quinta-feira, 13 de junho de 2013

RM-34 De Mao a Durão Barroso: Porreiro, pá!


Do outro lado do Mundo, na China, a Revolução Cultural avança, mas em sentido contrário ao do mundo Ocidental. O exército e a juventude colocam-se ao lado de Mao Tse Tung ( ou Zedong, em versão moderna...) na “revolução cultural e proletária”. A fórmula foi “sui generis”: encerramento das escolas e universidades em toda a China e formação de grupos de “guardas vermelhos”. O resultado foi deslumbrante ( pelo menos para Durão Barroso e alguns extremosos militantes de extrema esquerda, acantonados no MRPP e satélites, que depois do 25 de Abril copiaram o modelo, "escaqueirando"a Faculdade de Direito e defendendo os valores e princípios do Livro Vermelho): destruição de monumentos emblemáticos da milenar cultura chinesa, combate ao Confucionismo e “limpeza geral dos vestígios do pensamento burguês capitalista”. O “Livro Vermelho” tornou-se na verdade absoluta e indiscutível e algumas das suas citações serviram para decorar fábricas e edifícios onde a fotografia do grande líder ( Mao Zedong- não Durão Barroso, que é apenas líder da União Europeia) emergia omnipresente e veneranda. Graças a Deus e à URSS – cuja invasão Mao temia- o Exército de Libertação Popular acordou com o grande timoneiro o fim da revolução Cultural em 1968. Infelizmente, em 1975, Durão Barroso – apesar de temer que os comunistas tomassem o poder em Portugal- ainda não devia conhecer o desastre das políticas maoistas, caso contrário, talvez tivesse sido mais contido nas sua manifestações de apreço ao grande líder.
Anos mais tarde, terá de ser Cohn Bendit a explicar a um Durão Barroso já investido no cargo de Presidente da Comissão Europeia: “ o seu problema foi ter percebido mal o Mao Tse Tung”. Durão Barroso reagirá com aquele sorriso amarelo que todos lhe conhecemos e refugiar-se-á nos braços de Sócrates para trocarem aquela frase de amor que ficará eternamente gravada na nossa História: “Foi porreiro, pá!”
Voltemos a 1966 e ao País de Gales, onde cerca de 150 pessoas (a maioria delas crianças) morrem, sepultadas num monte de resíduos de uma mina de carvão. Os ambientalistas representam ainda uma minoria e o Greenpeace é uma força em embrião. A sua criação, no Canadá, só se dará em 1971,mas os sinais de degradação ambiental são já preocupantes e disso mesmo se dá testemunho no livro "Limites para o Crescimento".
Por cá a vida está má e, neste ano, já se aproxima de um milhão, o número de portugueses que emigram para a Europa. Entre eles vão muitos jovens que fogem da guerra em África.
Salazar não mostra sinais de grande preocupação. Reabre o Tarrafal e incita os portugueses a comemorar o êxito dos “Magriços” que, comandados por Eusébio, alcançam o 3º lugar no Mundial de Futebol em Inglaterra. Mais contido, não festeja a inauguração da ponte sobre o Tejo, baptizada com o seu nome. Parece que a terá achado muito cara e... com pouca utilidade!
Distraído a fazer contas, nem deve ter dado importância ao aviso que Gunther Grass lhe enviara em forma de livro: “ Os plebeus ensaiam a revolta”...

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