domingo, 21 de abril de 2013

Prantelhana


Quando li este post da Teté, lembrei-me da história de uma amiga da minha irmã, baptizada Prantelhana!
Sabia pela minha irmã que o nome da miúda ( para mim já muito crescida, pois a minha irmã era 12 anos mais velha do que eu) era causa de alguma chacota e muitas interrogações no colégio. Afinal que ideia deu aos pais para baptizarem a  miúda com nome tão singular?
Muitas vezes  a rapariga foi interrogada sobre as origens do seu nome. Inicialmente dizia desconhecer, mas um dia lá confessou que perguntara aos pais e que eles lhe explicaram que esse era o nome de uma bisavó açoriana.
A explicação parece ter sido aceite no liceu e nunca mais ninguém terá seringado os ouvidos de Prantelhana  com a pergunta sobre a origem do seu nome.
Não vos estaria aqui a contar esta estória, se uma rara coincidência em que a vida afinal é fértil, não me tivesse colocado no caminho, anos mais tarde, uma outra Prantelhana, que me fez pôr em dúvida a explicação dada pela amiga da minha irmã.
Já eu vivia em Lisboa, quando um dia cheguei a casa para passar um fim de semana e conheci a nova empregada doméstica, uma  atraente minhota de 24 anos cujo nome  era… pois esse mesmo que estão a pensar…. PRANTELHANA!
De imediato tive vontade de lhe perguntar se o seu nome era de origem açoriana, mas mandava o recato que me abstivesse. Interroguei a minha mãe sobre tão magna questão e obtive como resposta “ quero lá saber disso! O importante é que seja boa empregada”.
Comuniquei então à minha mãe que eu mesmo lhe faria a pergunta, mas recebi logo uma reprimenda e um conselho para “deixar a rapariga em paz”.
Nas férias de Natal , porém,  não resisti à curiosidade ( eu sou escorpião e vocês sabem o que isso significa, não sabem?) e, à hora do almoço, aproveitei para lhe perguntar:
- Diga-me lá, Prantelhana, tem parentes nos Açores?
Não estou certo que Prantelhana soubesse exactamente onde ficam os Açores, mas a resposta foi peremptória:
- Não,  não tenho…  os meus pais são do Arco de Baúlhe e os meus tios vivem todos em Braga- respondeu  num balbúcio, que me fez acreditar que ela sabia a pergunta seguinte.
 A minha mãe cravou-me  um olhar ameaçador, prometedor de  represálias se eu ousasse prosseguir com o interrogatório, mas eu já decidira  não fazer mais perguntas  a Prantelhana nesse dia, para não a embaraçar. Apenas acrescentei:
- Sabe, é que a minha irmã tem uma amiga com esse nome e a avó dela era dos Açores, foi por isso que perguntei... desculpe a curiosidade!
O almoço prosseguiu sem incidentes, mas a questão continuava a atiçar-me os neurónios e um deles, mais teimoso e irreverente, quiçá tão curioso quanto eu, insistia:
- Pergunta! Pergunta! Pergunta!
Mandei o neurónio bugiar e fui à minha vida ( que àquela época, em tempo de férias natalícias, significava mais tempo para namoriscar, obviamente…)
Nas vésperas  de Natal , Prantelhana  foi de férias  para passar a quadra com a família.
Quando regressou, por altura do fim de ano, vinha muito bem disposta  e com muito mais à vontade do que até aí lhe notara. Um dia, terminado o jantar, enquanto servia o café, Prantelhana perguntou à minha mâe se podia falar  ( Os leitores mais jovens talvez estranhem estes hábitos, mas era assim mesmo a vida naquele tempo, quando os cravos  de Abril ainda não tinham florido nos canos das espingardas e as empregadas domésticas davam pelo nome de criada de servir, criada de quarto,  cozinheira ou mesmo... sopeira!)
Autorizada, Prantelhana uniu as mãos e, com os dedos em torvelinho e um rubor a espraiar-se-lhe na face, balbuciou:
- Eu disse aos meus pais que os senhores queriam saber porque é que eu tenho este nome e eu não lhes sabia dizer, porque eles também nunca me disseram
- Que ideia é essa, Prantelhana? Resmungou o meu pai, que desconhecia o que se passara ao almoço uns dias antes. Ninguém aqui lhe ia fazer uma pergunta dessas. Esse nome para nós não é desconhecido, uma amiga da menina Maria José também tem esse nome…
Os dedos de Prantelhana redemoinharam agitados num bailado nervoso, a face trigueira inundada por um mar vermelho descaiu sobre o seu peito e os olhos fixaram-se no chão. Envergonhados ou arrependidos? Não sei responder…
O meu pai, apercebendo-se da situação, emendou a trajectória a tempo…
-  Se quiser contar-nos nós apreciamos muito a sua confiança, Prantelhana, mas não se sinta na obrigação de nos dar explicações…
Os olhos  negros de Prantelhana voltaram a erguer-se  e, de uma assentada, Prantelhana explicou:
-  A minha mãe queria que eu me chamasse Maria do Amparo, mas o meu pai é muito esquecido e, quando foi  ao registo para botar o nome já não se lembrava do nome que a minha mãe lhe tinha dito. Quando lá lhe perguntaram ( na verdade Prantelhana dizia preguntaram) qual era o nome ele ficou atrapalhado e disse  “prante-lhe”* Ana, que é o nome da minha avó, mas a senhora do registo não percebeu bem e botou tudo junto. Foi por isso que fiquei Prantelhana…
Voltou a baixar os olhos, como que desculpando-se do seu próprio nome,  e pressenti uma lágrima rolar-lhe pela face. Pediu licença e foi para a cozinha.
Prantelhana  trabalhou em casa dos meus pais 35 anos.Teve namorado durante algum tempo mas nunca casou, porque descobriu que ele já era casado. Enganada, passou a "enxotar" qualquer homem que lhe fizesse a corte.  Tratou-me sempre por "menino", chorou a morte do meu pai e dos meus irmãos, como se de seus irmãos se tratassem. Cozinhava maravilhosamente e ainda hoje, na minha já pequena família, se recordam os seus dotes culinários. Sempre que eu ia ao Porto, fazia os pratos que eu mais gostava, invariavelmente dizia " hoje não me saiu bem" enquanto eu lambia os beiços deleitado. Prantelhana ( que  a seu pedido passou a ser  tratada por Ana) teve um fim trágico... 
Todos os anos passava as férias de verão na sua terra natal, próximo de Felgueiras, onde recebia os irmãos, emigrantes em França. Em 2003 foi passear com eles de automóvel e não regressou a casa.
Chorei a  sua morte como a de uma pessoa de família e ainda hoje penso como seria diferente a vida da minha mãe, na sua doença, se ela ainda fosse viva.
Esteja onde estiver, senhora Ana, os anjos devem estar deliciados com os seus pitéus. Se algum lhe fizer a corte, não o enjeite. Os anjos nunca se casam!
Um grande beijinho para si

* Para quem não saiba, "Prante-lhe"  é uma expressão que, pelo menos em algumas zonas do Norte, significa ponha aí, bote, etc. 

28 comentários:

  1. uma história muito bonita. As pessoas de família nem sempre têm o mesmo sangue.
    Sei porque é que me chamo Isabel mas, não sei porque é que o meu 1º nome é Teresa...

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    1. A família a gente não escolhe, né...
      Permita-me que lhe diga que gosto muito da combinação Teresa Isabel!

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  2. Que estória tão bonita e tão bem contada, Carlos.

    Gostei que a tivesse prantado no blogue. Assim, tenho sempre um comentário a fazer, mesmo que seja insignificante!

    Abraço

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    1. Os seus comentários nunca saõ insignificantes, Catarina
      Abraço

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  3. Adorei a história que como todas leio com prazer, pois a tua escrita fluente assim convida.

    Coitada da moçoila!

    Não gosto do meu nome próprio, embirrando sempre com ele, mas sei que foi a infeliz junção dos nomes da avó e bisavó maternas.

    Quanto ao apelido, vários professores perguntavam a origem...já investiguei e não descobri.

    Beijinhos.

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    1. Pois eu gosto do teu primeiro nome, Elisa, e também já me interroguei sobre a origem do teu apelido!
      Beijinhos

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  4. Prante-lhe um enorme êxtase, muita comoção e uma lágrima de emoção!

    Por vezes temos sentimentos e reacções mais fortes que a nossa vontade. Fazer o quê?

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  5. Uma estória de amizade é o que aqui ressalta e é o mais importante.

    Quanto ao nome Prantelhana conhecia o motivo, mas passava-se no Alentejo, onde pranta significa colocar,pôr.

    Tive um professora de frnac~es no Liceu que assinava Auzenda, porque o funcionário do registo não sabia que o nome se escreve com s.

    Amigo, serena noite.

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    1. Realmente conheço Auzendas e Ausendas e só encontro a explicação para a duplicidade, por ignorância dos tipos do registo
      Eu não tinha a certeza se a expressão também se aplicava no sul, obrigado por me esclareceres.
      Um bom resto de dia, amiga

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  6. "Prante-lhe" é muito ouvido em Trás-os Montes, minha terra, cá em casa também ouve uma queridíssima Lili, quarenta e sete anos, uma segunda mãe...que deixou muitas saudades.
    gostei muito deste post.
    xx

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    1. Estou a ver que Prante-lhe tem mesmo âmbito nacional.
      É bom quando as pessoas deixam saudades, não é, papoila?

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  7. A origem do nome já conhecia, mas a sua historia está realmente muito interessante e bem contada! Final trágico de Ana à parte, evidentemente!

    Beijocas!

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  8. Pranto-me aqui para dizer que adorei a estória e que, a origem do nome da PrantelhAna, tem a ver com o nome dum dos meus filhos, mais concretamente da minha filha - Aniana. Um dia conto.
    Grande abraço Carlos

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    1. Deixou-me curioso, Kim! Fico á espera que nos conte a estória do nome da sua filha
      Grande abraço

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  9. Já conhecia a história, talvez por outra Prantelhana a ter contado a alguém que depois nos contou a nós.

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    1. Se já conhecia a história, talvez também tenha conhecido a Prantelhana, ou uma amiga dela, Gabi...

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  10. Comovente, Carlos.
    Sabe, aqui na zona rural, as pessoas também diziam "preguntar". Agora sei a origem.
    Quanto aos cartórios, também faziam estragos por aqui.

    Beijinho de um outro lado do atlântico.

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    1. Em matéria de nomes, há muita originalidade aí pelo Brasil, Cristina.
      Um dia destes talvez conte como nasceram os nomes dos filhos de uns amigos de familiares meus aí de Porto Alegre!
      Beijinho deste lado do Atlântico.
      Lá para o final da semana já estaremos os dois no mesmo hemisfério e no mesmo lado, Cristina

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    2. Que bom!
      A América do Sul é poeticamente intrigante.

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  11. Conheço a expressão e era isso que estava a pensar - será que.....e era mesmo.
    Que a Ana repouse em paz, Carlos.
    Quem exerce a sua profissão com dignidade, seja qual for, merece todo o meu respeito e toda a minha admiração.
    E esse tratamento por "menino" é-me muito familiar.
    Ainda hoje assim sou tratado por muita gente.
    Que lá trabalhou em casa, ou que era amigo de lá de casa.
    E ai dessas pessoas se me tratam de outra maneira!

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    1. Eu também ainda tenho quem me trate por "menino", Pedro! Algo que por vezes me deixa meio sem jeito, mas a minh irmã morreu com 74 e lá pelo Porto também havia quem a tatasse por memina,,,

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  12. Carlos gostava de ter a queda que o senhor tem nestes “contos reais”. Todos os pormenores são referidos. Aqui no distrito do Porto também se usa a frase: prante-lhe. É a forma de dizer: acrescente, bote aí.
    Voltando à sua “Prantelhana”. Na maioria de nós existe uma veia escrita ou poética. O que falta é explorá-la. Uns por receio de crítica, outros por vergonha. Quantos escritores ficam no anonimato por esse motivo. Com o aparecimento da blogosfera, qual universidade, tudo se modificou.
    No meu blogue vou expondo textos meus, uns reais, outros fictícios, mas sempre com o receio de críticas. Não das críticas construtivas mas sim das destrutivas como acontece em certos blogues. E, isso acontece a quem tem a sexta classe autoproposta aos trinta e nove anos e já vão vinte e cinco.
    A tudo isto acrescento um texto da minha autoria (fictício) da vida e do dia-dia da Manuela.
    A Manuela:
    Era bem dotada fisicamente. Ela sabia isso e fazia jus aos atributos que Deus lhe deu. Tinha um senão: era a primeira filha de uma família numerosa e pobre. Mesmo com os trajes modestos e remendados sobressaia toda a sua formosura. Não lhe faltavam pretendentes. Mas nenhum correspondia ao seu príncipe encantado. Sim! Todas as raparigas têm o seu.
    Fez a instrução primária sem problemas. Como acontece com quase todos os filhos de gente pobre só há um caminho a seguir: o trabalho. Assim aconteceu e passados dias de fazer o exame da quarta classe o pai arranjou-lhe emprego numa fábrica têxtil.
    Nos primeiros dias custou-lhe a habituar à nova tarefa. Nada se comparava com a escola primária. Tinha de dar o máximo - assim como tinha acontecido no ensino primário para não reprovar nenhum ano lectivo - para angariar a simpatia do patrão e encarregado-geral. Dos colegas de trabalho já o tinha conseguido, embora, a rivalidade reinasse entre os seus colegas operários.
    Os funcionários da fábrica têxtil eram de ambos os sexos. Os masculinos eram mais cordiais com a Manuela do que com as restantes. Diz o provérbio: “mais vale cair em graça do que ser engraçado”. Era o que acontecia. Não só por ser engraçada como também simpática. Antes quem gozava desta primazia era a Georgina. Os ciúmes começaram a aparecer.
    No final do dia de trabalho era usual virem todas em grupo. Agora não. Havia o grupo da Georgina e da Manuela. Na passagem pelo centro da vila o grupo da Manuela recebia mais piropos dos rapazes. Ficavam todas embebecidas mas sabiam que esses piropos eram dirigidos à Manuela.
    Nesse vai e vêm o tempo ia passando. Esperava o seu príncipe encantado. Não havia maneira de ele despontar no horizonte. Seria porque o seu cavalo estivesse doente? Não! Não acreditava nisso. Príncipe que se preze tem mais que um cavalo. Pensava e repensava.
    Entretanto as suas amigas arranjaram namoro. Na vinda da fábrica chegou a acompanhar a Elisa e o seu namorado. Diziam-lhe que não lhe faltava pretendentes e não percebiam como podia rejeitar rapazes como o Albino do senhor Marques. Além de boa figura e de andar sempre bem vestido, tinha um bom emprego, era filho único e os pais tinham uma pequena fortuna. Respondia-lhes: - No coração não se manda. Davam-lhe exemplos de outras raparigas formosas e que ficaram para tias. Se a mim me acontecer isso não me importa. Antes tia do que casar por casar. – Dizia-lhes a Manuela.
    Os dias, meses e anos foram passando. A Manuela de outrora foi desaparecendo. Também ia carregando esses dias, meses e anos no seu semblante. Sim, que por muito que disfarçamos, quando nos pomos em frente ao espelho, conseguimos notar as marcas da vida. De risonha passou a carrancuda.
    Os seus irmãos casaram e deram-lhe sobrinhos. Quando a tratavam por tia lembrava-se do que lhe dizia a Elisa e o seu namorado - hoje seu marido. Às vezes aborrecia-se com o tratamento que os seus sobrinhos lhe endereçavam. Outras vezes pensava que faziam de propósito. De qualquer maneira há que enfrentar a vida e o ficar solteira não é nenhuma fatalidade.

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    1. Obrigado por ter partilhado connosco a a estória da Manuela,,, Manuel!
      Abraço

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  13. Também eu, beirão do interior coneço o significado da palva "prante-lhe"...
    A história comoveu-me muito, Carlos, porque também houve e há ainda, com 86 anos, uma "Prantelhana", na minha vida; reside em Manteigas e depois de minha Mãe e da minha professora primária, esta Senhora, que foi criada de servir em casa dos meus Pais, tendo para lá entrado quando eu nasci e saíu de lá quando eu tinha 18 anos, para casar e emigrar para França.
    Lá viveu muitos anos e regressou à sua terra, enviuvou há 3 anos e agora resignada espera o seu fim, sózinha na sua casa. Falo com ela muitas vezes, continuo a ser o seu menino, e ela para mim continua a ser a Bu, embora ela se chame na realidade Lurdes.
    Já um dia lhe prestei homenagem com um post no meu blog. e quando comemorei o meu 50º. aniversário fiz questão que ela e o seu marido fossem meus convidados.
    Só não tinha um nome tão giro como a tua "Prantelhana"...

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  14. Bem eu não conhecia a expressão prante-lhe mas tirei-lhe o significado por dedução, podia ter saido ao lado mas não saiu...

    A história uma delícia, é que as histórias que o Carlos conta são escritas de um modo que se pega numa ponta e só se consegu terminar no fim.

    Nunca conheci nenhuma Prantelhana, mas se um dia conhecer com certeza que em devo lembrar deste sua história.

    (Quando eu nasci os meus pais também não tinham combinado o nome com antecedência porque supostamente estavam convencidos que eu era um rapazinho, no momento decidiram por um e quando o meu pai me foi registar registou-me com outro por engano, mas a minha troca foi feliz, porque gosto mais como está:D)

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  15. O nome e a história repetem-se!?
    Estranhamente sei de uma pessoa de nome "Prantelhana" cuja origem tem causas idênticas..
    Tirando insignificantes pormenores a história é exactamente igual, mudando apenas o local onde se passou tal insólito (região centro de Portugal).
    Sempre achei bastante piada ao sucedido (desde há uns bons 20 anos) e contei a várias pessoas, das quais muitas ficaram incrédulas.
    Cresceu a curiosidade e aqui estou a tentar saber mais sobre este nome tão "matolas".
    O termo "prantar" já conhecia e também tenho várias pessoas que me tratam por menino (sem ser menino).
    Penso inclusive, não me querendo enganar, que o mesmo nome foi referido num desenho animado.
    Sem desejar criar confusão, fica a dúvida sobre se estamos perante a mesma pessoa em vários quadrantes ou, por outro lado, algo com carácter cultural.
    Fica, no entanto, a certeza de estarmos perante uma "pérola nacional".

    Felicidades para todos.

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