sexta-feira, 12 de abril de 2013

As criancinhas, tão engraçadas, tecem o futuro atrás das grades


Era um belo dia de Abril. Dois irmãos ingleses, de 11 e 12 anos, estavam em casa aborrecidos, sem nada para fazer. Foi então que um deles teve uma ideia. Foram ao encontro de dois outros miúdos, com 9 e 11 anos, e convidaram-nos para “brincar”. Eles aceitaram. Deixaram-se conduzir até um local ermo e aí foram agredidos violentamente pelos dois irmãos e obrigados a abusar sexualmente um do outro. Não satisfeitos, estes amorosos manos ainda enfiaram com um lavatório na cabeça de um dos companheiros de "brincadeira".
Presentes a tribunal, as adoráveis criancinhas, sem ponta de remorso,lá justificaram a brincadeira com o aborrecimento. Compreende-se… isto de ser criança e não ter nada para fazer é muito chato! Principalmente quando se pertence a uma família disfuncional, onde o pai é violento, e o único prazer que tinham em casa era ver filmes pornográficos e fumar cannabis na companhia dos pais. O juiz também deve ter compreendido a situação, por isso aplicou-lhes uma pena de cinco anos numa casa de correcção.
Dizem os psiquiatras que os irmãos têm personalidades anti-sociais, sem retorno. Eu pergunto: então, quando saírem da casa de correcção, como vai ser?
O facto de pertencerem a uma família disfuncional não explica tudo, até porque dos outros cinco irmãos não se conhecem proezas idênticas.
Não será  fácil a um juiz fazer mais do que fez. Para já aplicou-lhes cinco anos e no final da pena logo se vê. Pois, aí é que reside o problema…
( Post repescado do Crónicas do Rochedo. Escrito a partir de uma história verídica)

11 comentários:

  1. E aos pais o que fizeram?

    Talvez também aqui a Medicina resolva o problema...

    Bom serão, amigo

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  2. Talvez com o devido apoio e ajuda se tornem em adolescentes/jovens adultos conscientes daquilo que se deve e não deve fazer. Apenas talvez... talvez um talvez muito remoto..

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  3. Que história mais macabra, que me recordou logo a de James Bulger e dos seus carrascos juvenis... :P

    Beijocas e bom fim de semana!

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  4. Um caso bicudo!

    Da casa de correcção sairão piores se não tiverem acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

    Beijinhos.

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  5. Nesse ciclo vicioso pais disfuncionais/ filhos macabros....compreendo que o juiz fez o melhor que pode mas é revoltante e sabe a pouco esse castigo :(((
    xx

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  6. Quase sempre, este tipo de crianças, se mantém assim para o resto da vida.
    Não acredito em reinserção social. O gene de maldade fica eternamente agarrado à mente doente.
    E um pequeno delinquente será um grande delinquente!
    Grande abraço amigo Carlos

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  7. É assustador as coisas que acontecem por este mundo fora!
    Tenho 3 netos quase 16, 11 e 6 aninhos, até 2011 sempre viram o pai fumar dessas cenas, beber e bater na mãe a minha princesa (filhota) mais nova que sofreu violência doméstica e psicológica durante 14 anos, no fim de ela o abandonar, 2 meses depois ele anda a tentou matar, ficou sem um único dente, os ossos do rosto ficaram tipo farinha, o tribunal fez o quê? a sentênça foi ele pagar 1.900€ à minha filha e as despesas do tribunal, até hoje nada disso o crápula pagou, nem dos filhos ele quer saber, nem dá o sustento que o tribunal ordenou.
    Desejo que os meus netos continuem a serem os aquilo que são e não esqueçam os valores que lhes transmitimos.
    desculpe o desabafo Carlos
    abom fm de semana

    beijinho e uma flor

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  8. É falso dizer que "não há crianças más"...
    Fui quatro anos professor do ciclo preparatório e vi coisas incríveis. Resolvi-as porque naquele tempo (já depois do 25/4), ainda havia respeito nas escolas deste país.
    Hoje, se eu fosse docente, já tinha sido expulso, estou certo...

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  9. Esta história faz-me lembrar uma outra, passada há uns bons anos (vinte, talvez?) também em Inglaterra. Dois adolescentes de idades próximas destas que aqui menciona levaram um menino de 2 anos (o James Bulger - até do nome me lembro!) de um centro comercial, onde a mãe por momentos abrandou a guarda, para uma linha férrea abandonada, onde o espancaram até à morte. O Carlos lembra-se disto? É dos episódios mais arrepiantes de que tive conhecimento até hoje. E, como tenho um filho de 2 anos, muitas vezes me tenho ultimamente lembrado disto...

    A ideia de que a infância é inocente e destituída de maldade é um absurdo. Há pessoas boas e más em todas as idades - e a justiça devia puni-las também na menoridade.

    Um beijinho

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  10. E que problema!
    Deixo a mesma questão que a São fez, e aos pais o que fizeram?
    Conheço a história que Lou Salomé falou e ao ler o texto lembrei-me precisamente dessa mesma história que foi muito conhecida.

    É preciso ter atenção aos sinais, se bem me recordo essa dupla de criancinhas inocentes já tinha por hábito levar gatos para a linha de comboio torturá-los e prende-los na linha do comboio... Que belas brincadeiras :( E sim, há maldade na infância, infelizmente!

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