sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Give me a break!




Não sei se isto acontece em todo o país mas, pelo menos na zona de Cascais e Estoril, é cada vez mais difícil ir a um supermercado e respeitar escrupulosamente a lista de compras. 
Não é que me deixe seduzir pelas promoções. Sou imune a essa técnica de marketing, quando não preciso de um produto.
O que me obriga a gastar sempre mais do que o previsto são os peditórios à entrada dos supermercados. A princípio era só o Banco Alimentar Contra a Fome, duas vezes por ano, mas agora  a moda proliferou e, desde centros de apoio aos sem abrigo,  a associações da mais diversa índole ( contra o cancro, contra a sida, contra a leucemia, etc. etc. etc.), mais a AMI a Caritas e outras instituições que dizem praticar o bem,  há sempre alguém à minha espera nos fins de semana em que tenho de ir ao supermercado. 
É uma prática que chega a ser incentivada pelas próprias cadeias de supermercados, que são quem mais lucra com estes peditórios.
Explorar a solidariedade (?) dos portugueses tornou-se um hábito tão banal, que às vezes as instituições  se tornam autênticas pragas.
Vem isto a propósito de um peditório que este fim de semana vai decorrer em alguns supermercados, (pelo menos no Estoril e em Cascais) no âmbito das comemorações do Dia do Animal. Promovido por duas associações de apoio aos animais, os voluntários vão estar a pedir...comida para animais! 
Eu adoro bichos-e não só os domésticos- mas acho que num país em crise pedir comida para animais é um insulto a quem vai a um supermercado com o dinheiro contado para comprar um pacote de leite e meia dúzia de carcaças!

6 comentários:

  1. outro exemplo: ontem ao fim da tarde na linha verde do metro. numa determinada estação entrou o cego da oportunidade/possibilidade. na outra a seguir entrou outro cego e à saída, na estação de roma, encontrei outro, vendendo cautelas. eu sei que todos temos de sobreviver...
    quanto aos bancos alimentares e afins, agora dou à minha paróquia, ao pé de casa. não podendo dar a todos, escolho a que mais de perto me identifico. e se aqui há fome...

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  2. Ajudo quem sei que PRECISA...pois, cada vez mais desconfio ,dessas instituições que proliferam.

    Beijinhos

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  3. Felizmente por onde transito não tenho encontrado nenhuma 'criatura' pedindo nada ,porque também se encontrar confesso que ignoro-os .Mas realmente ,é muito desconfortável .
    O que me faz parar algumas vezes é quando encontro crianças ou velhos ,pedindo que no retorno lhes dê algum alimento_ o que sempre me comove e atendo-os,sem me aborrecer. Mas essas Ongs da vida nem pensar_não confio e aqui no Brasil são todos ladrões. rsrs
    Por falar em ladrão domingo vamos votar! Deus nos ajude para que o povo saiba ou tente acertar dessa vez! o que pelas pesquisas parece que vai ficar tudo igual_ a mesma 'turma' ...
    Obrigada Carlos
    um abraço e bom descanso no fim de semana.

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  4. Carlos, Também me irritam muitas das pedinchices mas tirei a seguinte conclusão cada um pede o que precisa mas só dá, quem pode, quer e acredita.
    Os animais fazem parte da grande miséria que há por todo lado e não me choca que haja quem possa ajudar.
    xx

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  5. Não posso estar mais de acordo contigo, amigo.

    Esta moda dos peditórios lembra-me a da adopção, incentivada por um dos governos PSD....

    Bom fim de semana

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  6. Mas para quem puder ajudar, parece-me que é uma boa ideia (contribuí para os animais como antes para o Banco Alimentar contra a fome, podendo, gosto de pensar que o que dei vai ajudar alguém ou algum animal)

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