quarta-feira, 27 de março de 2013

No Dia Internacional do Teatro



Palmira Bastos
(1875-1967)
Assinala-se hoje o Dia Internacional do Teatro. Poderia evocar aqui uma das peças a que assisti recentemente ( vou cada vez menos ao teatro, porque os bilhetes são caros e o dinheiro não estica), mas optei por recordar uma actriz que terá sido a primeira responsável pela minha paixão por esta nobre Arte. 
Filha de espanhóis, nasceu em Portugal ( Alenquer) porque os seus pais faziam parte de uma “trupe” que apresentava peças de teatro de terra em terra.
Nasceu no teatro e representou quase até ao fim da vida. Não terá sido a maior actriz portuguesa de todos os tempos ( embora se encontre indiscutivelmente entre as maiores), mas trago-a aqui porque ela era a figura principal da primeira peça de teatro "adulto" a que assisti ao vivo. Foi no teatro Monumental e a peça era “As Árvores Morrem de Pé”.
Ainda hoje sinto um arrepio percorrer-me de alto a baixo quando lembro aquela noite.No momento em que Palmira Bastos, batendo vigorosamente com a bengala no chão, diz “ As árvores morrem de pé!”, todo o público se levantou, empolgado, numa estrondosa salva de palmas. Percebi, pela primeira vez, a grande força do teatro. Arrepiante!
Palmira Bastos trabalhou no teatro até Dezembro de 1966, falecendo no ano seguinte
( Texto roubado à minha galeria de homenagens às mulheres portuguesas)

10 comentários:

  1. Percebi logo quem era, sem ver o nome. Até porque também vi essa peça, na televisão, suponho que gravada e uns anos mais tarde. E considerei a atuação dela simplesmente eletrizante!

    Bela homenagem, a uma grande atriz e mulher e, simultaneamente, ao Teatro! :)

    Beijinhos!

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  2. Também não esqueci, que hoje é o Dia do Teatro,
    uma das minhas grandes paixões.

    Não quis dar 10€ para ir ver o último filme de James Bond, embora o actual Bond seja o meu preferido, mas não me custou nada dar 39€ para ir ver Hamlet, peça que já vi várias vezes.

    Como já escrevi num outro comentário, também eu assisti à peça "As árvores morrem de pé" com os meus pais.

    Uma bela homenagem ao teatro, a uma peça inesquecível e a uma GRANDE actriz e mulher: Palmira Bastos (por causa dela, até odeio um pouco menos, o meu segundo nome).

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  3. Não a vi ao vivo, ams vi a peça na RTP...no tempo em que esta ainda tinha algumas preocupações culturais:esse foi também um momento que me marcou.

    Recordo as nótícias da sua morte assim como as de Vasco Santana, que também nunca vi pessoalmente. Aliás como António Silva.

    Viva o Teatro!!

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  4. Obrigada pela partilha.

    Adorei ler!

    Há muito que não vou ao teatro. Gosto, mas não dá.

    O meu pai está melhor, mas a minha mãe teremos que tratar de a colocar num lar. Estou à espera que as minhas irmãs venham passar a Páscoa para se decidir .
    Não vemos outra solução...ela já está "noutro mundo". De qualquer modo não terei coragem de estar presente no dia que a tivermos que deixar no lar.
    Está a ser muito duro!

    Desculpa o desabafo.

    Beijinhos.

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  5. É uma das caras do teatro português que mais o marcou. Tive o prazer de a ver representar na Televisão há uns anos largos. Beijinhos

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  6. Carlosamigo

    Repito o que já te disse no teu outro blogue; mas creio que não faz nada mal a repetição...

    Destes sacanas que dizem que nos (des)governam há que esperar tudo - até nesta parábola na Disneilândia. Está muitíssimo bem apanhada e pobres dos muitos que andam a passar fome. Se eu fosse burro, até dizia que no tempo da outra Senhora havia menos destes. Mas, como é uma redonda mentira, bem gostava que aparecessem uns quantos Buiças ainda que seja, como sabes contra, a violência. Aí então tinham de aprender (e em especial um tal Ulrich) que uns tiritos nas respectivas trombas, não lhes faziam nada mal. Mas, infelizmente assim não acontece. Se assim conseguisse acontecer desde Belém a São Bento & arredores julgo que à semelhança dos chineses, as famílias deles tinham de pagar as balas nas nucas - dos filhos da puta; e era muito bem feito.

    Eu aplaudia. Eu. Sim

    Abç

    H

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  7. Lembro-me de ter visto As árvores morrem de pé, com a mesma certeza de ter visto também essa grande actriz, morrer de pé, também. (a preto e branco)
    Grande abraço Carlos

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  8. Amélia Rey Colaço, esse era o nome que colocaria no topo, Carlos

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  9. Ouvia minha mãe falar de Palmira Bastos e, também, de Amélia Rey Colaço.

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  10. Também a vi nesse papel sublime; sou um felizardo...

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