domingo, 30 de novembro de 2014

I'm sorry! (Começou o Natal)


Uma boa parte do post que aqui publiquei na sexta-feira ficou invisível, tornando-o incompreensível. Não sei explicar a razão de isso ter acontecido, mas peço desculpa aos leitores  pelo incómodo causado. 
Assim, decidi fazer a republicação do post, com o link que também não funcionava e cuja leitura é fundamental para perceber a mensagem que pretendi passar aos leitores. Continuo sem conseguir resolver o problema, pelo que renovo as minhas desculpas e, enquanto tento resolver o problema, desejo-vos  um bom domingo. 

Num ano qualquer em Lisboa



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Reciprocidade

A vantagem de ter uma professora de mandarim, com a metade da nossa idade, é a reciprocidade. Enquanto ela  me ensina a língua de Confúcio, eu ensino-lhe coisas que sei sobre a vida. Mas há um problema... é que ela ensina-me algo comprovadamente certo, enquanto eu lhe ensino coisas que podem estra distorcidas, porque a vivência é ainda mais subjectiva do que a interpretação da História. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Lonely nights



Na véspera de fazer 40 anos, soube que a fábrica onde trabalhava desde os 20 ia fechar. Antes de regressar a casa deambulou pelas ruas, pensando no que seria o seu futuro. Com aquela idade, sabia que a possibilidade de encontrar um novo emprego seria nula. Tinha apenas o 9º ano, a única coisa que sabia fazer era a tarefa rotineira da lida com a máquina que lhe caíra em sorte e a quem até arranjara um nome: Leopoldina.
Sabia que o marido lhe preparara uma festa surpresa e, por isso, não lhe disse nada sobre o que a atormentava. No dia de aniversário fingiu-se surpreendida e feliz. Esperou pelo fim de semana para dar a notícia. Ele tentou animá-la. Haviam de se arranjar com o salário dele.
Na segunda-feira, quando saiu da  empresa,  foi à agência de viagens. Apesar de saber que todo o dinheiro lhes faria falta, decidiu compensá-la da amargura  do desemprego, com a viagem a Paris com que ela sempre sonhara.
Quando chegou a casa, anunciou-lhe que partiriam no sábado seguinte. Ela respondeu com um sorriso triste e enlaçou-o num longo abraço.
Passaram  cinco dias felizes em Paris. Dois dias depois de regressarem ela queixou-se de uma dor na barriga. Nos dias seguintes a dor persistiu. Foram ao médico. Muitas análises  e exames  radiológicos depois, o veredicto: tumor no pâncreas. Seis meses de vida.
O funeral foi na primeira terça-feira de Outubro .
Ele está agora  sentado, sozinho, na mesa do restaurante onde jantavam todos os sábados. Pede o Balchão de camarão do costume e meia garrafa de vinho. Faz um brinde no ar. Com o café, pede um whiskey. Tira da carteira uma fotografia, onde os dois posam com a Torre Eiffel por fundo. Olha-a durante uns momentos. Beija-a e pousa-a sobre a mesa. Quando termina o whiskey pede a conta. Paga, volta a meter a fotografia na carteira e sai em passo lento, como se carregasse o mundo às costas. Os empregados despedem-se com um “até sábado, senhor engenheiro”.
Ele responde algo imperceptível e desaparece na calçada da rua quase deserta.
Coitado, está só à espera da morte, para ir ter com ela”- diz-me o empregado.
Peço um café e um Bushmills e deixo-me transportar até Península Valdez. Da próxima vez, trago a tua fotografia.

Adenda: Alguns leitores já terão lido esta história, que publiquei no CR em Março de 2012. Hoje, durante o lançamento do livro do Henrique Antunes Ferreira, algo que não vem ao caso me fez lembrar dela e decidi partilhá-la com quem ainda não a tenha lido. É que eu também sou um velho incorrigível, que gosta de histórias de amor. Mesmo quando são trágicas.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Está nos livros (especial)


(1845-1900)

O homem que tem medo de pecar por causa do fogo do inferno tem medo não de pecar, mas de queimar-se. 
( Eça de Queirós em Os Maias)   

Eça nasceu a 25 de Novembro de 1845, mas o legado que nos deixou continua tão presente nas nossas vidas, que parece ainda estar entre nós.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Vítima de doença prolongada...

Sempre tive especial apreço pela imprensa regional. Em dois períodos da minha vida, a minha actividade profissional obrigou-me ( com grande prazer, diga-se) a percorrer o país de lés a lés e a viver em vários distritos.  Lia por isso com especial atenção a imprensa regional, que me ajudava a perceber melhor os terrenos que pisava. Foi um hábito que me ficou e ainda hoje, a viver entre Lisboa e o Porto, procuro manter-me a par das notícias de âmbito regional. Deveria, aliás, ser obrigatório a quem dirige o país, a partir dos gabinetes ministeriais, uma leitura da imprensa regional, para melhor perceber os problemas que afectam as várias regiões. 
Na imprensa regional colhi muitas histórias interessantes que, se tiver engenho e saúde, talvez um dia  verta para o papel. Como esta que passo a contar.
Até há bem pouco tempo, havia bastante pudor em escrever " Fulano de tal morreu de cancro". Recorria-se ao eufemismo " Vítima de doença prolongada, faleceu..." e toda a gente ficava a saber que a pessoa tinha morrido de cancro.
Obviamente, a imprensa regional seguia o mesmo receituário. 
Estava eu um dia numa simpática vila transmontana. Era inverno, nevava abundantemente e enquanto hesitava entre arrostar com a intempérie para ir comer a um restaurante afamado pela sua boa gastronomia, ou ficar no hotel e contentar-me com a sua insípida cozinha, peguei no jornal da terra.  Em grande destaque, uma notícia sobre a morte de uma pessoa considerada  um benemérito da terra. Estava doente há bastante tempo,mas a sua morte ocorreu inesperadamente durante um fim de semana, depois de uns dias em que revelara algumas melhoras. 
O jornalista, talvez por desconhecer as causas da morte, recorreu ao jargão habitua e escreveu:
"Faleceu este fim de semana, vítima de doença prolongada ( mas não foi cancro) ...." ( sublinhado meu) a D. Fulana de Tal...
A gargalhada foi inevitável, deixando certamente consternado o recepcionista, que se terá interrogado sobre as razões que me levaram a soltar uma gargalhada enquanto lia o jornal, num dia tão triste para a terra...


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Aux boulevards de Paris




Não vou dizer que conheço Paris como a palma das minhas mãos, mas conheço suficientemente bem, para não precisar de andar de mapa na mão.
Apesar de não ser amor antigo, há mais de 40 anos que Paris entrou na minha vida. Quando vivia em Londres, ia frequentemente passar lá fins de semana, para prolongar memórias de Verão na companhia de amizades construídas nas areias então límpidas de Benidorm.
Na altura, Paris era sinónimo de diversão, mas também de liberdade. Só nos anos 90  percebi que me tinha apaixonado por Paris. Foi a partir dessa década que, à custa de muito a palmilhar, lhe descobri os encantos escondidos  e dispensei mapas para a percorrer de lés a lés.  De Montmartre ao Quartier Latin, de Saint Denis a Saint Germain,  Paris é hoje para mim um livro aberto sem grandes segredos para descobrir.
Nesta última visita passaram-se alguns episódios que me permitiram perceber melhor a crise que  avassala França. Não só o número de mendigos aumentou, como a abordagem a turistas com truques de apanha papalvos se multiplicam. E há cenas que não estava habituado a presenciar.
Foi o que aconteceu, por exemplo, quando uma manhã seguia pela Sebastopol em direcção à Praça de Vendôme. Um grupo de jovens africanos seguia à minha frente. Transbordantes de alegria,  libertavam a sua energia em passos de dança que encurtavam a caminhada.
A determinada altura pararam em frente a um supermercado.  Na rua alinhavam-se palettes de iogurtes e pacotes de leite. Os jovens pegaram em algumas caixas. De imediato abriram algumas embalagens, que começaram a beber.  Prosseguindo o seu caminho, iam repartindo  a carga com os mendigos, que de imediato sorviam iogurtes e leite.
Não resisti a pedir-lhes uma explicação para o seu gesto. Disseram-me que desde há uns tempos se tornou habitual alguns supermercados deixarem nas ruas os produtos perecíveis, quando atingem o último dia do prazo de validade. Quem passar, é só servir-se.
E depois, redistribuir, como eles estavam a fazer- pensei.


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Adeus, menina Júlia!




Durante mais de 10 anos era conhecida como a menina  Júlia da Tesouraria.  Desde o primeiro dia desassossegou o sexo masculino. Não era muito bonita, mas  tinha um corpo  “ a pedir mão de mexer” e a sua simpatia e olhar cativante  punham a cabeça dos colegas a andar à roda.
Muitos a tentaram conquistar. Nos primeiros tempos, todos os dias  recebia convites de  colegas para jantar. Aceitou alguns mas, logo à partida, anunciava ao convidante  que o seu coração tinha dono. Estava em Angola, mas um dia voltaria para casar com ela. 
Alguns anos depois voltou. Júlia convidou para o casamento vários colegas do serviço. Festa animada. Lua de mel na Madeira. Quando regressou quis continuar a ser a menina  Júlia da Tesouraria. Que não havia razão para a tratarem por senhora, só porque tinha casado. Continuava a ser a mesma pessoa, apenas tinha mudado o estado civil. 
Com o tempo, dois filhos depois, a menina Júlia passou  mesmo a  D. Júlia.  
Quando fez 40 anos anunciou que ia “tirar” um curso.  Inscreveu-se num daqueles cursos que não dão habilitações profissionais  específicas para nada, a não ser para ingressar na carreira técnica superior da função pública.  Ao fim de  quase 10 anos ( oito, para ser mais exacto) concluiu finalmente o curso. 
A directora chamou-a. Deu-lhe os parabéns e disse que no mês seguinte abriria um concurso para a promover a técnica superior.
O processo foi rápido. Júlia tomou posse  cerca de dois ou três meses depois. No dia seguinte, alguns colegas foram ao novo gabinete dela  para lhe oferecerem um presente e desejar felicidades na nova etapa da sua vida profissional.  Antes de entrarem, repararam numa placa na porta onde se lia:
“ Drª Júlia Piropo 
Técnica superior”.

Aviso: Só o nome é falso. O resto é tudo rigorosamente verdade

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Quando o telefone toca

Domingo almoço num restaurante perto do Guincho. Apesar de ser já tarde, não consigo arranjar mesa afastada de um grupo de 15 a 20 pessoas que confraternizam.
Enquanto aguardo que me tragam a sobremesa, entra um empregado com um bolo. Um telemóvel  toca. Começam a ouvir-se os parabéns. Uma senhora aparentando ir a caminho dos 50 faz um gesto a pedir silêncio. Atende o telemóvel. As pessoas calam-se. As velas continuam a arder e a senhora a falar ao telemóvel. 
Alguém decide apagar as velas. Passam mais alguns minutos. Finalmente a senhora desliga.
"Desculpem lá, mas era o Ricardo, não podia deixar de atender. Vamos começar tudo outra vez?"
Acendem-se novamente as velas. A senhora levanta-se. Ajeita o vestido. Debruça-se sobre o bolo.Apaga as velas. Algumas pessoas batem palmas. Voltam a cantar-se os parabéns ( agora com menos entusiasmo) . Um homem  não participa. Levanta-se e sai para fumar um cigarro.
A senhora começa a cortar o bolo e a distribuí-lo pelos parceiros de mesa.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Um Quiosque muito especial

Abriu na sexta-feira em Lisboa (Olaias /Areeiro) o primeiro Quiosque da Saúde.
Iniciativa da associação Conversa Amiga, é o primeiro de um conjunto de Quiosques que visam prestar cuidados de saúde à população idosa mais carenciada de Lisboa, sem acesso a médico de família e cuidados de saúde primários.
Contando com o apoio do programa municipal BIP-ZIP ( Bairros  e Zonas de Intervenção Prioritária), os Quiosques da Saúde são pequenos consultórios médicos, abertos três dias por semana, que terão a presença de cardiologistas e médicos de medicina interna, em regime de voluntariado.
Como se trata de uma boa notícia, a comunicação social quase não deu importância a esta meritória iniciativa.

sábado, 15 de novembro de 2014

Porque hoje é sábado ( Metamorfoses)


No último sábado, publiquei fotos de formas estranhas da Natureza ( no caso orquídeas) em estado puro.
Esta semana  publico uma série de fotos da Natureza ( animais) manipuladas pelo fotoshop.
Tenham um excelente fim de semana!


















sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Novas tendências da moda masculina



Depois de ter criado os metrossexuais, homens alinhadinhos, muito perfumados e com bom aspecto, a moda criou uma nova tendência. Agora,  decidiu brincar aos pobrezinhos  e  inventou os lumbersexuais. Estes  definem-se por terem barba farta e desalinhada, usarem camisas de flanela aos quadrados e terem um ar desleixado  que dá a sensação de que  acabaram de vir do meio da floresta. Daí o nome da nova tendência da moda masculina: lumberjack ( lenhador)
Mais uma vez concluo que, ao longo da vida, tenho andado sempre à frente da moda. Em vez de a copiar, é ela que me copia a mim.
Vou regressar ao papillon não tarda nada!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pacto de sangue




Nem de propósito...
Ontem escrevia aqui sobre uma mãe que, por motivos religiosos, recusou  uma transfusão de sangue ao seu filho, mesmo sabendo que isso resultaria na sua morte.
Hoje, no DN, deparo com a notícia de um condutor embriagado ( taxa de alcoolemia de 2,87%!) que pediu a contra análise, mas se recusou a fazer análise ao sangue, invocando objecção de consciência, por motivos religiosos. O Tribunal mandou -o bugiar, obviamente ( seguir link para ler a notícia)
Para além da invocação religiosa para tentar esquivar-se ao cumprimento de deveres jurídicos e de cidadania, há um outro elemento desta notícia que me chamou particularmente a atenção: o homem é useiro e vezeiro em conduzir bêbado. Admito , por isso, que a sua conversão às Testemunhas de Jeová seja apenas  um expediente para tentar fugir à justiça. Como muitos jovens faziam para fugir ao cumprimento do serviço militar, no tempo em que era obrigatório ( e depois do 25 de Abril, claro, porque no tempo do Estado Novo essa treta não pegava).
Resumindo: uma religião que proibe transfusões de sangue, colocando em risco a vida dos seus fiéis, mas não se indigna contra a bebedeira, deve ser uma religião porreira mas, definitivamente, a mim não me convence.  

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

As conversas são como as cerejas

Este post suscitou vários comentários que levantam questões pertinentes.
Mas as conversas são como as cerejas, por isso, hoje resolvi levantar outra questão para reflexão:
- É legítimo uma mãe deixar um filho morrer, porque professa ( a Mãe) uma religião que proibe as transfusões de sangue?
A caixa de comentários é vossa...

Rescaldo do Poppy's Day ( Agradecimentos)


Esta foi a forma que escolhi para agradecer aos leitores e amigos que ontem passaram por aqui ( e cujos nomes menciono abaixo). Imagens das comemorações do Poppy's Day em vários locais do Mundo. Espero que gostem


Sede do Lloyd's Bank


Londres


Vancouver

Montreal

Toronto


Austrália


Washington
Agradeço a participação da mmm's , Mona Lisa, Ematejoca, Majo, Luísa, Janita, Papoila, Madalena, Lis, Catarina e Pedro Coimbra. E também a todos que ontem por cá passaram em silêncio.
Peço desculpa por não fazer os links, mas estou quase a chegar a Lisboa ( já passei Vila Franca de Xira e espero não ter sido visto pela Legionella) e não tenho tempom  agora.  Tentarei fazê-lo mais logo.
Muito obrigado a todos

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Today is Poppy's day






Enquanto por cá se assinala hoje o dia de S. Martinho, nos países da Commonwealth - e alguns países europeus-  comemora-se o Rememberance Day ( mais conhecido como Poppy's Day).
A data começou a celebrar-se em 1918, em homenagem aos militares mortos durante a I Guerra Mundial e é assinalada em alguns países, com um feriado.
Por estes dias as ruas de algumas cidades ( especialmente no Reino Unido e Canadá) cobrem-se de papoilas e em muitos dos países da Commonwealth as pessoas andam com papoilas de papel na lapela. Também nos cemitérios, as pessoas colocam papoilas nos túmulos de combatentes falecidos.
Foi às 11 horas deste 11º dia do 11º mês do ano de 1918 que entrou em vigor o Armistício, sendo habitual observar dois minutos de silêncio em memória dos combatentes mortos. 
Esta ligação das papoilas ao 11 de novembro tem a ver com o facto de, nesse dia, muitos campos se terem coberto de papoilas vermelhas. Não se tratou de milagre. Foi apenas o resultado de, em campos da Flandres,onde se travaram algumas batalhas, o solo revolvido, ter contribuído para o aparecimento dessas papoilas cor de sangue, cujas sementes estavam adormecidas
Este fenómeno inspirou o soldado canadiano John McCrae a escrever um poema que ficou célebre e cuja aprendizagem era obrigatória nas aulas de inglês do meu tempo (pelo menos na minha escola):

"Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields."

Numa altura em que as ameaças de um novo conflito armado surgem um pouco por todo o lado, pareceu-me oportuno evocar esta data, fazendo votos para que os políticos europeus tenham memória e ganhem juízo.
Por cá. a Liga dos Combatentes também assinala o dia com uma cerimónia.
Não peço, a quem passar por aqui, que faça dois minutos de silêncio.Sugiro, apenas que deixe uma mensagem a favor da paz na caixa de comentários.
Amanhã publicarei aqui as mensagens que vocês deixarem.
 Obrigado e desculpem se defraudei as vossas expectativas.
Tenham um grande Dia de S.Martinho!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Aviso aos leitores (Muito importante).



Amanhã, às 11 horas em ponto, vou publicar aqui um post especial.
Não é nada de transcendente. É apenas a evocação de um acontecimento que, nos dias que correm, ganha especial importância.
Como amanhã é Dia de S. Martinho e toda a gente vai andar a comer castanhas, pareceu-me oportuno chamar a atenção para um evento importante que amanhã se assinala.
Gostaria muito que os leitores por aqui passassem entre as 11 e o meio dia e deixassem uma mensagem na caixa de comentários. 
Não é um desafio. É, apenas, um apelo. Ou uma sugestão, se preferirem.
Durante essa hora não poderei estar ligado à Net, mas passarei por aqui depois do meio dia. 
Irei fazer o "refresh" deste aviso várias vezes, pois gostaria de ter a presença do maior número possível de leitores amanhã entre as 11 e as 12 horas. 

António Lobo Antunes



Na sexta-feira, o ipsilon publicou uma entrevista com António Lobo Antunes.
Sou suspeito porque, além de ser grande admirador de ALA,  há muitos anos  reclamo contra a injustiça de nunca lhe ter sido atribuído o Nobel, mas aconselho os leitores ( quer sejam ou não admiradores de ALA) a lê-la.
Infelizmente, não consigo fazer o link, mas deixo-vos aqui alguns excertos  iniciais para espicaçar a vossa curiosidade e irem à procura da entrevista:
Vamos falar deste livro?
- Não me lembro de nada. Já escrevi um a seguir que talvez seja a melhor coisa que fiz.
Em 25 romances tem ideia de quantas personagens já criou?
- Eu não tenho personagens
(...)
Eu não falo dos livros. Falo do que me vem à cabeça, mas não falo dos livros.
(...)
Nos dias mais negros acho que só sirvo para fazer livros e não sei fazer mais nada de jeito. Não me tenho em grande conta. 

Ando a ler o último livro de ALA :"Caminho como uma casa em chamas".  Depois de um período em que me afastei dos seus livros, estou novamente empolgado com a sua escrita, mas depois escrevo sobre isso.

sábado, 8 de novembro de 2014

Porque hoje é sábado

Esta semana deixo flores e um apelo à vossa imaginação. Porque, neste caso, o que parece é, abstenho-me de dar os nomes a estas orquídeas












Tenham um excelente fim de semana!