terça-feira, 3 de setembro de 2013

O Pêndulo de Foucault






Neste post em que escrevia sobre livros que não se lêem até ao fim, mencionei um dos raros livros que retomei, depois de ter abandonado a sua leitura: O Pêndulo de Foucault, de Umberto Eco.
Não desisti de o ler apenas uma ou duas vezes, foram pelo menos três as tentativas falhadas. Até que um dia, de férias na Tailândia, encetei a tarefa de o ler, ou abandonar definitivamente. E consegui! Mais... adorei ter conseguido, porque é um livro magnífico, apesar de as primeiras 60 ou 70 páginas serem intragáveis. A solução foi mesmo passar por cima delas.Não fazem falta nenhuma à compreensão do livro e ao prazer de o ler, embora perceba porque lá estão.
Além deste feito, queria assinalar outro pormenor que merece destaque em relaçãoàquele  post. Na caixa de comentários, a maioria das leitoras declarava também ter abandonado a leitura do Pêndulo. Apenas a Luísa parece ter tido a mesma experiência que eu tive e, curiosamente, com o mesmo resultado: adorou!.
Que concluo daqui? Que por vezes vale a pena insistir na leitura de um livro que repelimos à primeira. Provavelmente é uma conclusão precipitada e néscia, porque o tempo que perdemos com a insistência, pode ser  aproveitado para ler outros livros que nos dêem prazer...
É que, apesar de ter adorado "O Pêndulo", reconheço que não teria sido uma grande perda na minha vida não o ter lido.

11 comentários:

  1. O "Pêndulo de Foucault" e o "Cemitério de Praga" continuam à minha espera na estante.

    Esta crónica encerra uma moral: NUNCA se deve desistir, seja de um livro, de um amor, de uma tradução ...

    Boa noite!

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  2. Acho que ás vezes tem mesmo que se "passar à frente" e seguir nos livros e na vida!
    xx

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  3. Tentei duas vezes, mas tirei daí as ideias: detesto ler livros que nem percebo do que o autor está a falar. Deveria ter sido mais persistente? Talvez! Mas simultaneamente também aproveitei para ler outros livros que me deram mais prazer de ler, pelo que não considero má opção... :)

    Beijocas!

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  4. Já tentei várias vezes ler livros do Lobo Antunes.
    Será que ainda me vou apaixonar pela escrita dele?

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  5. Li-o de uma só vez e porque muitíssimo raramente não acabo o que começo, seja em que área for.

    Aprecio-o muito como intelectual e ensaísta e gosto das suas entrevistas.

    "O Nome da Rosa" é dos pouquíssimos livros que acho inferiores à sua adaptação para cinema...e, incompreensivelmente, decidi comprar (!!) este livro e nunca mais leio nada dele a que chame romance.

    Amigo, convido-te a responderes ao desafio lá em casa.

    Abraços

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  6. Este é também um dos poucos livros que não consegui ler até ao fim!

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  7. Penso que sim, Carlos. Vale a pena tentar de novo retomar uma leitura abandonada. É que estou convencida de que a razão de gostarmos mais ou menos de um obra poderá também residir no nosso estado de espírito do momento em que a lemos. Também já se deu o caso inverso de eu querer voltar a ler um livro que me lembrava ter adorado e à segunda volta já não me inspirar assim tanto, ao ponto de não concluir essa segunda leitura. :)

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  8. Não li este livro e pela sua indicaação não irei ler. Aliás
    não gosto muito de Umberto Eco.
    Um gosto conhecer este seu blogue.
    Virei sempre que possa.
    Bj.
    Irene Alves

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  9. Me sinto menos culpada por não ter passado das primeiras páginas do "Pêndulo".Acho que já está na hora de tentar outra vez.Obrigada pela dica!

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