quinta-feira, 1 de maio de 2014

Está nos livros (3)



"Num prado próximo da tua casa ou da minha vivia uma colónia de caracóis, convencidos de que estavam no melhor lugar possível. Nenhum deles  tinha viajado até aos limites do prado ou, menos ainda, até à estrada de asfalto que começava justamente onde cresciam as últimas ervas. Como não tinham viajado não podiam comparar e assim ignoravam que , para os esquilos, o melhor lugar ficava na parte mais alta das faias, ou que para as abelhas, não havia sítio mais aprazível do que as colmeias de madeira alinhadas na outra extremidade do prado. Não podiam comparar e nem se importavam com isso pois, para eles, aquele prado onde , alimentados pelas chuvas, cresciam com abundância os dentes -de-leão era o melhor para se viver"

( Luís Sepúlveda in "História de um caracol que descobriu a importância da lentidão")

"A tartaruga procurou, com mais calma do que a habitual, as palavras para responder e contou-lhe que durante a sua permanência entre os seres humanos tinha aprendido muitas coisas. Assim, explicou-lhe que quando um humano fazia perguntas incómodas do género " é preciso ir tão depressa?"  ou "a sério que necessitamos de tudo isso para ser felizes?" era apelidado de REBELDE"

( idem, ibidem)

5 comentários:

  1. Também eu descobriu a importância da lentidão e não sou caracol.

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    1. Também eu descobri a importância da lentidão, só a obra de Luís Sepúlveda é que ainda não descobri.

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  2. Aquelas frases que captam imediatamente a tenção do leitor

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  3. Já diz o provérbio:

    "Depressa e bem, há pouco quem"!

    Beijinhos.

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  4. Eu, adoro a lentidão detesto viver entre humanos que me empurram... sou rebelde, gosto de ser rebelde mas, não me deixam

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