sexta-feira, 14 de junho de 2013

RM 35- Felizmente há Luar!




No final da Primavera de 67, a LUAR interpreta de forma errada a mensagem de Manuel Alegre em “ O Canto e as Armas” e assalta a sede do Banco de Portugal na Figueira da Foz, mas é a "Guerra dos Seis Dias", que permite a Israel alargar as suas fronteiras, a elevar a tensão mundial a níveis máximos.
No Verão, com o calor das raparigas a ser aliviado pelos hot pants, os jovens dançam, em delírio, ao som de um dos mais emblemáticos álbuns musicais do século: "Sergeant Peppers Lonely Hearts Club Band". Com uma capa não menos fabulosa de Peter Blake, um dos grandes talentos da pop- art, o álbum torna-se uma referência. “Lucy in the Sky with Diamonds” torna-se um dos hinos da geração hippie que lê nas palavras dos Beatles uma mensagem cifrada de apoio às drogas (LSD).
O musical Hair estreia-se em Nova Iorque e irá converter-se, em pouco tempo, num sucesso mundial até então sem precedentes. Em Cannes, Michelangelo Antonioni ganha a Palma de Ouro com “Blow –up”.
Liderado pelos estudantes, o movimento de protesto contra a guerra do Vietname atinge proporções imparáveis nos EUA e para comemorar o fim da “revolução cultural”, a China faz explodir a sua primeira bomba atómica.
Na costa de Inglaterra, uma bomba atómica de efeito retardado lança um sinal de alarme: um petroleiro encalha e provoca a maior maré negra até então verificada. O desastre é encarado como acidental e, apesar das repercussões a nível mundial, os líderes ocidentais preferem virar-se para Oriente, para assistir à faustosa coroação do Xá Reza Pahlevi na Pérsia (Os festejos durariam até 1978, ano em que a insatisfação popular vai marcar o início do fim da época faustosa do Xá. Em 1979 Khomeini dará início à República Islâmica).
Antes de o ano terminar Che Guevara -um dos heróis revolucionários da geração de 60 - é fuzilado na Bolívia e nas vésperas de Natal, um cirurgião sul-africano comete proeza de vulto, ao realizar o primeiro transplante cardíaco: Christian Barnard

4 comentários:

  1. Saudades desse tempo! E dessas gentes que tinham coragem e sangue na guelra! Não é como agora que ninguém se mexe e se permitem todos os vilipêndios e toda as malfeitorias.

    ResponderEliminar
  2. "Infelizmente Não Há Luar", enquanto não se lutar por uma sociedade justa!

    Beijinhos.

    ResponderEliminar
  3. Eu estudei o 'Felizmente há luar' no 12 ano. Saiu no meu exame nacional de português. Foi há 12 anos...também estudei Manuel Alegre no grupo de autores contemporâneos mas saiu Sofia de Melo Breyner...

    ResponderEliminar
  4. Anos de grandes inovações e de uma grande felicidade perante as perspectivas futuras...

    ResponderEliminar