quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Cenas de taxis (10)



Eu sei que há taxistas burlões em todo o lado mas, talvez por já estar em “modo férias” este que me caiu em sorte no Porto, na ultima sexta –feira, irritou-me ferozmente.
Chegado a Campanhã, apanhei um táxi. Levava a pasta-mala habitual por cujo transporte nunca me cobraram, mas o taxista ( é quase um pleonasmo, porque mais de 90% dos taxistas sofrem desse mal) obrigou-me  a pô-la na bagageira, alegando que ultrapassava as dimensões mínimas regulamentares.
Decidi não protestar porque o homem era demasiado mal encarado  ( é quase um pleonasmo, porque mais de 90% dos taxistas sofrem desse mal) e não me apetecia arranjar discussões.  Mentalmente, decidi imediatamente que ia apresentar queixa dele, mas entrei no carro disposto a pagar o que ele me cobrasse. 
Enquanto ele subia a Fernão de Magalhães a uma velocidade louca, cometendo várias transgressões, apercebi-me que ia ter problemas quando chegasse, porque o homem não marcou no taxímetro o 1,60€ do transporte da bagagem.
Assim que cheguei às Antas, as minhas suspeitas confirmaram-se. Quando ia pagar o que estava marcado no taxímetro, o homem  lançou um “Ah! Esqueci-me de marcar o transporte da bagagem!”
Azar seu- respondi. Só pago o que estiver marcado.  
Felizmente tinha dinheiro certo sem precisar de troco. Pedi recibo  e entreguei-lhe o dinheiro certo. Depois de ter a mala comigo, obviamente
Então e o transporte da bagagem?- perguntou o mal encarado
Já lhe disse que não pago mas, se quiser, chame um polícia.
Meteu-se imediatamente no carro enquanto vociferava  em altos berros: Grande FDP, vai para a PQP!
Entrado em casa, telefonei para a radio táxi e apresentei queixa. Obviamente que não dará em nada e o ToZé ( assim se chamava o motorista) vai continuar pelo país a roubar os clientes e o patrão.
De qualquer modo, fica aqui um aviso aos leitores do Porto ( ou que se deloquem ao Porto de comboio)
Se encontrarem um táxi com a matrícula 00-EV- 29, pertencente à Auto Taxis Clesil,  de Vermoim- Maia, perguntem ao condutor se se chama Tozé. Se for, o melhor é não entrarem, porque o homem, além de antipático, é um grande vigarista!
Adenda:  Já o taxista que me trouxe hoje a Campanhã para apanhar o comboio de regresso a Lisboa era de uma extrema simpatia e educação. E, obviamente, nada me cobrou pelo transporte da pasta-mala.

6 comentários:

  1. Ainda bem que a excepção não faz a regra.

    Aqui na terrinha, precisando, chamo sempre o mesmo taxista. Por acaso, nunca tive problemas com taxista nenhum quando vou ao Porto.Espero nunca ter.

    Beijinhos.

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  2. É verdade que há de tudo por aí! Tive uma fase em que andei muito de taxi e aconteceram cenas inesquecíveis, desde querem recusar o trabalho a escolherem um caminho muito maior a automóveis nojentos....uma vergonha. Hoje em dia as coisas parecem melhores mas há-os muito antipáticos. Viva! Para os bons profissionais!Que também os há..

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  3. Parece-me que os casos cotidianos de nossas vidas acontecem seja em que parte do mundo estivermos , e 'cenas de táxis' é mais comum do que deveria,
    Já entro em um, com desconfiança e evito o máximo tomá-lo na rua , os serviços de rádio-táxi e os e aplicativos nos celulares nos deixam mais protegidos e favorecem no caso de denunciar os maus taxistas.
    Que tenha bons dias Carlos, e fique salvo de inconvenientes com sua 'pasta-mala' rs
    abraços

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  4. A informação da matrícula do táxi e da empresa é-me de grande valia já que faço alguma vezes o mesmo percurso quando venho da Gare do Oriente- Campanhã.
    No entanto, até hoje, nunca tive problemas.

    Se calhar a imponência do porte do passageiro também conta...sei lá!

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  5. Um anjinho se comparado com a máfia dos táxis de Macau - feios, porcos e maus.

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  6. Sempre que fui ao Porto fi-lo de carro e irei continuar a fazê-lo. De qualquer modo obrigado pela informação, é que não estamos livres de nos cruzarmos com uma besta destas em qualquer lado.

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