segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Não sou puritano mas...



Detesto o palavrão gratuito.
Pousar numa esplanada para ler um livro tranquilamente e ter um grupo de jovens por perto é, hoje em dia, uma actividade de risco.
Quando era jovem também tinha conversas acaloradas  em esplanadas, onde o vernáculo entrava com frequência mas, assim que se aproximavam  adultos, o tom da conversa baixava de tom e se alguém largava um palavrão, fazia-o sempre num sussurro, de modo a que os decibéis não ultrapassassem o perímetro das nossas mesas.
Hoje em dia, o palavrão tornou-se democrático e, pior do que isso, quem os profere faz gala nisso. Nas conversas entre jovens, em cada três palavras entra um palavrão. Os jovens parecem fazer gala do uso do palavrão e de o exibir como prova de maturidade.
 Não estou a generalizar. Há jovens educados e respeitadores mas seja em Camarate, na Picheleira, no Parque das Nações ou na marina de Cascais, o palavrão não escolhe lugares nem classes sociais.
 Ah, por falar na marina de Cascais... ontem à hora do almoço assiti a uma conversa familiar entre uma jovem, o pai e outra pessoa de idade a quem ela chamava "tiuu" com aquele sotaque próprio das "meninas da Linha", de fazer corar as pedras da calçada. 
Bem, mas essa história fica para outro dia. Hoje, fico-me pela manifestação de repúdio à democraticidade do palavrão.

9 comentários:

  1. Esse recurso gratuito ao palavrão foi algo que notei quando aí estive, Carlos.
    É despropositado, vulgar, ordinário.
    Mas quem o faz acha que é sinal de rebeldia e maturidade.
    Tristes!

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  2. Os palavrões tornaram-se, infelizmente, os "sinais de pontuação"da nova geração!

    Beijinhos.


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  3. .... e o mais curioso, Carlos, é que quem os profere são mais os estudantes universitários do que qualquer outro "grupo de jovens" ! Talvez por se julgarem uma "classe" superior, importante, diferente, madura e com mais estatuto, para os proferirem ! :(((

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  4. Se o nível do que se ouve nas televisões desceu drasticamente e se as ditas elites acham que é fino falar mal (em todos os sentidos)...que se pode esperar são , infelizmente, cenas tristes?!

    Fica bem e com a minha solidariedade

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  5. ERRATA:

    Senão ( ou retira os pontos de interrogação e exclamação no fim da frase)

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  6. Oi Carlos
    Dizem que os palavrões moram nos porões da cabeça , bem lá no fundo do cérebro onde fica nossa parte animal aí até uma coisa inanimada como uma pedra se tropeçarmos nela leva logo um desaforo e 'merda' é o mínimo ... rs já nos campos de futebol a coisa é bem mais pesada ... no entanto nem precisa ir longe, basta sentar num café como o exemplo do seu texto
    Essa cultura do palavrão entre jovens virou mania e não falam mais tres palavras sem que duas sejam palavrões_ detestável !
    Também abomino os engraçadinhos ... mal educados.rs
    abraço

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  7. Sejamos francos, Carlos, não são só os jovens que dizem palavrões!!!

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  8. Anoto aqui também o meu repúdio. E eu até sou democrata... :)

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  9. Também me incomodam assim como me incomodam as conversas em voz alta mesmo que não tenha palavrões.
    E eu que adoro ler o jornal sossegada numa esplanada mudo logo de sitio:)))
    xx

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