terça-feira, 28 de maio de 2013

Logo hoje...


"Hoje sei como se mede a verdadeira idade: vamos ficando velhos quando não fazemos novos amigos. Estamos morrendo a partir do momento em que não mais nos apaixonamos.", in Mar me Quer

Depois de Craveirinha, Mia Couto é o segundo escritor moçambicano a vencer o Prémio Camões. Já tudo foi escrito sobre aquele que considero um dos mais brilhantes artífices da literatura portuguesa. Além de inovador no estilo, maneja a língua como poucos, transpondo para a escrita a verbalização tão surpreendente e inovadora como óbvia, que nos leva a interrogar-nos: como é que nunca me lembrei disto?
 Pouco há a acrescentar, excepto que  apesar de já ter lido muitos livros dele, ainda me faltam quase outros tantos. Não me lembro de nenhum que me tenha deixado decepcionado.
Quando lhe foi comunicada a atribuição do Prémio reagiu assim: 
""Logo hoje, que é um daqueles dias em que a gente pensa: vou jantar, vou deitar-me e quero me apagar do mundo (...)" 


8 comentários:

  1. Um prémio certamente mais que merecido, se bem que só tenha lido um livro dele. A sua escrita, claro está, encantou-me... :)

    Beijocas!

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  2. Concordo com cada palavra sobre Mia Couto. Gosto muito!

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  3. Uma distinção que peca por tardia.

    Beijinhos.

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  4. Pois como haveria de reagir, um homem tão simples, tão natural, tão genuíno?

    Prémio muito bem atribuído!

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  5. Eu pecadora me confesso!!!! Só li um livro de Mia Couto. Gostei!

    http://lavarcabecas.blogspot.pt/

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  6. Bem merecido!
    Gosto de ler Mia Couto.

    beijinho e uma flor

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  7. Já li não poucos livros de romances e "estórias" dele e também não houve nenhum que me decepcionasse. (Só como poeta é que não gosto nada, mesmo nada: apesar da sua prosa ser tremendamente poética, a sua poesia acho-a tristemente prosaica, mas não por isso desmerece o Camões.)

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  8. Ele é genial, Carlos.
    Não me canso de o ler.
    Só ele podia escrever isto:

    "A mulher do.....estava tão grávida que se podia até dizer que tinha ficado esferográvida"

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