sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Sol e sombra

Certamente que já vos aconteceu começar a ler um livro e deixá-lo a meio. Ou porque não gostaram, ou porque não era aquele tipo de livro que vos apetecia ler naquele momento. Por vezes ainda voltamos a pegar no livro e conseguimos lê-lo, mas isso acontece muito raramente ( a mim aconteceu-me  com o Pêndulo de Foucault , do Umberto Eco).
A maioria das vezes, um livro abandonado é um livro rejeitado para sempre e catalogado por quem não o lê como "tão mau, que nem o consegui ler até ao fim". 
Ora acontece que alguns dos livros mais "abandonados" pelos leitores estão nas listas dos livros mais vendidos em todo o mundo. O caso mais recente é "As 50 Sombras de Grey" - ocupa já o segundo lugar numa tabela dos livros mais abandonados de sempre, publicada nos Estados Unidos, embora tenha estado durante mais de um ano no top dos livros mais vendidos em terras do Tio Sam.
Como diz o povo na sua imensa sabedoria " mais vale cair em graça do que ser engraçado" ou, de forma mais prosaica, o que importa é  saber fazer de  um produto medíocre, um campeão de vendas. É uma técnica muito usada pelos agentes desportivos...

9 comentários:

  1. "As 50 Sombras de Grey" nunca me despertaram o interesse.

    Dos ensaios de Eco, gosto imenso.

    Achei "O nome da Rosa" muito importante para quem gosta de História como eu, mas como romance achei-o maçudo. Aliás, é um dos raríssimos livros piores do que os filmes a que dão origem.


    Depois, não sei porque motivo, meti na cabeça comprar (!!!) "O Pêndulo de Foucault" , que foi das piores coisas que li até hoje.

    E avisei toda a gente que nem imaginassem oferecer-me fosse o que fosse com pretensão de romance escrito por Eco!!

    Bons sonhos, amigo.

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  2. O único livro – que me lembre – que li de Umberto Eco foi “O nome da Rosa”. Já lá vão alguns anos.

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  3. O único livro – que me lembre – que li de Umberto Eco foi “O nome da Rosa”. Já lá vão alguns anos.

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  4. Também abandonei "O Pêndulo de Foucault", por uma razão diferente das referidas: não estava a perceber patavina. Mania, certamente, de tentar perceber as palavras de um livro... :)))

    Mas gostei muito d' "O Nome da Rosa" e li outro dele de contos (ou seriam ensaios?), que também gostei.

    Quanto às "Sombras...", quando soube do que tratava, perdi o interesse e não faço intenção de lê-lo. Muito menos de comprá-lo. Mas pronto, o truque de escrever um livro medíocre para engrupir papalvos que se fiam em campanhas publicitárias bem congeminadas, só costuma funcionar uma vez... ;)

    Beijocas!

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  5. De Umberto Eco li "O Nome da Rosa" e vi o filme.

    "As 50 Sombras de Grey" não li nem tenciono fazê-lo.O tema não me agrada!

    Beijinhos.

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  6. Aconteceu-me com "Os Nós e os Laços" do Alçada. Tentei recomeçar aí umas quatro vezes (sou teimosa), mas não cheguei a meio. :))

    "O Pêndulo de Foucault" custou-me, oscilei entre prosseguir ou não. :)) Já "O Nome da Rosa"... devorei-o.

    Quanto ao das sombras, não vou, sequer, pensar nisso.

    Beijo e bom domingo

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  7. Por acaso ofereceram-me "AS SOMBRAS"o livro e deixei-o a meio.
    Fiquei com a certeza de que o fim não seria muito diferente do meio.

    O final de Setembro será a hora H. Vamos ver. Espero depois, ficar com as ideias mais claras.
    Aqui em NY tenho agora todo o tempo do mundo para olhar à minha volta e perceber que como li há pouco num blogue amigo A VIDA É FOLHA QUE CAI.
    Um grande abraço amigo Carlos

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  8. Engraçado. Também não li "O Pêndulo de Foucault" à primeira, mas quando voltei a ele, gostei bastante. Li igualmente com prazer "O nome da Rosa". Romances à parte, gostei imenso de ler "A vertigem das listas", uma obra em que U. Eco se debruça sobre a lista como forma de representação na literatura e na arte. Muito interessante.

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  9. Esse pêndulo ainda está estático na estante. Ainda não reuni coragem, que já ouvi dizer que o bicho é papão. O nome da Rosa, dado que vi o filme umas dez vezes, e já sei a trama, tenho menos pressa em ler. Lá estão ambos, à espera de oportunidade. Eu li a trilogia das sombras de Grey pela mesma razão pela qual li a saga do Twillight (que é muito muito mas muito pior!): como pesquisa sociológica. Gosto de perceber o que move o histerismo colectivo. E claro, para não perder a oportunidade de gozar com os veneradores indefectíveis. Eu diverti-me imenso a ler a estopada toda (vá, li umas coisas na diagonal, que nao tenho assim tanto tempo a perder) e a firmar a minha opinião de que aquilo não vale mesmo nada, mas dá para umas boas gargalhadas de tão ridículo que é. É como fumar. Experimentei para ver como era, mas uma vez bastou :)

    Livros abandonado lembro-me de dois: um romance da Agatha Christie, escrita sob o pseudónimo de Mary Westamacott, que era intragavel, e o Memorial do Convento, do Saramago, porque cheguei a um ponto em que não podia mais com aquilo, mas nem sei porquê.
    Bjs

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