quinta-feira, 4 de abril de 2013

O sem abrigo


Cheira-me que esta estória ainda vai dar um filme. Pelo menos tem alguns ingredientes essenciais para  ter sucesso...
Madonna tem um irmão. Chama-se Anthony Ciccone  e é um dos muitos sem abrigo de North Michigan (Chicago).
Acontece que Anthonny  trabalhava numa empresa vinícola, da qual foi despedido por ser alcoólico. (Mais ou menos o mesmo que dar emprego a um pirómano numa fábrica de pirotecnia…)
Conta “o Público” que Madonna já terá pago vários internamentos do irmão em clínicas de recuperação, mas o vício acaba sempre por ganhar e Anthony volta à bebida e às ruas.
Anthony diz que não  precisa de tratamentos, mas sim de  amor e carinho. A família responde que para lhe dar guarida ele tem de deixar de beber. Se ninguém ceder, a reconciliação será difícil mas, em vossa opinião, quem devia ceder primeiro?

9 comentários:

  1. Quem devia ceder primeiro?

    Eu diria que tem de haver um compromisso, ou um acordo, de ambas as partes.

    Claro que digo isto, porque que se trata de um irmão, e como não tenho irmãos, pouco me toca.

    Caso fosse o meu filho, já era uma outra coisa, eu cederia PRIMEIRO e SEMPRE!

    Mas como o meu filho tem muito amor e carinho não vai acontecer uma tragédia dessas na nossa família.

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  2. Penso , sem fazer juízos de valor nem afirmações temerárias, que talvez fosse bom dar-lhe o que ele pede ...e ver o resultado.

    A partir daí, não teria desculpas, não é? Assim poderá sempre dizer que lhe falta o essencial, isto é, apoio afectivo.

    Abraço, amigo meu.

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  3. A dependência alcoólica, como qualquer outra, é uma doença. Como tal tem de ser tratada pelos especialistas que, se não encontrarem da parte do sujeito, uma colaboração mínima que seja de nada lhe poderão valer.

    Agora, no caso, ele teve um emprego inicial (no sítio errado) mas nessa altura teria ou não apoio afetivo? Julgo que, se a irmã lhe tem pago os tratamentos, isso já é o demonstrar-lhe que não está sozinho no percurso.

    O homem é um manipulador e um doente crónico.

    Enfim...

    Beijo

    Laura

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  4. Essas situações familiares são sempre muito complicadas. Mas na verdade suponho que a São tem razão: era acolhê-lo como a um irmão e verificar se ele acabava por ultrapassar a doença, com o devido acompanhamento em simultâneo. Essa de lhe pagar tratamentos clínicos é só uma maneira de descartar o problema e ficar com a consciência mais ou menos tranquila...

    Não era isso que todos faríamos a um irmão sem abrigo - dar-lhe guarida, até ver se se levantava? Mas claro, é possível que sendo ele alcoólico torne essa convivência familiar insuportável (o que não é 100% garantido, que há bêbados violentos, mas muitos outros que o não são). E aí seria ele que tinha de se decidir se deixava o álcool ou se queria continuar junto da família... ;)

    Beijocas!

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  5. Dê-se o carinho e amor...se elenão aproveitar será o principal prejudicado. Sou pelas 2ºs oportunidades.

    Ninguém é perfeito.

    Sair de dependências é coisa complicada e só com apoio e motivação se vence.

    Beijinho

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  6. Experimentava o 3 em um...carinho, amor e tratamento.

    De qualquer modo , penso que sem amor e carinho nada se consegue.

    Beijinhos.

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  7. Sem cedência dos dois lados, nada feito, Carlos.
    Ultimatos?
    Isso não resulta.

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  8. As famílias que se debatem com problemas de dependência têm toda a minha solidariedade. Dito isto, acho que até o amor tem limites. Quando um viciado em drogas ou em álcool se recusa sistematicamente a procurar ajuda e usa a família como saco de pancada, como se merecesse eternamente perdão, sou forçada a achar que, realmente, há limites, por trágico que seja.

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  9. O ideal seria ele fazer o tratamento com o acompanhamento da família!

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