quarta-feira, 13 de agosto de 2014

O dinheiro não dá felicidade? Depende do ponto de vista



João Gil, engenheiro informático, era um cidadão igual a tantos outros: levava uma "vida normal". Como a maioria das pessoas, terá mutas vezes suspirado pelo Euromilhões e sonhado "mudar de vida" se a sorte o bafejasse um dia.  
Em 2010, andou lá perto. Ganhou um segundo prémio no valor de 600 mil euros. Tinha 42 anos e uma vida à sua frente para mudar.
A sua vida mudou, mas Gil escolheu o caminho errado. Passou a frequentar casas de strip e casinos. Estoirou o dinheiro em apenas dois anos. Foi viver para um quarto.
Em Agosto de 2013 matou a senhoria. Ontem  foi condenado a 22 anos de prisão.
O dinheiro pode dar felicidade, mas ser feliz dá muito trabalho. É preciso ter cabeça. João Gil não teve. Perdeu a cabeça, a liberdade e uma vida. Aos 46 anos, ainda com tanto tempo para viver...

Esta é a análise simplista mas, com mais detalhes, a história permite outra visão:

João Gil era um homem bom e generoso, mas tinha problemas psíquicos. Relacionamento difícil. A sua vida era um pequeno inferno interior.

"Dinheiro do jogo é dinheiro do Demónio"- dizem alguns - e o Demo tentou-o ao oferecer-lhe um prémio de 600 mil euros. Psicologicamente frágil, João caiu nas teias do Demo e entrou numa vida de perversão. Mulheres, jogo, talvez álcool em excesso. Estava desempregado e não pagava a renda há dois meses. A senhoria não reclamou, mas João decidiu que o melhor era regressar a casa dos pais.  Na hora da despedida, houve beijos e abraços, mas a senhoria  pronunciou a frase maldita que a havia de condenar à morte:
- "Segue o caminho de Deus, João"
O demo que habitava em João não gostou e revoltou-se. Obrigou-o a voltar atrás e dar uma chapada na velhota. Depois desferiu-lhe 16 facadas. Meteu o corpo na banheira e foi para casa dos pais onde esteve até ser confrontado pelos pais com uma notícia do CM que o apontava como suspeito do crime. Negou. A noite saiu de casa pela calada. Foi para Cascais. Pensava suicidar-se. O Demo não se satisfez com a resignação. Impediu-o de consumar o suicídio. João foi preso três dias depois.

Vista por este prisma, a história de João Gil é um bom argumento para um livro. De Paulo Coelho, obviamente...



5 comentários:

  1. Quem ganha o euro-milhões não pode desbaratá-lo. Aqui está um exemplo muito triste .

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  2. Pode não trazer felicidade, mas que ajuda...ajuda...

    Quando a cabeça não funciona...

    Adorei a última frase..." a história de João Gil é um bom argumento para um livro. De Paulo Coelho, obviamente"...

    Beijinhos.

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  3. O tipo tem é que ser parvo.
    Estoura essa massa toda e depois ainda mata quem não tem nada a ver com o caso?
    Vai-lhe fazer bem ficar arrecadado por uns bons tempos

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  4. Comamos, bebamos e gozemos, que amanhã morremos!!!

    É a felicidade real da vida.

    A história de João Gil é um bom argumento para um bom livro/filme policial.

    Não para mais um livro do brasileiro Paulo Coelho, o eterno alquimista.

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  5. Realmente, o dinheiro não traz felicidade. Não.
    Ele manda buscá-la.

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