sexta-feira, 24 de maio de 2013

RM (23)- Knock, knock, who is there?




Se é verdade que a sociedade de consumo existiu praticamente desde o início do século XX, o certo é que os anos 50 marcam uma viragem decisiva, ao delinear os traços que haveriam de caracterizar a sua versão "hard core". É no início da década que ela nos começa a bater à porta com insistência.
A publicidade, o marketing e as técnicas de venda assumem um papel preponderante logo no início da década. Os vendedores são profissionais bem pagos, muitas vezes disputados pelas empresas a peso de ouro. As vendas porta a porta transformam-se numa praga, mas também numa fonte de rendimentos para muitos jovens. Produtos de cosmética, livros e mesmo produtos para o lar são vendidos desta forma, em prestações mais ou menos suaves.
Aproveitando o facto de as pessoas terem mais dinheiro na mão e uma grande apetência para mudar de ares uma vez por ano, o turismo dá os primeiros passos como indústria de futuro e as viagens organizadas, tendo como destino priveligiados as praias francesas, espanholas e italianas, levam à criação de uma moda de praia onde os óculos escuros são indispensáveis. As contas já podem ser pagas, por alguns, com o cartão de crédito.
As questões de segurança também começam a ser preocupantes e Ralph Nader desencadeia a luta pela defesa dos consumidores. A sociedade de consumo acabava de entrar em palco, sem bater à porta nem pedir licença

4 comentários:

  1. As famosas enciclopédias vendidas porta a porta foram a praga que mais me atingiu.

    Beijinhos.

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  2. O consumismo tornou-se um meio de ascensão e prestígio sociais após a II Guerra Mundial, as pessoas ansiavam por luxos, bens materiais, diversões. Hoje, conhecidos os riscos do consumismo a nível ambiental, social, económico... debate-se o assunto na tentativa de substituir o consumismo pelo consumerismo.

    http://lavarcabecas.blogspot.pt/

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  3. Foi o início da sociedade consumista.
    Hoje estamos a pagar a factura de o não ter feito moderadamente.
    Grande abraço Carlos

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  4. É incrível como ainda hoje estamos a pagar todo esse consumismo exacerbado... A verdade é que a próprio economia transformou-se numa vitima dos seus próprios desígnios.

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