terça-feira, 14 de maio de 2013

RM 16- Vêm aí os marcianos... E Tudo o Vento Levou!


A grande novidade do ano (1936) vem da Alemanha e dá pelo nome de Volkswagen (Carro do Povo). Sucesso de vendas estrondoso, durante várias décadas, o "Carocha" desaparece nos anos 70. Virá a ser recuperado no final do século, mas o seu preço não permite veleidades. Sinal dos tempos, reaparecerá nos anos 90, aburguesado e só ao alcance de bolsas bem recheadas.
Depois de o ferro de engomar a vapor, o cobertor eléctrico e o nylon se apresentarem aos consumidores (1937), é assinado em 1938 (não se sabe se com recurso à esferográfica que acabava de fazer os primeiros gatafunhos na Hungria, fruto da imaginação de um hipnotizador -jornalista) o acordo de Paz de Munique. Tão pouco sabemos se o acordo foi fotocopiado na recém comercializada máquina de xerografia, mas sabemos que foi apenas pretexto para Hitler poder anexar parte da Checoslováquia. 
Quase 40 anos depois de ser inventado, o ar condicionado chega ao Senado americano e anuncia-se aos consumidores para breve. A rádio continua a fazer grande sucesso e nos Estados Unidos uma emissão dirigida por Orson Wells, põe os americanos aterrorizados. Trata-se de " A Guerra dos Mundos" e simula a invasão da Terra pelos marcianos. O seu realismo seria, já nos anos 50 ,experimentado em Portugal, numa emissão da Rádio Renascença que apanhou o País desprevenido e provocou a ira de Salazar. Lesta a apaziguar a fúria do mestre, a Assembleia Nacional atribui-lhe o título de Benemérito da Pátria!
Na vizinha Espanha, Pablo Picasso pintava Guernica, inspirada no bombardeamanto daquela cidade durante a Guerra Civil espanhola.
No mesmo ano em que o DDT era utilizado como insecticida (Suiça) , a França descobria uma técnica de formação de nuvens para provocar chuva e os EUA revolucionavam a vida doméstica com a invenção da máquina de lavar loiça e o lançamento dos alimentos pré-confecionados.
E enquanto acaba a Guerra Civil em Espanha, vai iniciar-se uma à escala mundial. Hitler cantava o sucesso de Edith Piaf , “Non, je ne regrette rien”, indiferente à leitura de “A Náusea” de Jean Paul Sartre, que haveria de marcar uma geração.
No final do ano de 1939 ,"E Tudo o Vento Levou", o épico extra-longo da Guerra da Secessão americana, é estreado com grande êxito nas salas de cinema. Supõe-se que Vivien Leigh tenha usado, durante as filmagens, o último grito da moda feminina: as meias de nylon. Certo, certo, é que nunca bebeu nada em copos de plástico, que apesar de ter sido inventado nesse ano, só viria a ser comercializado mais tarde.

3 comentários:

  1. Fui uma apaixonada pelos "Carochas" e nunca tive nenhum,nessa altura tive uma Opel 1900 GT de 2 lugares e um Alfaromeu 1600.
    os alimentos pré-confecionadosnunca fui, nem sou fã, a máquina de lavar loiça tenho e lavo-a quase sempre com a de 10 programas (os meus dedos).
    "E Tudo o Vento Levou" adorei ver o filme, as meias tinha a ideia que a venda das meias de nylon para senhora tinha sido a 15 de Maio de 1950, penso que fiz um post sobre isso, mas não tenho certezas.

    beijinho e uma flor

    beijinho e uma flor

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  2. Quando li o título associei-o aos "marcianos" que nos desgovernam e e troquei por..."E tudo Vitor levou"!

    Quando leio as tuas crónicas sinto-me um dinossauro.

    O ferro eléctrico só o usei já depois de casada, pois até lá ainda se usava o a carvão. (pelo menos em Luanda).

    O cobertor eléctrico continuo a usá-lo, pois não me habituo ao frio e mesmo com edredons tenho que aquecer a cama!!!

    A máquina de lavar loiça tb só a tive aqui, pois em Angola tínhamos lavadeiras.

    Sonhei ao som de Piaf e revi vezes sem conta o filme "E tudo o vento levou"!

    Detesto alimentos pré-confeccionados (não evoluí).

    Já me alonguei....

    Beijinhos.

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  3. Aliás 1939 foi um ano mágico para o cinema...

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