sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Na hora de lavar a loiça


Era a primeira vez que ia jantar a casa dela. Depois do café ofereceu-se para ajudar a lavar a loiça. Ela sorriu, mas condescendeu.
Na cozinha, quando ele lavava a frigideira ela olhou para ele de soslaio:
- Estás a fazer festas à frigideira?
-?
- Tens de esfregar com força!
- Não posso. Sou contra a violência doméstica.

Já não há canções de amor (32)




Pronto, está bem, eu não gostava do Júlio, mas o problema era meu.Vejam só como, mesmo em tempo de crise e já sem voz, ele continua a arrebatar corações e a levar milhares de fãs ao Pavilhão Atlântico.
Seria injusto não o incluir nesta colectânea até porque também dancei ao som de músicas dele. Esta foi a única de que me lembrei, mas admito que haja muitas melhores do que esta. Se tiverem sugestões a dar, a caixa de comentários é vossa...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Dona Madalena



O homem aproximou-se do balcão quando eu tomava café. Varreu a vitrina com os olhos em procura de alguma coisa que não encontrava. A empregada perguntou:
- Deseja alguma coisa, meu senhor?
- Não tem queques de maçã?
- De maçã não tenho. Só normais, de noz e Donas Madalenas
O homem desinclinou-se, fixou o olhar na jovem empregada negra e disse:
- Não sabia que agora  tratavam as madalenas por donas!...
- Sim, meu senhor. Estas não são umas madalenas quaisquer! 
- Então que têm de especial? São brazonadas?
- Lá isso eu não sei, meu senhor. Só sei que quem as faz é a D. Madalena.

Já não há canções de amor (31)

De regresso a Itália, com uma canção muito pindérica, mas cujo êxito foi tão estrondoso que até deu filme. É desta vez que a Ematejoca me dá as palmadas...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

See me, feel me... (Actualizado, com reparação do erro)


As minhas desculpas aos leitores e em especial à Maria Alice, porque o link estava mal . O caminho é por aqui ( também já está corrigido no final do post).

Este desafio encaminha-se para o fim ( não sei se até dia 31 ainda chegará mais alguma participação), mas as estórias estão cada vez mais surpreendentes.
A Maria Alice é uma recém chegada à blogosfera. Leitora atenta do CR há bastante tempo, não quis deixar de participar neste desafio. 
Como sou mauzinho fartei-me de rir com a estória de amor que ela nos conta e começa assim:

"Em 1976,  tinha eu 15 anos e estava a viver apaixonadamente o meu primeiro amor, tão platónico e inocente.  Estavam na berra, pelos cinemas do país as óperas rock:  Jesus Cristh  Superstar  e  Tommy.  E foi esta última que, um domingo à tarde, fui ver com o meu namorado... (...)"

Até aqui tudo parecia correr sobre rodas, mas se estão a imaginar cenas rocambolescas de beijinhos e apalpanços na última fila, vão ter uma surpresa se continuarem a ler. O caminho é por aqui

Já não há canções de amor (30)

O Cliff Richard tem um grande manancial de canções que poderia incluir nesta rubrica, mas esta é uma das minhas favoritas. Espero que gostem.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Amores desencontrados



Desde quando "Let's twist again" é uma canção de amor?- perguntarão muitos dos que vêm seguindo esta rubrica de Verão.
Na verdade não é, mas pode desencadear uma estória de amor bem humorada, como a que nos conta a Teresa- uma "irredutível gaulesa"- que garante não ser romântica e também não me parece que aprecie canções de amor.
Começa assim:
"— Teresinha, hoje há bailarico em casa do Manuel e o Tony quer que tu vás com ele. Veste o vestido azul, porque quando usas calças ou calções pareces um rapazinho de doze anos.
— Um rapazinho com esta cabeleira? murmurei mal humorada. Está bem, levo o vestido azul que a tia me ofereceu.(...)"
Pronto,  introduzi a estória, agora vão aqui ler o resto. Não se vão arrepender...


Já não há canções de amor? (29)

Eu tenho uma atracção especial por olhos verdes. E vocês? Preferem os "castanhos de encantos tamanhos?"

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

You're my everything

A Luísa também não esteve nada mal a escapulir-se ao cumprimento integral do desafio, mas tive de reunir o júri para decidir se podia aceitar a justificação.
Foi uma reunião demorada ( não tanto como as do Conselho de Ministros), mas os jurados não se espancaram, nem insultaram, e acabaram por decidir por unanimidade.
Aqui está então a canção escolhida pela Luísa mas, se quiserem saber a justificação, só têm um caminho: vão lá ver

Já não há canções de amor?(28)



Ainda não tinha escolhido nenhuma canção portuguesa, porque tencionava dedicar-lhes  o mês de Setembro. No entanto, como não sei se será possível, fica aqui uma com presença obrigatória em qualquer colectânea de canções de amor em português. Com o aliciante especial de o videoclip incluir imagens de um dos melhores filmes portugueses de sempre.

domingo, 25 de agosto de 2013

Tous les garçons et les filles...



Foi esta a canção escolhida pela São para participar no desafio " Já não há canções de amor?"
Apesar de não ter contado uma história que satisfizesse o meu voyeurismo de escorpião, aceitei a sua participação, porque ela foi hábil e  "corrompeu-me" com  uma canção da Françoise Hardy...
Além disso, também concordo com as justificações que apresenta para a escolha. Querem saber quais são? Então têm de ir ler aqui...

De corpo inteiro

( No dia em que se assinalam os 25 anos do incêndio do Chiado, recupero esta visita a Lisboa, que publiquei no CR em 2011)


E lá vai o esqueleto a descer do Castelo para a Rua da Palma, depois de duas entrevistas e um almoço mal amanhado numa baiúca de circunstância, cuja gastronomia o estômago que o acompanha nunca antes experimentara.
Move-se à velocidade de uma noite mal dormida, em celebrações para que já não tem idade, levando a tiracolo máquina fotográfica, gravador e toda a parafernália de equipamentos necessários ao sustento do corpo que o transporta. Não sabe se está calor ou vai demasiado agasalhado para a época do ano. De manhã, ao levantar, só tinha memórias de água jorrando de torneiras sobre um relvado subitamente escurecido, onde apenas permaneciam acesas as chamas de um Dragão. Talvez por isso pensou que ia chover nesse dia. Preveniu-se.
Pelas ruelas do caminho, recorda-se das fugas da noite da véspera, por transversais da Av. da República tentando escapar de uns emboscados que lhe queriam tirar o cachecol do seu clube. Debalde. O amado símbolo acabou na mão de uns meliantes que num ápice lhe pegaram fogo entre gargalhadas cavernosas, acopladas de cobardes ameaças.
Quando desagua no Martim Moniz avista um autocarro cheio de turistas. Estão de braços nús, máquinas aperreadas, disparando fotografias que acondicionarão, dias mais tarde, num qualquer álbum de recordações. Por um momento tem vontade de subir para aquele autocarro, mas desiste de imediato. O autocarro não tem asas para o levar à cidade onde gostaria de estar nesse momento e ainda tem mais duas entrevistas para fazer durante a tarde- lembra-lhe a mente sempre pronta a chamá-lo à razão. Inveja os turistas, lança-lhes um aceno sem fazer um gesto, porque a mente não o acompanha no mesmo sentir e entra no edifício da Rua da Palma onde vai fazer a entrevista.

A paragem seguinte- última do dia- é na Rua da Emenda. Atravessa o Rossio, sobe a Rua do Carmo e ao passar junto da esplanada apinhada da Brasileira diz à estátua de Fernando Pessoa, ocupada a servir de modelo a turistas que com ela querem posar: “Volto já!”

Voltou quase duas horas depois. É fim da tarde, as pessoas movem-se no sentido inverso ao de todas as manhãs, de regresso a casa. A esplanada continua cheia. Espera uns minutos por um lugar vago. Atira-se finalmente para cima de uma cadeira e pede ao corpo que o deixe descansar. Mal se senta, a mente liberta-se do esqueleto e restantes partes do corpo. Pede um Ginger Ale com rodela de limão, indiferente aos apelos do estômago, que reclama alguma coisa que o conforte até à hora do jantar.

Quando o empregado volta com o Ginger Ale na bandeja, o estômago rebela-se e pede uma tosta mista. Bem passada e sem manteiga.

- Sem manteiga não temos. Só se for sem margarina, esclarece o empregado.

Indiferente ao sofrimento do estômago, a mente dessedentou-se e começou a fazer planos. Daqui a três semanas estarão todos em Hong-Kong, longe do Chiado, mas felizes por abandonar Lisboa por uns tempos. O trabalho que a espera será árduo, exigir-lhe-á grande esforço, mas não se preocupa. A distância faz-lhe bem, oxigena-lhe os neurónios, revigora-a.

O esqueleto lê-lhe os pensamentos e reclama:

- Lá vou eu ter de andar um dia inteiro de avião, quase sem me poder mexer, sem espaço para me esticar, a ter de suportar o vizinho da frente que não pára quieto e ora reclina a cadeira, roubando-me ainda mais espaço, ora se põe hirto, e o vizinho das traseiras inquieto, que cada vez que se levanta me espeta os joelhos na coluna. Já não tenho idade para isto. Qualquer dia recuso-me a fazer estas viagens…

Reconfortado com a tosta mista, o estômago entra na conversa.

"Eu também não sei até quando consigo aguentar. Já não suporto comida chinesa, nem a cerveja Tsing Tao. Provocam-me azia e flatulência. Vê lá se tens juízo, ó mente, e me levas a uns restaurantes de comida ocidental. Bem podíamos ir para a Argentina… ao menos lá temos os belos bifes de chorizo, os assados de tira e outras coisas boas que não me irritam as paredes, nem obrigam o suco gástrico a fazer horas extraordinárias".

Vocês estão velhos! - reclamou a mente. Andaram a fazer asneiras durante toda a vida e agora reclamam, não é?

O estômago deixou escapar um arroto.

-Estás a ver, ó mente estúpida ? Isto são efeitos do Ginger Ale. Não me estou a sentir lá muito bem. O melhor é irmos para casa…

Eu ainda ficava mais um bocadinho- disse o esqueleto, pedindo o assentimento da mente.

Perdeu a votação. A mente concordou com o estômago. Também se sentia cansada do folguedo da véspera. Precisava de dormir uma sesta tardia antes de se atirar de novo ao trabalho. Ouvir as entrevistas,alinhavá-las,dar-lhes a coerência necessária à formatação de uma reportagem.

Desceram a Rua Garrett e a Rua do Carmo. O esqueleto rangia, o estômago esforçava-se por conter os arrotos e a mente lá ia, gaiteira, a pensar em Hong-Kong, na ida ao Festival de cinema de Cannes e ao Roland Garros em Paris. Quando chegaram ao Rossio,avistaram outro autocarro cheio de turistas. O esqueleto e o estômago suspiraram em uníssono:

-Quando chegará a nossa vez?

A mente fingiu não ouvir. Estava chateada porque os seus companheiros já não a conseguiam acompanhar com a desenvoltura de outros tempos. Quando chegou a casa telefonou para a clínica para marcar um “check –up” Ou me reparam estes empecilhos, ou dão-me outros novos. Começo a não ter pachorra para os aturar.

O coração, até ali calado, deixou escapar uma lágrima furtiva pelas janelas do seu olhar e advertiu-a:

-Tens de os respeitar e dar-lhes algum descanso. Já te deram muitas coisas na vida. Se eu também estivesse velho, trocar-me-ias por outro?

A mente reflectiu um pouco e respondeu:

- Não, meu querido coração, não encontraria nenhum outro como tu!

sábado, 24 de agosto de 2013

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sol e sombra

Certamente que já vos aconteceu começar a ler um livro e deixá-lo a meio. Ou porque não gostaram, ou porque não era aquele tipo de livro que vos apetecia ler naquele momento. Por vezes ainda voltamos a pegar no livro e conseguimos lê-lo, mas isso acontece muito raramente ( a mim aconteceu-me  com o Pêndulo de Foucault , do Umberto Eco).
A maioria das vezes, um livro abandonado é um livro rejeitado para sempre e catalogado por quem não o lê como "tão mau, que nem o consegui ler até ao fim". 
Ora acontece que alguns dos livros mais "abandonados" pelos leitores estão nas listas dos livros mais vendidos em todo o mundo. O caso mais recente é "As 50 Sombras de Grey" - ocupa já o segundo lugar numa tabela dos livros mais abandonados de sempre, publicada nos Estados Unidos, embora tenha estado durante mais de um ano no top dos livros mais vendidos em terras do Tio Sam.
Como diz o povo na sua imensa sabedoria " mais vale cair em graça do que ser engraçado" ou, de forma mais prosaica, o que importa é  saber fazer de  um produto medíocre, um campeão de vendas. É uma técnica muito usada pelos agentes desportivos...

Já não há canções de amor (26)

Isto das canções de amor francesas é como as cerejas. Puxa-se por uma e vêm logo meia dúzia seguidas. Depois, o difícil é parar...
Esta dedico-a especialmente ao amigo Kim, com votos de rápidas melhoras.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A Roda da Sorte

Ontem à noite, enquanto arrumava uns livros que andavam a passear pela casa há tempo de mais, tropecei  em "Elogio do Passeio Público"  livro de  Filipa Martins  que venceu o prémio da Associação Portuguesa de Escritores em 2008.
Fiquei por uns segundos  com o livro na mão, enquanto recordava umas palavras de Filipa Martins no lançamento do livro, na Biblioteca Nacional
Dizia ela que uns anos  antes ( poucos, presumo, porque ainda é muito jovem) enviara um manuscrito para apreciação a um jornalista-escritor e recebeu uma crítica avassaladora que a desmotivou. Pensou mesmo  nunca mais voltar a escrever.
Tempos mais tarde repensou a sua posição e enviou-o  para o concurso da APE, que viria a vencer.
Ironia do destino: a apresentação coube a Baptista- Bastos -que lhe teceu rasgados elogios. Por coincidência, era ele o jornalista-escritor que anos antes lhe fizera uma crítica duríssima!
Creio que a primeira apreciação do BB estava correctíssima. Confesso que não consegui acabar de ler o livro e as críticas que me lembro de então ler não eram muito favoráveis. 
No entanto, as recordações são como as conversas, que por sua vez são como as cerejas.  Assim me lembrei de um post que demorou anos a ver a luz do dia, mas que suscita algumas questões que submeto à vossa consideração:
"Grande parte dos meus posts são escritos com base em cenas da vida real – o que não é novidade para ninguém- ou surgem enquanto estou a trabalhar. Outras vezes, uma ideia que me assalta de repente, vinda de não sei onde, obriga-me a interromper o trabalho e a escrever sobre temas que normalmente não estão relacionados com o trabalho que estou a fazer mas que me (a)parecem (como) uma espécie de revelação. Às vezes resisto à tentação, tomo umas notas no meu inseparável Mouleskine e dias mais tarde faço uma operação de repescagem, Muitos perdem-se nesta tarefa.
Desta maneira de alimentar os blogs  tirei uma conclusão: há muitas histórias ( que considero) boas que nunca chegam a ver a luz do dia. Até nesta coisa da escrita, tudo é uma questão de oportunidade. Quantas palavras ficaram por ser ditas, pela simples razão de não ter tido tempo de as passar para o meu Mouleskine, ou de as juntar dando-lhes forma e vida? E, se calhar, muitas delas mereciam mais essa oportunidade, do que outras que aqui vêm parar.
Tudo isto para vos dizer que, na minha modesta opinião, o mesmo se passa na vida de cada um de nós. Quantas oportunidades perdidas, quantos talentos por descobrir, apenas porque ninguém lhes deu ensejo para isso? Ou porque alguém fez uma avaliação errada? Ou porque lhes faltou rasgo para as apresentar a quem podia contribuir para lhes dar forma? 
E quantos "talentos" descobertos que não são capazes de agarrar a oportunidade de um "casting" que os lançou para a ribalta e se perdem na voragem do tempo?" 
Será mesmo tudo uma questão de sorte?






Já não há canções de amor? (25)


No tempo em que os verões passavam ao ritmo da música francesa, Adamo era uma das quatro figuras incontornáveis nas discotecas.
Esta é uma das canções que me traz memórias mais presentes de estios quentes à beira mar, embora a mais conhecida e apreciada talvez seja "Tombe la neige"

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Reality



"Estávamos no início do verão, com o fim do ano lectivo mesmo ali ao virar da esquina. E nós, se por um lado estávamos ansiosos por férias, por outro estávamos desgostosos pois as férias eram sinónimo de ficarmos sem ver muitos dos nossos amigos. 
A pensar nisso, a minha maior amiga decidiu fazer uma festa de fim de ano na casa dela e pediu-me ajuda para a organizar.(...)"
´
Assim começa a história da Afrodite Ela diz que não é uma história de amor, mas eu estou tentado a discordar. Vão ler a história aqui e depois dêem a vossa opinião.

Já não há canções de amor? (23)

 Esta não terá sido dançada pela maioria das/os leitoras/es que por aqui passam, mas lembrei-me dela por causa da estória que aqui vai ser contada ao pôr do sol.
Oh, my god, que belas recordações de uma certa praia outrora imaculada e hoje em dia se tornou num tenebroso jardim de cimento. Pois, Benidorm, a minha praia entre os 10 e os 20 anos, nos longínquos anos 60.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Entre Margens


" Entre Margens" é uma exposição de fotografias sobre o Douro que pode ser vista no Porto, até ao dia 1 de Setembro.
No Passeio das Cardosas e na "Praça"  diversos fotógrafos mostram a sua visão do Douro. Não o rio das belíssimas paisagens estáticas, mas o que se move nas suas margens e lhe dá  vida. Rostos, fainas, produtos ou utensílios. Uma forma diferente de ver o Douro que merece uma visita dos portuenses. Aqui ficam algumas imagens da exposição captadas ao anoitecer.
Espero que gostem











domingo, 18 de agosto de 2013

Sleepwalk



"Os miúdos entraram para o 1º ano lá no Colégio aos dez anos, mas ela só deu por ele quando passaram a frequentar a mesma turma, no 3º ano. E foi paixão imediata. Daquelas paixões avassaladoras do princípio da adolescência de que os adultos, esquecidos (ou não!) das suas experiências se riem sem as levar a sério, mas que marcam para o resto da vida (...)"
Assim começa a história com que a Graça participa no desafio " Já não há canções de amor?".  A ilustrá-la um belíssimo tema dos Shadows.
Para continuar a ler a históroa, basta seguir o link

Quiz time (actualização)

Com os meus agradecimentos a todos os que participaram no Quiz time de sexta-feira, aqui ficam as respostas:
1- tubaralhas-me
2-esta folha é tua, ou é impressão minha?
3- Quando lá chegou Cristóvão Co- lombo
4- Porque era Longa Vida
5-Cromossomos felizes

A papoila foi a grande vencedora com 4 respostas certas
Obrigado também à Afrodite, Aguiar Santos, Flor de jasmim, Teté, Rosa dos Ventos , Mona Lisa, Luísa, Super Sónia e HenriquAmigo pela participação. E ainda a um anónimo que colocou uma questão à qual eu não saberia responder, mas que a Afrodite desvendou num ápice.
Agora, no comboio de regresso a Lisboa, vejo que há mais histórias para publicar no desafio "Já não há canções de amor".
Assim que chegar a casa, vou publicar uma delas.
Até já!!! 

sábado, 17 de agosto de 2013

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Quiz time!


Ora vamos lá a puxar pelos neurónios e responder a estas cinco perguntas
Os comentários vão ficar moderados até domingo, por isso podem  responder à vontade ( se eu me esquecer de mudar o chip da caixa de comentários, também não haverá problema)
No domingo, ao final do dia, revelarei os nomes dos vencedores.
Tenham um excelente fim de semana! 


1-O que é que um tubarão diz para o outro?

2-O que é que uma impressora diz para a outra?

3-Quando é que os americanos comeram carne pela primeira vez?

4-Dois pacotes de leite atravessaram a rua e foram atropelados. Um morreu, o outro não, porquê?

5-O que é que um cromossoma diz pró outro?


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Já não há canções de amor? (21)


Lembrei-me desta canção quando li este post da Tetisq
Era a banda sonora de um dos mais belos filmes de amor de que me recordo. Vencedor de um Óscar para melhor filme estrangeiro (1966)  tinha, além da música belíssima, duas interpretações excepcionais de Anouk Aimée e Jean Louis Trintignant. 
Infelizmente, era uma história de amor que acabava mal e, que me lembre, foi a primeira (das  raras vezes) que saí de uma sala de cinema a esconder as lágrimas. Era ainda um adolescente muito crédulo e apaixonado...
Agora vou ver se encontro o DVD aqui pelo Porto ( eu sei que posso descarregar do You Tybe, mas não é a mesma coisa...)

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Send me an Angel


"As doze badaladas tinham soado há alguns segundos, a boca cheia de passas de uva e o pensamento em hora de ponta com os desejos todos amontoados em grande confusão (...)"

Não, não se trata de uma história policial. É uma história de amor que nos é trazida pela Carlota, velha amiga da blogosfera  que tem andado um  bocado desaparecida, mas regressou para partilhar connosco esta interessante história.
Para continuar a ler, basta clicar aqui

Noites românticas (10)

Pousada Flor da Rosa (Crato)

A Pousada Flor da Rosa, no Crato, é um local excelente para uma noite romântica. Para além de ter muito a explorar no seu interior, os quartos ( de cujo interior deixo aqui um apontamento) são espaçosos e confortáveis, podendo desfrutar de uma bela vista a partir das varandas.
E porque é que eu me lembrei desta Pousada?
Porque daqui a umas horas virá aqui uma leitora de Portalegre contar-nos a sua história de amor, ao som de uma bela canção dos Scorpions. Quem sabe se ela não terá, também, alguma coisa para nos contar sobre esta magnífica pousada?
Logo após o anoitecer, passe por aqui ... Não se vai arrepender!





terça-feira, 13 de agosto de 2013

Teresinha


"Maria Bethânia é e sempre foi uma das minhas cantoras brasileiras preferidas. Lembro-me de uma das poucas "discussões" que tive com o meu avô ser sobre ela: segundo ele, a artista era tão feia, que devia ser proibida de cantar. Por essa ocasião ele já era velhote e viúvo, estava mais amargo do que sempre o conheci(...)"
É assim que começa a história com que a Teté respondeu ao meu desafio. Mais uma bela história sobre amores  que podem continuar a ler aqui

Já não há canções de amor? (20)

Gal Costa é uma das minhas cantoras brasileiras preferidas. Esta canção é a versão brasileira de Lately, de Stevie Wonder e provoca-me sempre pele de galinha,
Estava agendada desde a semana passada mas, por coincidência, é publicada no mesmo dia em que outra cantora brasileira que adoro ( Maria Bethânia) vai aparecer aqui a ilustrar a história de uma leitora do CR que amavelmente participou no desafio  que lancei aos leitores do On the rocks.
Voltem mais logo para ler e ouvir...

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Noites românticas (9)

Farol Design Hotel (Cascais)

Tarde de sábado, céu de um azul límpido sem mácula, temperatura amena, a pedir um agasalho.
Ali estava eu, deitado na espreguiçadeira da piscina do hotel, pedindo ao mar a devolução das palavras que se esgueiraram entre ondas de revolta, batendo na areia com desânimo.
Um livro à espera de ser lido, enquanto eu voava por Ushuaia em Janeiro, cigarrilha bailando-me entre os dedos, a compasso de pensamentos de aconchego.
No silêncio da tarde quieta, um sorriso assoma de um bikini. Um cigarro que se acende. Dois copos que se tocam numa saudação vaga: SKOL!
Quando olho aquele corpo nórdico quase nu, anunciando um Verão que ainda vem longe, desloco-me mais para norte e deixo-me ancorar nas Caraíbas.
A tarde escorre entre palavras, num diálogo em crescendo, percorrendo o Globo na narrativa de experiências vividas, apenas com o farol por testemunha.
Quando o sol começa a cair no horizonte, um arrepio percorre o corpo do bikini. Um braço estende-se para reconfortar o corpo frio. Percorre a pele sedosa, onde é perceptível o vigor próprio dos 30 anos. Um roupão de feltro vem aconchegar o corpo frio, provocando-lhe um estremecimento de conforto. Lábios que se tocam num beijo fugaz.
O sol desaparece no horizonte. Ela estende a mão, sem dizer uma palavra, deixando desprender um calor apelativo. Deixam a piscina enlaçados pela cintura. Lá dentro, os corpos vão envolver-se numa troca de calor.
Porque era sábado!

Fotos da Net
A história já eu vo-la tinha contado. Só não tinha dito que se passou na velha Estalagem do Farol, hoje remodelada e rebaptizada com o nome de Farol Design Hotel. Ainda mais encantador do que a original.

domingo, 11 de agosto de 2013

Still loving you



«Ele divorciado a viver só, há mais de 10 anos. Ela viúva há 6 também a viver só. Ele tinha uma filha ela duas. Embora vivessem na mesma terra (na altura já Cidade) e ocasionalmente se cruzassem não sabiam nada um do outro. Até que um dia num bar duma famosa discoteca ela passou e não ligou (ou seja, disfarçou)»...

E que se passou depois?- perguntarão os/as leitores/as
Eu sei, mas não digo. Se quiserem saber o que sucedeu a seguir terão de  ler a história que o Rodrigo nos conta  sobre o seu amor com a Adélia.
Uma bela história, com a mais bela canção dos Scorpions a servir-lhe de moldura.
O Rodrigo é, assim, o segundo leitor a responder ao desafio que aqui lancei. Para lerem a história completa, basta clicar aqui



No milk today?



 Directamente do produtor ao consumidor

sábado, 10 de agosto de 2013

Já não há canções de amor? (19)

Hoje volto à música francesa. Quem é que nunca desejou ser a mais bela do baile?
( Eu sei que não é bem uma canção de amor, mas desencadeava alguns amores)

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Eu bem me parecia....



"Estávamos em 1996.
Mais ou menos um ano depois de ter chegado a Macau.
Na bagagem trazia alguns projectos, alguns sonhos, muita expectativa.
Apaixonar-me não era coisa que, nem remotamente, me passasse pela cabeça.
Tudo começou inocentemente."

Assim começa a história do Pedro que, como ontem previra, foi o primeiro a responder ao desafio que vos lancei para o mês de Agosto.
Para lerem o resto, vão aqui

Já não há canções de amor? (18)

As coisas que uma pessoa promete quando é um jovem inconsciente!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Noites românticas (7)

Pousada de Santa Luzia (Viana do Castelo)

Não sei se já vos disse que tenho, desde miúdo, uma paixão imensa por Viana do Castelo. Especialmente por este lugar onde passei noites românticas. E também  amanheceres e entardeceres a desfrutar da vista maravilhosa que a varanda e alguns quartos proporcionam. É como ter o mundo aos pés e nos entirmos incapazes de lhe estender a mão para o abraçar
 Recentemente, à hora do almoço, tive lá um reencontro inesperado que me deixou um aperto (bom) no coração durante meses. Uma longa história que não cabe num post. Nem numa dezena. Está a ganhar forma num outro suporte. Talvez lá para o Natal vos possa oferecer esta história de presente...

Já não há canções de amor ? (17)

Hey, girls!
Ainda se lembram que quando iniciei esta rubrica fiz um convite para que contassem alguns episódios relacionados com  canções românticas que animaram as vossas férias de Verão?
Eu dei o exemplo contando duas histórias . Esta completamente verdadeira e esta com alguma dose de presunção, mas que também foi real
Ora, aqui chegado, o que quero dizer-vos, girls and boys, é que continuo à espera que partilhem connosco as vossas estórias de Verão (sempre relacionadas com uma canção). Não precisam de a enviar... basta que a publiquem no vosso blog - com uma referência a esta iniciativa do On the rocks- me comuniquem e depois eu vou lá buscar o link.
Estou mesmo a ver que só o Pedro é  capaz de desbloquear a vossa timidez. Quase aposto que ele se vai chegar à frente...
AVISO: As estórias terão de ser publicadas nos vossos blogs até 31 de Agosto, porque depois é a minha vez de entrar de férias...

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Alice através do espelho




Hilariante. Comovente. Verdadeiro.
São estas as palavras que me ocorrem para definir  “A Gaiola Dourada”.
Ao bom estilo das comédias portuguesas  dos anos 40, mas sem os comediantes Vasco  Santana e António Silva, “A Gaiola Dourada”  retrata  o português  com a mesma fidelidade, mas menos exuberância estilística,  de um Ettore Scola.
O realizador Ruben Alves ( filho de emigrantes) não precisou de ademanes, nem de figuras de estilo, para nos apresentar o português. Convocou actores que facilmente confundimos com personagens da vida real.  Não é apenas o português emigrante dos anos 60 – que ele pretendeu homenagear - fugido à guerra colonial e à ditadura, que se foi deixando ficar em França (  também podia ser na Alemanha, na Suiça, nos Estados Unidos ou em qualquer parte do mundo para onde os portugueses emigraram em grande escala) que o filme nos revela.
Mais do que o emigrante, o filme retrata o português.  Todas as características que o filme realça, estão presentes  no  português do Estado Novo. Solidário  e invejoso;  mesquinho e  dedicado; submisso e coscuvilheiro; empreendedor e conformado; maldicente e pedante; vingativo e de coração mole.
 O que diferencia um emigrante de um português residente, é que o primeiro quer sempre voltar a Portugal e o segundo está sempre a querer partir. Acabam por se encontrar na fronteira entre a audácia e o conformismo. Os que partem são audazes. Um dia abrem os olhos e decidem mudar de vida. Deixam tudo para trás, menos a saudade da terra. Os que ficam têm tendência a conformar-se, entram num estado de abulia cívica que nada questiona e respondem sempre com um "mais ou menos" quando inquiridos sobre o seu estado.
Um dos aspectos que mais me impressionou no filme  foi o retrato da falsidade e fragilidade do relacionamento familiar "pintado" por Ruben Alves. É verdade que não há qualquer exagero quando vemos os laços familiares esboroarem-se em mentiras, deixando emergir o lado mais perverso do português, porque o egoísmo se intrometeu na relação  familiar. É a realidade que está ali, mostrada em cru, sem os refogados musicais da "Casa Portuguesa", hino de um povo analfabeto, inculto, de horizontes limitados, formado nas instituições do Estado Novo para ser servil e obediente, sem nunca questionar as coisas.
Quando Rosa e José  despertam e  percebem que estão  a ser usados e enganados por toda a gente à sua volta... descobrem que afinal têm direito a ser felizes.
Termino como comecei. "A Gaiola Dourada" provoca risos e emoções ao retratar os emigrantes típicos do Estado Novo mas, ao contrário do que defende o realizador, aquele português não acabou. Lá fora ou cá dentro, o português médio continua a ter o mesmo comportamento e as mesmas características. A única diferença é que a maioria dos portugueses que emigrou nestes últimos anos é mais culta, mais instruída e não vai procurar trabalho nas obras( ele) nem como porteira (ela).
Quanto ao resto, o português continua sem perceber que  está a ser enganado  e usado por gente perversa que apenas pensa nos seus próprios interesses. 

Já não há canções de amor? (16)

Uma canção de alguém que continua a encher concertos todos os anos em Lisboa. Este ano cá estará novamente...  

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Noites românticas (6)

CASA DA CALÇADA (Amarante)
Quanto mais não seja, vale a pena ficar uma noite neste hotel para apreciar a paisagem. Ao fim da tarde, ao amanhecer ou ao longo do dia ( tirei esta foto por volta do meio dia)  Amarante está sempre pronta a deixar-se captar por uma objectiva que revele a sua beleza.
Se for um apreciador da boa gastronomia, não deixe de  experimentar o restaurante da Casa da Calçada, agraciado  com uma estrela Michelin. Bem merecida, podem crer. A comida é simplesmente divinal e a vista, melhor do que podem ver na foto.

domingo, 4 de agosto de 2013

Those were the days

Foto roubada aqui

Serve este post  para informar  os/as leitores/as  do On the rocks, que teve início este fim de semana, no Rochedo, a época de Verão com rubricas ligeiras e poucas palavras. Todos os dias haverá a evocação de um grande autor e uma imagem de um momento ou local que faz parte das minhas memórias. Na sexta- feira estive no Rio de Janeiro, durante o fim de semana estive  em Malaca e amanhã chegarão os grandes autores.
Se quiserem passar por lá, serão muito bem recebidos.

Adenda: muito obrigado a todos os que ajudaram o xerife, respondendo à pergunta que aqui coloquei na sexta-feira. Afinal, a resposta era mais fácil do que eu imaginava...

sábado, 3 de agosto de 2013

Já não há canções de amor? (15)

Eu gostava de vos contar uma história sobre esta canção, mas  fica para outro dia.
Tenham um excelente sábado. Com, ou sem canções de amor...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Quiz: Help the sheriff!



Na noite da véspera tinha havido uma briga no saloon de uma localidade mexicana fronteiriça, envolvendo alguns forasteiros  americanos de uma cidade vizinha do Texas. Estavam todos embriagados e o xerife local deu-lhes ordem de prisão. No dia seguinte, a dona do saloon  apresentou queixa e exigiu o pagamento dos prejuízos. 
O xerife queria, antes de mais, saber quem tinha iniciado os desacatos, mas ninguém se acusou. Foi então que um dos prisioneiros fez uma proposta ao xerife:
- Eu vou fazer-lhe uma pergunta. Se responder certo, eu digo-lhe quem foi o culpado. Se não souber a resposta, deixa-nos sair a todos em liberdade 
Alguém é  capaz de ajudar o pobre xerife mexicano a decifrar o enigma? Aqui fica a pergunta:


A cowboy rides into town on Friday
Stays for three days and leaves on Friday.
And the question is...How could he do it?

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Já não há canções de amor? (14)


Que canseira!

Tirei esta foto algures no Rio de Janeiro 


O jovem com corpo fast food  está à minha frente na longa  fila de contribuintes divergentes que aguarda a abertura da Repartição de Finanças. O olhar denuncia uma noite mal dormida. Está impaciente. Olha sucessivas vezes para o relógio. 
Uma mulher aproxima-se com ar sorridente e desempoeirado.
- Então, filho, estás aqui há muito tempo?
- Cheguei aqui às oito e um quarto. Ontem vim pouco antes das nove e quando chegou a minha vez já não havia senhas, hoje tive de vir mais cedo…
- Isto é uma vergonha! Devia haver mais gente a atender…
- Não devia nada. Deviam era despedi-los a todos e a gente tratava tudo pela Net. Já há funcionários públicos a mais, são todos uns chulos que não fazem a ponta de um corno. Se pudéssemos tratar disto pela Net, demorava cinco minutos.
- Não sei se adiantava… ainda ontem o site das Finanças esteve todo o dia em baixo…
- Se em vez de contratar estes inúteis, contratassem bons informáticos, o site deles não ia abaixo.  Estes gajos só servem para a gente ter de pagar mais impostos.
- Estás cansado, filho?
- Estou arrasado! Imaginas lá o que foi o meu dia de ontem!
- Então?
- De manhã tive de me levantar cedo para vir para aqui. Depois, como não consegui resolver nada, fui um bocado até à praia e à noite fui para uma festa em Loures. Vim directo para aqui. Estou rebentado. Fica aqui que eu vou dormir um bocado.