quarta-feira, 9 de abril de 2014

Está nos livros (1)



Creio que todos nós, durante a leitura de um livro, experimentamos a sensação de ler frases em que paramos, repetimos a leitura e ficamos alguns instantes a reflectir sobre ela. Alguns são mesmo tentados a sublinhá-las, ou  a dobrar o canto da página para, eventualmente, regressar à sua leitura noutra oportunidade.
A mim acontece-me com frequência e, com base nessa experiência, inicio uma rubrica com frases de livros que li, vou lendo ou virei a ler, que de uma ou outra maneira me marcaram.
Para começo de conversa aqui fica esta:
" Cuidado, Ana Maria, que há muito sedentário cuja cabeça é nómada e muito nómada cuja cabeça é sedentária, e estes, que a si mesmo se enganam, pensando que conhecem o mundo inteiro por lá terem ido com os pés são os piores."
( Lídia Jorge in "Os Memoráveis, pg 132)
Agora, aqui fica o desafio. A caixa de comentários é vossa, para opinarem.

10 comentários:

  1. Adoro esta ideia!
    "Cabeças sedentárias" que sábias palavras...
    xx

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  2. De nómadas com cabeça sedentária está o país cheio!

    Beijinhos.

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  3. (Ainda) Não li essa obra da Lídia Jorge. Nómadas sedentários: olham mas não veem.

    Não tenho esse hábito de fixar determinadas frases com sublinhados ou outras marcas nos livros. Mas deveria ter. Por vezes apetece-me transcrevê-las para um caderno. Só que acabo prosseguindo a leitura e depois perco-me no enredo... :)

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  4. "A solidão não se divide. E quem procura dividi-la com outrem, transforma tudo num inferno, e tudo se transforma numa penosa relacão que anula a bondade, a benevolência, a tolerância . Isto para não falar na absoluta inexistência de amor"

    O autor é um amigo seu, Carlos.

    É muito feio dobrar o canto da página!!!

    Os livros são os nossos melhores amigos, e o Carlos não dobra os seus amigos, mesmo que às vezes tenha vontade de o fazer.

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  5. Os meus livros estão todos sublinhados e , muitas vezes, com comentários .

    Nunca dobrei a página de um livro.

    Da afirmação de Lídia Jorge, que muito aprecio, só não concordo com a última parte.

    Meu amigo, bons sonhos

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  6. Uma rubrica que vou acompanhar com muito interesse e curiosidade.
    A mim, o que mais me impressiona, e me agarra, é o início.
    Se o início é forte, é raro não me prender até ao fim.

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  7. Essa passagem da Lídia Jorge também me faria pausar e pensar.
    Se calhar é conhecendo o mundo inteiro (com a cabeça) que nos conhecemos a nós. Ou será ao contrário? :-)
    Abraço, gostei de cá vir.
    Susana

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