quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Pacto de sangue




Nem de propósito...
Ontem escrevia aqui sobre uma mãe que, por motivos religiosos, recusou  uma transfusão de sangue ao seu filho, mesmo sabendo que isso resultaria na sua morte.
Hoje, no DN, deparo com a notícia de um condutor embriagado ( taxa de alcoolemia de 2,87%!) que pediu a contra análise, mas se recusou a fazer análise ao sangue, invocando objecção de consciência, por motivos religiosos. O Tribunal mandou -o bugiar, obviamente ( seguir link para ler a notícia)
Para além da invocação religiosa para tentar esquivar-se ao cumprimento de deveres jurídicos e de cidadania, há um outro elemento desta notícia que me chamou particularmente a atenção: o homem é useiro e vezeiro em conduzir bêbado. Admito , por isso, que a sua conversão às Testemunhas de Jeová seja apenas  um expediente para tentar fugir à justiça. Como muitos jovens faziam para fugir ao cumprimento do serviço militar, no tempo em que era obrigatório ( e depois do 25 de Abril, claro, porque no tempo do Estado Novo essa treta não pegava).
Resumindo: uma religião que proibe transfusões de sangue, colocando em risco a vida dos seus fiéis, mas não se indigna contra a bebedeira, deve ser uma religião porreira mas, definitivamente, a mim não me convence.  

3 comentários:

  1. Uma religião por conveniência...só pode! O oportunismo fala mais alto.

    Beijinho e uma flor

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  2. Onde é que eu assino o comentário da Adélia??

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  3. A Adélia e o Pedro disseram o que eu sunto...
    Amigo, bom fim de semana

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