. 
Na altura, não me interessava por beber café, mas lá também tinham cigarros e guarda-chuvas de chocolate, e às vezes ganhávamos um. Não fumo, só experimentei cigarros reais uma ou duas vezes, mas gostava muito de fingir que fumava os cigarros de chocolate, antes deles começarem a derreter e me deixarem lambuzada.
E foi assim que comecei a gostar de cafés.
Aviso do administrador do blog: Estou com gripe e impossibilitado de comparecer. Tentarei passar por aqui mais tarde. As minhas desculpas à Gabi e a todos os presentes na Rua dos Cafés.

37 comentários:

  1. Curta e incisiva, como diz o Carlos, estilo dona redonda! ; )

    Gostei bastante de ler como gosto de ler todos os posts da Gábi! : )

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    1. Eu também, Catarina. E a Gabi dá boas dicas de leitura, também.

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  2. Uma história doce como os cigarros e os guarda-chuva de chocolates que deixavam a Gabi toda lambuzada na idade da inocência.

    Como conheço o Dona Redonda já há bastante tempo, não fiquei nada admirada ao encontrar aqui uma história tão bem contada.

    Abraços para a Gabi e para o Carlos com os votos que tenham um domingo muitíssimo doce, mesmo sem chocolates.

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    1. O "s" rebelde fugiu para o chocolate, em vez de ficar nos guarda-chuvas.

      Perdão!

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    2. Está perdoada!
      O meu domingo foi bastante amargo e por isso só hoje entrei na conversa.

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  3. Como é que a Gábi, sendo de uma geração bem anterior à minha, é do tempo dos guarda-chuvas e dos cigarros de chocolate? :-))
    Um relato bem doce e curto a boa maneira da "Redondinha"!
    Eu lá deixei passar a data...
    Outros valores mais altos se levantaram!

    Abraço

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  4. Para tudo na vida há uma primeira vez!

    Achei deliciosas estas lembranças, ligadas à infância e a um Café, algures em Paços de Ferreira( cidade que conheço) e dos cigarros de chocolate de que me lembro bem! Gostei da simplicidade da narrativa, que me ficou a dizer muito da sua autora.

    "Galos" na testa também fiz muitos, mas não foi por andar de bicicleta, que não tinha...é que quando eu era criança, não andava, corria! Depois propeçava e caía.:)

    Parabéns Gábi, pela encantadora estória que nos trouxe.

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  5. Os cigarros de chocolate! Mais do que os guarda-chuva... davam-nos um certo ar e sabiam tão bem!

    Beijos para ti, Carlos, e para a Gabi.

    Laura

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    1. Nos cigarros alinhava, mas nos guarda-chuvas nem por isso. Ainda hoje raras vezes uso guarda-chuva :-)
      Beijos

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  6. Os cigarros desapareceram mais cedo e as sombrinhas ainda se mantiveram durante muitos anos.
    Também eu fui afectado por uns e por outros, conseguindo libertar-me dos cigarros (reais) há já alguns anos.
    Café, nunca bebi!
    Das sombrinhas, espero um dia que a Dona Redonda (por sinal magra) numa roda de amigos me deixe abrigar debaixo da sua "umbrela".
    Um beijinho à Gabi e um abraço ao Carlos

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    1. Nunca bebeu café, Kim? Não sabe o que perdeu :-)
      Abraço

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  7. As sombrinhas de chocolate ainda vão aparecendo por aí. Já os cigarros... há muito que não dou por eles. Também fui consumidora desses doces e gosto de recordar :)

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    1. Os cigarros foram proibidos na onda das medidas anti tabágicas. Apenas mais uma estupidez fundamentalista

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  8. Muito obrigada pela introdução e pela publicação da história aqui :) (fiquei muito feliz e fui logo contar à minha mãe e a uma das minhas irmãs) e pelas palavras tão simpáticas dos comentadores :)
    um grande beijinho para todos
    Gábi

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  9. E as melhoras da gripe, espero que passe muito depressa e logo fique bem.
    um beijinho
    Gábi

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    1. Eu é que agradeço a sua participação, Gabi. Peço desculpa por não ter podido comparecer, mas a febre não deixou mesmo. Agora já estou quase fino. Obrigado
      Beijinh

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  10. As melhoras! Também estou com uma tosse que, ao pé dela, qualquer trombone... é um apito. :)))

    Beijinho

    Laura

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    1. Andas a fumar demais, Laura? As melhoras da tosse, que é muito irritante e desconfortável
      Beijo

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  11. Também me lembro bem desses cigarros, das sombrinhas e de uns gatinhos de chocolate que em criança também faziam as minhas delícias! :)

    Mas esses era a minha avó que oferecia, quando nos visitava, normalmente comprados na mercearia. Só passei a gostar de cafés muitos anos mais tarde, com os amigos... mas cada um tem as suas experiências! :D

    Beijocas a ambos e as melhoras para o Carlos!

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    1. Já não me lembrava dos gatinhos mas vou confessar uma coisa... não os comia, porque tinha pena!
      Beijocas

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  12. Adorei este "recordar" delicioso, descrito de forma tão fluente.

    Fiquei cheiiiiiiiiiiiinha de vontade de saborear uns cigarritos e uma sombrinha de chocolate!

    Beijinhos e rápidas melhoras, Carlos.



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    1. Cigarritos de chocolate, já não há...só se for dos outros!
      Beijinhos

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  13. a Redonda é uma gulosa! E uma mulher dos 7 cantos de Portugal
    :)

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    1. Gulosa por livros já sabia, agora por chocolates, fiquei agora a saber...

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  14. como o tempo modifica as coisas! Eu sempre conheci aquela simpática localidade junto à maresia de Vila do Conde, as Caxinas, assim estribadas naquele pujante x que as escorava. Vejam lá o que é o progresso, e porque não a vaidade, que as converteu em Cachinas. Seria do acordo?!

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  15. Sei que entrei em café desde muito pequena.


    Um abraço com votos de rápidas melhoras, meu amigo.

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    1. Eu já não me lembro quando entrei num café pela primeira vez...
      Obrigado, amiga

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  16. Fumadora de cigarros de chocolate?
    Que vergonha!! :)))

    Beijinhos à Gábi, as melhoras para o Carlos

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  17. Anónimo, fui ver no Google e é Caxinas, sim. Peço desculpa pelo erro, não desculpa, mas imaginei que seria assim que se escrevia porque só iamos para lá até ao meu 6º aniversário, quando ainda não sabia ler...

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  18. eu também gostava desses cigarros :) boa recordação.

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