terça-feira, 18 de novembro de 2014

Quando o telefone toca

Domingo almoço num restaurante perto do Guincho. Apesar de ser já tarde, não consigo arranjar mesa afastada de um grupo de 15 a 20 pessoas que confraternizam.
Enquanto aguardo que me tragam a sobremesa, entra um empregado com um bolo. Um telemóvel  toca. Começam a ouvir-se os parabéns. Uma senhora aparentando ir a caminho dos 50 faz um gesto a pedir silêncio. Atende o telemóvel. As pessoas calam-se. As velas continuam a arder e a senhora a falar ao telemóvel. 
Alguém decide apagar as velas. Passam mais alguns minutos. Finalmente a senhora desliga.
"Desculpem lá, mas era o Ricardo, não podia deixar de atender. Vamos começar tudo outra vez?"
Acendem-se novamente as velas. A senhora levanta-se. Ajeita o vestido. Debruça-se sobre o bolo.Apaga as velas. Algumas pessoas batem palmas. Voltam a cantar-se os parabéns ( agora com menos entusiasmo) . Um homem  não participa. Levanta-se e sai para fumar um cigarro.
A senhora começa a cortar o bolo e a distribuí-lo pelos parceiros de mesa.

7 comentários:

  1. Estou na dúvida. O homem que saiu para fumar o cigarro pertencia ao grupo ou apenas estava por perto? :)

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  2. Como eu gosto de comer longe desses acontecimentos!
    O homem que foi fumar, ou estava desesperado para o fazer (não acredito, que não pudesse esperar até as velas serem apagadas) ou a sua presença seria frete.

    Beijinho

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  3. Você é fazedor de bons títulos,gostei do _'quando o telefone toca'' ...
    _com certeza nos momentos mais impróprios.Ou não. rs
    Celebrar aniversário em restaurante é mais impróprio ainda,( virou moda)
    _ninguém merece o 'parabéns pra voce ' e os efusivos abraços ... rs
    mando alguns pra ti que suportou tudo observando discretamente... :))

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  4. Na sequência do meu post de ontem, Carlos.
    O estupor do telelé antes de tudo o resto.
    Até mete nojo!

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  5. Marido ou companheiro ciumento???

    Beijinhos.

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  6. Boa pergunta, Elisa. Eu não tinha levado para esse lado, pensei que o tipo tinha saído chateado com a cena do telemóvel. E só...Mas és bem capaz de ter razão
    Beijinhos

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