terça-feira, 11 de novembro de 2014

Today is Poppy's day






Enquanto por cá se assinala hoje o dia de S. Martinho, nos países da Commonwealth - e alguns países europeus-  comemora-se o Rememberance Day ( mais conhecido como Poppy's Day).
A data começou a celebrar-se em 1918, em homenagem aos militares mortos durante a I Guerra Mundial e é assinalada em alguns países, com um feriado.
Por estes dias as ruas de algumas cidades ( especialmente no Reino Unido e Canadá) cobrem-se de papoilas e em muitos dos países da Commonwealth as pessoas andam com papoilas de papel na lapela. Também nos cemitérios, as pessoas colocam papoilas nos túmulos de combatentes falecidos.
Foi às 11 horas deste 11º dia do 11º mês do ano de 1918 que entrou em vigor o Armistício, sendo habitual observar dois minutos de silêncio em memória dos combatentes mortos. 
Esta ligação das papoilas ao 11 de novembro tem a ver com o facto de, nesse dia, muitos campos se terem coberto de papoilas vermelhas. Não se tratou de milagre. Foi apenas o resultado de, em campos da Flandres,onde se travaram algumas batalhas, o solo revolvido, ter contribuído para o aparecimento dessas papoilas cor de sangue, cujas sementes estavam adormecidas
Este fenómeno inspirou o soldado canadiano John McCrae a escrever um poema que ficou célebre e cuja aprendizagem era obrigatória nas aulas de inglês do meu tempo (pelo menos na minha escola):

"Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields."

Numa altura em que as ameaças de um novo conflito armado surgem um pouco por todo o lado, pareceu-me oportuno evocar esta data, fazendo votos para que os políticos europeus tenham memória e ganhem juízo.
Por cá. a Liga dos Combatentes também assinala o dia com uma cerimónia.
Não peço, a quem passar por aqui, que faça dois minutos de silêncio.Sugiro, apenas que deixe uma mensagem a favor da paz na caixa de comentários.
Amanhã publicarei aqui as mensagens que vocês deixarem.
 Obrigado e desculpem se defraudei as vossas expectativas.
Tenham um grande Dia de S.Martinho!

23 comentários:

  1. Que as memórias não sejam curtas... Oportuna lembrança!

    ResponderEliminar
  2. Para eliminar a violência, a guerra é necessário haver paz nos corações!
    Uma iniciativa de louvar!

    Beijinhos.

    ResponderEliminar
  3. ~ ~ Lamento muito que Portugal que teve o seu contingente massacrado nos campos da Flandres, não comemore condignamente este dia.

    ~ ~ O Estado Novo escondia este acontecimento como de uma derrota vergonhosa se tratasse! Colocaram o túmulo ao soldado desconhecido tão isolado que a maioria da portugueses nem sabe que existe!

    ~ ~ Portugal do pós 25 de Abril, também não tem dado o devido destaque à memória dos nossos heróis de La Lys, o que me deixa consternada.

    ~ ~ ~ Agradeço a homenagem que me sensibiliza. ~ ~ ~


    ~ ~ Quanto a S. Martinho, as coisas por cá estão tão más, tão más, que até as castanhas estão bichosas!!

    ~ ~ ~ ~ Desejo-lhe um bom convívio. ~ ~ ~ ~

    ResponderEliminar
  4. Não cheguei na hora marcada mas, para um voto de paz, qualquer hora serve, não será assim?

    ResponderEliminar
  5. Como para escrever não necessito falar, posso dizer que há vários minutos que estou em silêncio.
    Sei que há opiniões que para si não contam, mas como estou aqui porque quero e porque acho este texto digno de ser lido e apreciado, faço saber que não sinto, em nada, defraudadas as minhas expectativas.
    Acho que a Martinha iria gostar muito de conhecer a razão porque as papoilas estão ligadas a esse dia e ao poema.
    Pena, que não tivesse sido este o tema da composição.
    Teria sido muito bela, a redação dela!

    Janita

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. As opiniões contam sempre para mim. Posso é ter boa ou má opinião sobre elas.
      Obrigado

      Eliminar
  6. "Não há caminho para a Paz, a Paz é o caminho".
    Esperemos que se aprenda com o passado...
    xx

    ResponderEliminar
  7. Vou levar para a minha página, obrigado! Que cresçam papoilas nos jardins ou nos campos de cultivo, mas nunca mais nos campos de batalha!

    ResponderEliminar
  8. Bonita lembrança ,Carlos
    _ e o poema em uma das traduções convoca num de seus versos :
    ..." Se trairdes a fé, dos que morremos,
    Jamais dormiremos, ainda que cresçam papoilas
    Nos campos da Flandres."
    É necessário pois que os minutos se transformem em horas de reflexão sobre as consequências do desamor que provoca guerras.
    Que os campos floresçam homenageando a vida.
    Obrigada ,gostei muito .São lembranças que precisam ser 'lembradas'
    abraço

    ResponderEliminar
  9. Se a Luisa não se tivesse referido a este post, tê-lo-ia perdido!
    Tenho uma papoila ao peito desde o início de novembro, fiz hoje 2 minutos de silêncio, ouvi o “Last Post” e ouvi o poema “Just a Common Soldier” do escritor canadiano Lawrence Vaincourt. A nossa bandeira esteve a meia-haste.
    Gostei de ler este post, Carlos.

    ResponderEliminar
  10. A Catarina (Contempladora Ocidental) já tinha alertado para a efeméride.

    Uma frase?
    Lennon, obviamente - "Give peace a chance"!

    ResponderEliminar
  11. Sempre atrasado, mas fica um pensamento: só depois de se ter vivido a guerra, podemos realmente valorizar o que significa a Paz.

    ResponderEliminar