quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Obrigado, ACP!

ACP: a servir os automobilistas desde 1903


Sou sócio do ACP desde um dia de Janeiro, de um qualquer ano da década de 90. Estava de passagem por Lisboa e fui apanhado por um temporal desgraçado. A intensidade da chuva e a imperícia de uma condutora deixaram o meu carro atascado na Rainha D. Amélia. (Nos anos 90, apesar de António Cosat ainda não ser presidente da câmara,  já havia inundações em Lisboa, imaginem só!)  Foi o ACP que me socorreu e tirou de apuros. Como o tem feito diversas vezes, desde que regressei a Portugal. 
Tenho uma grande dívida de gratidão pelo ACP. Pelos serviços que presta, pela prontidão com que me tirou de apuros, sempre que precisei de recorrer ao seu reboque, pela simpatia do pessoal que lá trabalha.
Este ano  tive de revalidar a carta. O mais provável era ter-me esquecido de  o fazer, não fosse ter recebido em Maio ou Junho uma carta do ACP, alertando-me para cumprir essa obrigação e disponibilizando os serviços para me prestar o apoio nessa tarefa. 
Por estes tempos, o IMT é uma balbúrdia pegada, ainda pior que uma Repartição de Finanças. A culpa não é dos funcionários, mas sim de quem teve a ideia de tornar os serviços quase inoperacionais, com a desculpa habitual da necessidade de os rentabilizar  e  tornar mais eficazes. 
Como aconteceu noutros serviços, o resultado foi transformarem o IMT num pandemónio.
Foi por isso, com grande alívio e sem a mínima hesitação, que decidi aceitar a “oferta”do ACP.
Marquei por telefone o exame médico para uma manhã de Julho. Poucos minutos depois da hora marcada era atendido por um médico simpático que me observou e fez alguns testes, para ver se estava apto para conduzir. 
Aprovado nos testes, os serviços administrativos comunicaram-me que a nova carta seguiria para minha casa mas avisaram-me, desde logo, que se em meados de Outubro não a tivesse ainda recebido deveria contactar com o ACP.
No dia 20 de outubro, poucos dias antes do meu aniversário, telefonei a informar que ainda não havia vestígios de uma carta de condução renovada na minha caixa do correio.  Disseram-me, então, para ir a uma qualquer delegação do ACP e pedir uma guia de substituição, porque o IMT ainda não tinha emitido a carta. Aproveitei a hora do almoço e fui à Av da República onde, mais uma vez, pessoal solícito e disponível me emitiu uma guia que me permite conduzir até Abril de 2015. 
Resumindo: com toda a comodidade tratei das burocracias inerentes à renovação da carta de condução. Sem filas de espera e com celeridade. Se tivesse optado por ir ao IMT, teria perdido horas em filas e levaria na mão um atestado médico, confirmando a minha capacidade para conduzir, pelo qual teria de desembolsar umas dezenas de euros. O ACP tornou-me a vida muito mais fácil e por isso lhe agradeço. 
Lamento é que o IMT, outrora um serviço de qualidade, se tenha transformado, graças à acção destruidora deste governo, num embaraço para os cidadãos que querem cumprir os seus deveres.   

3 comentários:

  1. A minha filha também é sócia e até à data nada tem a apontar-lhes.

    Beijinhos.

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  2. Curiosamente, muito recentemente andei a fazer figura de bola de pingue pongue entre o IMT e o Consulado de Portugal em Macau.
    Solução?
    Mandei ambos à fava e sempre que for aí levo uma Licença Internacional de Condução.
    Desço do 5º ao 2º andar e, 15 minutos depois, tenho a LIC na mão.

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  3. Bom quando conseguimos acertar com os serviços públicos ou privados .
    É quase exceção Carlos,pelo menos por aqui !
    De verdade,é obrigação ,não?
    Gosto de te ler _ são boas crônicas!

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