quinta-feira, 20 de junho de 2013

RM 38: De Woodstock até à Lua, o sonho (não) comanda a vida



No último ano da década, mais de 100 milhões de ser humanos assistem, pela televisão, à chegada do Homem à Lua e aos primeiros passos de Neil Armstrong e Edwin Aldrin na superfície lunar: "Um pequeno passo para o Homem, um grande passo para a Humanidade".
Na Califórnia um grupo de cientistas apresenta um relatório preocupante: os aerossóis estão a destruir a camada de ozono e se a sua utilização permanecer ao mesmo ritmo, o número de cancros de pele pode aumentar em oito mil casos anuais só nos EUA. 
A causa ambiental ganha novos adeptos e a ONU decide avançar para a realização de uma Conferência Mundial sobre o Ambiente a realizar em Estocolmo em 1972.
Mau ambiente continuava a respirar-se em Portugal. As primeiras eleições do consulado marcelista não permitem a eleição de um único deputado da oposição democrática. Como escrevia Fernanda Botelho, Portugal era “Uma Terra Sem Música”.

Lá fora havia música e da boa. O movimento hippie é consagrado no cinema com "Easy Rider" e em Woodstock realiza-se, durante três dias, o concerto musical do século. Meio milhão de jovens assiste empunhando flores, partilhando drogas e cantando a esperança de que o futuro será de paz amor. O sonho durará pouco tempo e "Peace and Love, Make Love Not War "ficará apenas como um slogan. Nem o sentimentalismo de Love Story será capaz de impedir o desfazer do sonho.
Imparável está a sociedade de consumo que não se cansa de nos vender ilusões e criar falsas necessidades. O consumo de massas irá durar até à década de 90. A partir dessa altura passaremos a viver- sem que disso nos apercebamos- na sociedade da hiperescolha. Mas ainda é cedo para falar disso. É cedo para matar definitivamenteo sonho...

5 comentários:

  1. Make love not war, a frase da década...

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  2. A chegada à Lua, não vi...que eu não sou muito desses entusiasmos. E de uma vez que me entusiasmei, não vi a chuca imensa ce estrelas cadentes que estava prometida...

    "Easy Rider" vi, mas muito mais tarde e na televisão.

    Ontem revi "Feios, Porcos e Maus", para mim um filme verdadeiramente extraordinário e em que a miséria em todos os seus aspectos se passa sob os olhos do Vaticano, sempre presente através da cúpula de S. Pedro.

    Amigo, bom resto de dia

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  3. Olá Carlos,

    Bem... a cena dos CFC dos aerossóis foi apenas porque a patente tinha os dias contados. Hoje em dia pulverizam a atmosfera diariamente com rastos químicos e ninguém se preocupa com o buraco do ozono... a luminosidade do sol, por conta disso, dos químicos, foi reduzida em 20%... deve ser por isso que o tal do "aquecimento" global, está a levar-nos a um Verão fresquinho.

    Quanto aos anos de ouro... bem, eu era pequenininha, mas que foram a causa do que vivemos hoje, não há dúvida. A liberdade exige vigilância, mas os que governam sabiam muito bem distrair as massas...(Bernays e seus seguidores) e assim vamos rumo ao descalabro. Alguém se pergunta que, para que tenhamos abundância outros vivem na miséria? Não, quase ninguém... daí que vai tocar a todos, ou quase. A abundância concentrou-se. Já não será difusa.
    A Terra é finita e seus recursos também. Agora junte a isso ganância... e usura...

    Um abraço

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  4. E ainda há quem não acredite na alunagem, Carlos.
    Estes sim, uma cambada de aluados!!

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  5. Mau ambiente sempre se respirou e respira-se em Portugal.

    Os sonhos?!...Cadê???...

    Beijinhos.

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