quinta-feira, 11 de abril de 2013

Táxi! Táxi!


Acabo de sair do meu centro comercial  favorito ( não sei se já vos disse que fica a céu aberto , na Guerra Junqueiro) e entro na Praça de Londres a pensar que a decadência do comércio naquela artéria prenunicia o  encerramento  para breve . Escuto a conversa de dois taxistas:
- Não há dinheiro o caraças! Ainda agora fui levar uma madame de Entrecampos  ao Frutalmeidas da avenida, pá!
- Era velhota?
-Qual velhota, qual caraças, tinha idade para ser minha neta! Toda cheia de curvas, mini saia, bom corpinho para andar e…
- Bem, mas sempre fizeste um serviço e eu estou aqui há duas horas e ainda não fiz nada.
- Um serviço? Para vir de lá até aqui gastei mais gasolina do que o que lhe cobrei…
Para quem não saiba, o Frutalmeidas fica sensivelmente a meio da Av de Roma. Como ia a caminhar, aproveitei para medir os passos no meu podómetro. Da Praça de Londres, ao Frutalmeidas contou 817 passos ( sensivelmente 700 metros) e de lá até à Praça de táxis de Entre Campos, 584 ( menos de 500 metros). Desta vez, parece que o taxista tinha razão….

10 comentários:

  1. Concordo com o taxista noutro ponto: a crise não chegou a todos!

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  2. A crise chegou só para quem paga impostos, Carlos!

    Obrigada pelas palavras que me deixou!

    Beijo

    Laura

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  3. Temos um gosto comum...comércio de rua.

    Gosto dessa zona de Lisboa...muito mesmo!

    Realmente a crise não é para todos, mas a rapariga podia ter dor de pés...(do exagero dos saltos).

    Beijinhos.

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  4. A crise realmente não é para todos....
    xx

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  5. Não estou a ver qual é esse centro comercial a céu aberto na Guerra Junqueiro! Quanto à rapariga, sabe-se lá se não estava com pressa de rever o namorado? Ou se os saltos altos não aconselhavam essa passeata na calçada portuguesa? Uma coisa é certa, pelo menos à bolsa dela a crise ainda não deve ter chegado... ;)

    Beijocas!

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  6. Este texto fez-me lembrar algo que me aconteceu há anos. Ia ter uma aula/explicações numa rua do Porto que não conhecia e resolvi que o melhor para chegar a horas e não me perder seria ir de Táxi. Só que...pelos vistos a rua ficava pertíssimo (talvez um pouco mais que 500 passos) e o taxista recusou-se a levar-me :)

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  7. A primeira vez que vi uma criança com cerca de 5 anos num carrinho semelhante aos dos bebés fique muito triste, porque pensei que era paralítica

    Graças a Deus , enganei-me ...mas já perdi o conto às crianças perfeitamente saudáveis que os familiares transportam assim!!

    Portanto, é natural que na idade adulta não consigam anadr quinhentos ou seiscentos metros.


    Bons somnhos, amigo meu

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  8. Em Macau, o taxista mandava-a à m%^&* e não a levava.
    Tão simples como isso.

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  9. Ó Carlos, concedamos à rapariga o benefício da dúvida: ela podia perfeitamente não saber a distância da corrida... :)

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  10. Ahahahahah eu estou com a redonda, também tenho uma história parecida, cheguei a Lisboa à estação do Oriente e precisava de ir para o tribunal, tinha de me despachar e estava de sapato de salto e saia travada (condições de vestimenta óptimas para a calçada portuguesa), entrei num taxi e quando lhe disse para onde ia, o senhor ainda arrancou e parou logo nos semáforos foi tempo de lhe dizer a direcção, aí ele disse-me que isso "era já ali à frente" saí, e passado um bocado já estava arrependida, não se trata de o dinheiro sobrar, mas cerca de 700m a correr de saia travada, e sapato de salto com tempo "chuviscoso"... Não é fácil! :)

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