domingo, 20 de dezembro de 2015

Boas Festas


Eu podia colocar aqui um daqueles cartões de Boas Festas muito tecnológicos, cheios de efeitos especiais, para vos desejar Festas Felizes,mas este ano o que me apetece mesmo, é um cartão dos velhos tempos em que as pessoas se preocupavam em enviar as Boas Festas por correio e em personalizar as suas mensagens.
Assim, é com este recurso às velhas tecnologias que vos desejo um  Feliz Natal e que 2016 vos traga a concretização de todos os vossos desejos.
Aproveito também para agradecer a todos os que me apoiaram nos momentos difíceis que vivi este ano, a quem  espero visitar "pessoalmente" até final do ano, com uma mensagem de Natal personalizada.
Beijinhos e abraços.
Até breve


domingo, 29 de novembro de 2015

Never say goodbye

Caros leitores e amigos:
Creio ter chegado a altura de vos comunicar que o  Crónicas on the roks irá suspender a sua actividade por tempo indeterminado.
A falta de inspiração, aliada à indisponibilidade para retribuir as visitas, levaram-me a tomar esta decisão.
Agradeço a todos a amizade e simpatia  que me dedicaram e aproveito para comunicar aos interessados, que poderão continuar a ler os meus desabafos e indignações no Crónicas do Rochedo.
Até sempre e muito obrigado!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Nada de prestações

"A morte é o tributo que temos de pagar  pela oportunidade que nos foi dada de vivermos. Aceito as regras, mas não quero pagar esse tributo em prestações."
Não me recordo quem teve este pensamento, que cito de cor, mas desde sempre concordei com ele.
Chegou a hora de reafirmar que, nunca tendo recorrido a créditos bancários, nem comprado nada a prestações, me sinto com o direito de reclamar que o último tributo que me for reclamado, seja pago numa prestação única.
Obrigado.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Que desperdício!

Sempre pensei que o período de convalescença, pós operatório, me iria permitir diminuir substancialmente a resma de livros que se amontoam em cima da secretária do meu escritório.Parece que me enganei. Uma semana depois de ter regressado a casa e quase três após a intervenção cirúrgica, ainda não consegui pegar num livro. Ou melhor... até consegui pegar em vários, mas não consigo concentrar-me na leitura. Resultado. Com os livros que me têm sido oferecidos, a resma aumentou em vez de diminuir...
Dos jornais só leio praticamente as gordas (com os perigos que isso envolve), por isso o tempo tem sido passado a ver televisão, especialmente séries como o Alô, Alô e notícias.
Parece-me que também não devo andar a perceber bem as notícias, mas isso são contas de um outro rosário.
Bem, tudo isto para justificar e minha ausência daqui durante toda a semana e voltar a expressar a minha vontade de regressar aos vossos blogs. Talvez na próxima semana...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Oh happy day!


Saí do hospital na sexta-feira, uma semana antes do que os médicos previam. Já reaprendi a andar, a respirar e a desenvolver gestos básicos que  desaprendi durante o processo.
Como já vos disse, a recuperação é feita de avanços e recuos. mas estes  primeiros dias em casa têm sido surpreendentes e muito animadores no que concerne à recuperação. A juntar ao prazer do regresso a casa, este sol maravilhoso já me permitiu dar uns passos no jardim e sentir na plenitude o prazer da vida. Algo que, confesso, considerava inimaginável há apenas uma semana.
O próximo objectivo é deixar a casa de Lisboa e conseguir escrever um post na varanda do meu Rochedo, com o mar do Guincho em fundo, enquanto debico uns rissóis de marisco (feitos pela fiel Silvina, que já me prometeu vir de propósito do Porto para os fazer em minha casa) e faço uma saúde a todos vós com um belo vinho do Douro. 
Eu sei que ainda vai demorar (o Inverno aproxima-se e é longo e depressivo) mas o caminho faz-se caminhando e é preciso traçar metas ambiciosas. 
Espero, finalmente, não vos voltar a maçar com posts sobre o meu estado de saúde. Tão rapidamente quanto me seja possível, espero voltar a escrever os posts que motivaram tantos leitores a tornarem-se assíduos do On the Rocks, privilegiando-me com o prazer da vossa amizade.
Em tempo: Assim que me seja possível, começarei também a visitar os vossos blogs, de que também já sinto saudades

terça-feira, 3 de novembro de 2015

All that jazz

Uma semana após a intervenção cirúrgica, sinto-me obrigado a dar notícias sobre o meu estado.
Em primeiro lugar,como já devem ter percebido, estou vivo o que significa que venci a primeira batalha.
O processo de recuperação faz-se de avanços e recuos.No mesmo dia facilmente se pode passar da depressão a euforia e viceversa. Hoje( como também já devem ter percebido) tenho estado num dia bom,porque me tiraram todos os drenos e tudo indica que o período de internamento seja bastante inferior as três semanas inicialmente previstas.
Finalmente, para vos explicar o título do post, digo-vos que as noites tem sido um martírio, porque naoconsigo pregar  olho.Como nunca tomei nada para dormir, começaram por me dar coisa levezinhas, maso efeito foi nulo. Acabei por ceder com um Lorenin, mas as alucinações durante o sono foram tantas que me recusei a repetir a dose e esta noite automediquei-me.Recusei nova experiência terapêutica e, depois de todas s luzes apagadas e a televisão desligada, pus os auscultadores e sintonizei a radio na SmoothFM.
Mas porque nao me lembrei disto antes? Dormi tranquilamente durante seis horas , o que nao acontecia ha semanas.
E e tudo, meus caros, porque isto ainda nao da para grandes escritas, mas creio ter dado as informações que vos interessavam.
Resra-me agradecer-vos todas as manifestações de amizade. que me tem transmitido aqui, põe email, ou SMS.
Confesso que e  o primeiro dia nos últimos três meses que sinto prazer em vir aqui. Saudades de vocês nunca deixei de sentir e em breve espero poder voltar a um convívio mais frequente com todos vos, seja aqui ou nos vossos blogs.
Obrigado por tudo o que me tem dado nestes meses de angustia que tenho vivido.Bem hajam!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Foi por vontade de Deus?

Se a minha mãe não tivesse feito birra e partido deste mundo poucas semanas antes de fazer 100 anos, hoje a família estaria reunida a cantar-lhe os parabéns. E eu não estaria hoje na sala de operações a ser retalhado pelo Dr. Eduardo Barroso.

sábado, 24 de outubro de 2015

É a vida!

Há um ano estava a celebrar em Paris e  lembro-me de ter pensado que em 2015 o meu aniversário seria assinalado em conjunto com o centenário da minha mãe.
Desde muito novo que aprendi que não se devem fazer  planos mas, no dia 24 de Outubro de 2014, eu estava    muito longe de imaginar  que um ano depois estaria na cama à espera de ser retalhado.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Prova de vida

Venho aqui hoje  para agradecer a todos os leitores e amigos que  me enviaram mensagens de conforto, amizade e carinho que muito me sensibilizaram e muito agradeço.
Apenas queria acrescentar que não tenho razões para me lamentar em relação ao futuro. Quem teve uma vida privilegiada como eu, só tem de estar feliz  por isso. Quantos podem dizer que a vida lhes deu mais do que esperavam ter e, eventualmente, mereceriam? 
Chegar a esta idade com a consciência de que tive uma vida cheia e feliz é a melhor dádiva que poderia receber. Tudo o que vier a mais, será  bem vindo. Se nada mais vier...não tenho razão pata lamentar.
Obrigado a todos. 
Quando tudo estiver mais sereno, voltarei aqui. Até lá, fiquem bem e obrigado por tudo o que me deram.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Uma bela história

Michel Fugain terá tido apenas um grande sucesso, mas estava sempre presente nos inocentes  bailaricos estivais.
E hoje apetece-me mesmo ouvi-la, para reviver a minha vida que também foi um belo romance. 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

La Mamma

Hoje  a canção é dedicada especialmente à minha Mãe, que já não me dará a alegria de fazer 100 anos. Quando a notícia de que a sua morte está para breve, foi conhecida, começaram a chegar pessoas de todo o lado. E eu lembrei-me desta belíssima canção que  dancei centenas de vezes.

domingo, 2 de agosto de 2015

Je suis malade


Para este domingo escolhi esta canção de Jacques Brel. Co os votos de uma excelente semana e muita saúde.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Das utopias

AVISO:  Este post  é longo, mas não é sobre política, embora dela seja obrigado a falar brevemente



Há dias tive  uma salutar troca de opiniões na caixa de comentários, com a minha querida amiga Teresa. Desde logo pensei escrever um post e ela incentivou-me, o que desde já lhe agradeço.  O tema em discussão gira em volta de utopias e liberdade . Um tema recorrente no meio académico do meu tempo, que certamente muitos leitores debateram em animadas tertúlias estudantis em que se (des)inquietavam as mentes de jovens mais ou menos preocupados com a vida na “polis”, como era o meu caso. 
Lembro-me de passar tardes e noites no Pio XII (  lar onde predominavam filhos maus de famílias boas)  a perorar sobre  esta questão, enquanto discutíamos os acontecimentos de maio de 68 em Paris e  ouvíamos os Doors, ou o primeiro disco dos Pink Floyd, trazido clandestinamente de Londres pelo meu saudoso amigo João Filipe Barbosa, jornalista e melómano,  que   prenunciava o sucesso da banda, muitos anos antes de vir a  ser consagrada  com álbuns como The Dark Side of the Moon ou Wish You Were Here.
Nesse tempo em que as utopias emergiam do pavée das ruas de Paris,  ou dos livros conseguidos clandestinamente em alfarrabistas, quase todos acreditávamos que a liberdade era algo atingível através da luta política, mas alguns havia defendendo que a liberdade era uma busca interior permanente, sendo os sistemas políticos apenas  instrumentos que nos permitiam ( ou não) aceder a ela. 
Sobre estes temas nunca houve, ou haverá, conclusões nem consensos. Não só porque a liberdade é  um conceito subjectivo  e conflituoso na sua essência, mas também  porque é utópico.
E foi aqui que começou a minha conversa com a Teresa. Neste post eu  confessei a minha utopia,  ao escrever “Espero, por isso, que a comunidade científica anuncie, com a brevidade possível, a descoberta de um planeta habitável, cujos habitantes  em nada se pareçam com os terráqueos.  Um planeta onde reine a paz e a concórdia, o dinheiro não seja adorado como divindade e a Natureza seja respeitada como o bem supremo que todos estão empenhados em preservar”.   


Eu sei que é uma utopia, mas a utopia está umbilicalmente ligada ao “direito a sonhar”  e  não abdico desse direito, que considero  uma forma  de resistência  numa sociedade avassaladoramente animalesca, onde os valores  foram  espezinhados e os direitos  humanos pervertidos ou aniquilados por imposição do todo poderoso mundo financeiro e empresarial. 
Ainda há dias, Ferreira Fernandes escrevia uma belíssima crónica sobre três cientistas que estavam a fazer estudos sobre o oceano polar e acabaram por ser vítimas  de acidentes estranhos poucas semanas depois. Um caiu das escadas, outro foi atingido por um raio e a terceira foi atropelada. Um outro cientista, que acusou o lobby das empresas petrolíferas de terem provocado as mortes dos seus colegas, foi vítima de uma tentativa de homicídio quando o seu carro foi empurrado por um camião.  Deixemos de lado a teoria da conspiração, aceitemos que se tratou de trágicas coincidências e passemos à razão que me levou a invocar a crónica de FF.
Estes três cientistas investigavam os efeitos da acção das petrolíferas sobre o oceano polar, com o intuito de provarem que esses efeitos estavam a provocar a destruição do planeta. 
Alguns leitores dirão que a luta pela defesa do ambiente é uma utopia, pois os interesses económicos  sempre se sobrepõem aos interesses ambientais. Admito que estejam certos, mas isso não invalida que os cientistas tenham usado a sua liberdade ( de investigar) na tentativa de contribuírem para um mundo melhor. Terão pago com a vida a sua audácia. Ou sido vítimas de um conjunto de trágicas coincidências…
Chegamos então ao ponto fulcral da discussão. Escrevia a Teresa na caixa de comentários do referido post que é uma pessoa livre de utopias e que a liberdade não tem preço.
Minha querida amiga:
A crónica de FF insinua que a liberdade tem um preço. Eu diria que a liberdade absoluta é uma utopia. Daí que, ao contrário do que pensa, não se tenha libertado dela  ( o que eu francamente saúdo) . A única liberdade que existe é a nossa paz interior. Quando enfrentamos o mundo, a liberdade deixa de existir e nem a ideologia no-la devolve em estado puro, por mais que acreditemos na ideologia que professamos. Estamos condicionados em todos os actos da nossa vida ( por mais simples que eles sejam) pelo sistema político, pela publicidade,pela família, pelo círculo social em que nos movemos, pelos padrões de consumo, pelas nossas crenças e, desde o momento em que nascemos, pela educação que os nossos pais nos deram. Apenas seríamos livres se pudessemos eliminar as referências que nos enformaram.
Em ditaduras, ou em democracias, ter ou defender uma ideologia, não é apenas uma forma de liberdade, é opção (de vida). Como quando escolhemos gelado de chocolate e preterimos o de baunilha. Mas lá por gostarmos mais de chocolate, isso não nos dá o direito de dizer que os gelados de baunilha não prestam, ou deviam ser banidos. O importante é conseguirmos explicar a razão de preferirmos o chocolate, não é verdade, Teresa?
Agradeço-lhe ter contribuído para me libertar desta preguiça que me invade desde que regressei de férias, antes que ela se convertesse em entropia. Será obviamente um prazer continuar o debate na caixa de comentários. Consigo e com todos os leitores que nele queiram participar.
Em tempo: se há 10 anos eu escrevesse aqui que em breve seria possível ir à Lua e vir no mesmo dia, muitos diriam que isso era uma utopia. No entanto, uma das notícias que ontem correu mundo, foi a  da criação de um foguete que permite ir da Terra à Lua em apenas  4 (quatro) horas. Quem diria...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Un homme et une femme



Em 1965, Mireille Mathieu era a cantora favorita dos franceses e os críticos apontavam-na como a sucessora de Edith Piaf, mas só depois de uma aparição no Festival da Eurovisão se tornou mais conhecida na Europa
Porém,apesar de ter somado sucessos ao longo da sua carreira, não foi na Europa ocidental que teve mais popularidade, mas sim nos Estados Unidos e, paradoxalmente, também na União Soviética e países de Leste, com várias canções cantadas em russo e em grego.
Nos anos 70, tive oportunidade de testemunhar o prestígio que Mireille Mathieu tinha na Roménia e Bulgária, onde muitos pensavam que ela era azeri.
A canção que escolhi é a banda sonora de um filme que foi Palma de Ouro em Cannes: Un homme et une femme.
Interpretado por Anouk Aimée e Jean Louis Trintignant, o filme foi um grande sucesso e a canção esteve nos tops durante várias semanas.
Ao contrário do que é habitual, hoje deixo-vos duas canções, que mostram duas facetas desta versátil francesa.

E já agora, para quem não viu o filme, sugiro uma ida até ao You Tube...

terça-feira, 28 de julho de 2015

Direito à preguiça


Devo confessar que ando com bastante preguiça e ainda sem grande disposição para escrever sobre a Rússia. Por isso, limito-me a deixar mais algumas fotos desta vez de S. Petersburgo, visto dos canais.


S Petersburgo- CBO



S Petersburgo

S Petersburgo - CBO

S. Petersburgo- CBO

S Petersburgo CBO



segunda-feira, 27 de julho de 2015

Twins




Não, não vou escrever sobre a discoteca que em tempos fez furor no Porto e levava pessoas a deslocarem-se de Lisboa , ou voarem desde Barcelona ou Madrid, com o único propósito de aí passarem uma noite de fim de semana.
O meu intuito é escrever sobre outro Twin que  nos últimos dias entrou nas nossas vidas, despertando suspiros em muitos corações. Refiro-me ao 452b, um novo planeta descoberto por esse telescópio  espacial  que dá pelo nome de Kepler. 
Desde que iniciou a sua missão, em 2009, este telescópio sonda já anunciou, por diversas vezes, a descoberta de um planeta possivelmente  habitável, o que tem provocado ondas de histeria na comunidade científica  e não só.
Até eu,  que apesar de adorar geografia  não tenho por hábito andar na lua, mas por vezes gosto de sonhar acordado,   me entusiasmo com estas descobertas de novos planetas e ponho-me logo a pensar nas esbeltas alienígenas que poderão habitar esses planetas.
No entanto,  desta vez não senti aquele formigueiro do empolgamento, tão típico daqueles que sonham encontrar um dia  parceiros no espaço e pedir-lhes boleia numa nave espacial.  
A minha reacção pouco entusiástica não se deve apenas ao facto de  ter sido invadido pela descrença nos últimos meses, ou por estar cansado de ler sobre falsas promessas. A razão da minha descrença é bem mais prosaica: segundo li na imprensa internacional, o Kepler 452 b pode ser um planeta gémeo da Terra.  Ora, se assim for, não tem interesse nenhum, porque os seus habitantes não deverão ser muito diferentes destes monstros terráqueos que querem aniquilar o planeta onde vivemos e, como diz o outro, para melhor está bem, está bem, para pior já basta assim. 
Espero, por isso, que a comunidade científica anuncie, com a brevidade possível, a descoberta de um planeta habitável, cujos habitantes  em nada se pareçam com os terráqueos.  Um planeta onde reine a paz e a concórdia, o dinheiro não seja adorado como divindade e a Natureza seja respeitada como o bem supremo que todos estão empenhados em preservar.   


domingo, 26 de julho de 2015

Et quand il arrivait, la foule s'écriait...





" Je vais vous raconter
Avant de vous quitter..."

Quem não se lembra desta egípcia poliglota, primeira vencedora de um Disco de Diamante, que fez furor nas décadas de 60 e 70 como modelo e cantora? 
Foram muitos os seus sucessos, mas pareceu-me apropriado escolher esta canção "avant de vous quitter".
Mesmo longe, vou andar por aqui...

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Ainda não acabou, mas...

Tinha escolhido esta canção para ser a última deste Verão musical em versão francesa. No entanto, acedi a mais um pedido de uma leitora que tem muitas boas razões para se sentir feliz quando ouve esta canção e antecipei-a para hoje.
Já arranjei outra para terminar a época, igualmente bastante apropriada. 
Faço votos para que dances mais sete vezes esta canção, querida Elisa.

terça-feira, 21 de julho de 2015

Só um cheirinho

Como o sinal aqui é muito fraco, deixo apenas um cheirinho de Moscovo. Mais tarde contarei as minhas impressões sobre o que vi nas cidades russas que visitei.


 Praça Vermelha



 Moscovo by night

Estação de Metropolitano

domingo, 19 de julho de 2015

Discos pedidos...


Esta canção estava na lista mais lá para o fim do Verão mas quando regressei de férias comecei a ler os vossos comentários e resolvi satisfazer o pedido de uma leitora. Além disso, como fiquei ontem a saber que irei em trabalho até à Grécia, dentro de uma semana, faz todo o sentido antecipar a sua publicação, acompanhada com estas memórias.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mulheres!

Na mesa em frente à nossa estavam sentados dois casais com três rebentos. Ele teria uns 10 anos, elas entre os 6 e os 8. Os três davam sinais visíveis de impaciência, fartos de estar sentados à mesa. A determinada altura as meninas abandonaram os seus lugares e partiram à descoberta da sala e dos comensais que amesendavam em amena cavaqueira, própria de uma noite de sexta feira. 
Os pais, entretidos na conversa, nem se aperceberam que as meninas estavam a ser impertinentes, incomodando as pessoas quando se abeiravam das mesas.  Mexiam nos talheres, pegavam no pão e quando algum adulto lhes dirigia a palavra respondiam deitando a língua de fora e partiam para outra mesa. 
Quando as meninas se aproximaram da nossa mesa, demovi-as de imediato da ideia de mexerem nos talheres ou no pão, com um olhar severo que as acicatou e motivou a novas experiências. No momento em que começaram a puxar pela toalha, o  rapaz que até aí tinha ficado sentado a observar-lhes os movimentos levantou-se e veio aconselhá-las a retirarem-se. A reacção delas foi sentarem-se na cadeira que estava vaga na nossa mesa. O rapaz puxou uma por um braço e avisou as duas que se deviam retirar imediatamente e regressar aos seus lugares. Elas fitaram-me em tom de desafio, deitaram-me a língua de fora, eu retribuí e avisei-as de que se não se levantassem, eu próprio as iria levar à mesa dos pais por uma orelha.
O rapaz dirigiu-me então a palavra:
- Desculpe-as lá... são mulheres! 
Parafraseando a Ematejoca, o miúdo é ein echt kluger Mann! 
Ou, se preferirem... um cavalheiro!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Esta fazia bater forte os corações apaixonados




Quem não se lembra de Joe Dassin?
E quem, além da Ematejoca, ( estou a brincar...)nunca dançou "L'été indien" e sussurrou ( ou ouviu sussurrar) ao ouvido " Et si tu n'éxistais pas"?
Uma canção simplesmente fabulosa.

domingo, 12 de julho de 2015

Deixa lá. miúda...

Salvatore Adamo foi, com Françoise Hardy,  um dos mais prolixos cantores franceses dos anos 60. Não havia baile de quermesse onde os seus sucessos não fossem repetidamente tocados até à exaustão. Ele há-de passar por aqui com o seu grande sucesso (La Nuit) mas hoje fica esta que também foi um grande sucesso.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Uns amores de "jaquinzinhos"



Ele estava apaixonado por ela mas, cada vez que iam a um restaurante, sentia-se constrangido. Ela era vegetariana e ele um bom garfo, apreciador das coisas boas que a Mãe Natureza – alegava ele- tinha posto a circular no Universo, para gáudio dos estômagos humanos.
No início da relação ele procurara disfarçar o prazer da mesa, pedindo coisas simples e leves que sempre o deixavam com uma sensação de fome que aplacava na cama em voluptuosas noites de amor.A relação foi evoluindo, tornou-se mais aberta, até que um dia, quando celebravam um ano de namoro, apeteceu-lhe pedir uns belos rojões à minhota que o namoravam na lista cheia de iguarias tentadoras que lhe atiçavam o palato.
Prescindiu dos rojões, do arroz de pato anunciado como especialidade da casa, do polvo à lagareiro e de outros manjares igualmente apetecíveis, mas não resistiu ao apelo de uns jaquinzinhos acompanhados de um arroz de grelos malandrinho.
Estávamos em Maio, mês em que os jaquinzinhos são mais exuberantes na sua pequenez mas, antes de fazer o pedido, pediu ao empregado o "certificado" que justificasse o apelido dos peixinhos. 
Quando lhe trouxeram uma travessa com alguns exemplares fazendo jus ao nome, pressentiu o olhar reprovador da companheira, mas sentiu-se no direito de celebrar a data com algo que o satisfizesse mais do que uma pasta ou uns cogumelos gigantes recheados com beringelas.
Quando a travessa regressou à mesa, transportando uns jaquinzinhos morenaços e a saltitantes, começou a salivar. Ela olhou-o com desdém e disse:
-Pobres bichinhos! Como é possível gostares disso? Esses animais nem tiveram direito a viver…
Ele pegou-lhe na mão e respondeu:
- Minha querida! Sempre é melhor que eles acabem no meu estômago, do que intoxicados por um derrame de petróleo provocado pela BP, não achas?
Ela não achou graça. Ele olhou para a travessa e viu um jaquinzinho piscar-lhe o olho em sinal de aprovação.
Nessa noite, quando fizeram amor, ele não ouviu o estralejar de foguetes. Nem no dia seguinte. Nem no outro. 
Seis meses depois, no mesmo restaurante, celebrava a data com outra namorada. Ele comeu rojões à minhota e ela afiambrou-se com um pernil. Acompanharam com uma garrafa de Quinta de La Rosa. Depois fizeram amor de empreitada mas, passados alguns minutos, cada um dormia para seu lado.
No dia seguinte, ele telefonou à antiga namorada.
-“ Posso convidar-te para jantar? Prometo que só como um “spaguetti al vongole”
Ela aceitou. Já os primeiros raios de sol dardejavam a janela do quarto quando adormeceram. Lá fora estralejavam foguetes.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Esta é de ir às lágrimas...





Esta era das tais  que eu aguardava com ansiedade nos bailes de garagem e estava sempre destinada para a menina que eu andava a catraspicar. 
Não me lembro de mais nenhuma canção do Michel Plnareff, mas esta provocava-me cá um sufoco...
E reparem como o videoclip era arrojado para a época!

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Psicologia de Metro

Sento-me e coloco entre as pernas a pequena mala de fim de semana. A mulher sentada à minha frente olha-me de alto a baixo. Pressinto, pelo enrugar do rosto e um ligeiro menear de cabeça, um sinal de reprovação. Olho discretamente para baixo, a ver se tenho a braguilha aberta. Acontece aos melhores, mas comigo está tudo bem. Pego na revista e começo a ler.
Na paragem seguinte entra um jovem. É preto. Caminha ao ritmo da música que ouve no MP3 e generosamente partilha com os restantes passageiros do metro. Senta-se ao lado dela. 
A mulher olha-o uma…duas…três vezes. Cada vez que o olha, os seus lábios em forma de quarto minguante, cujas extremidades apontam em direcção ao baixo ventre encolhem-se, reduzindo o diâmetro  da boca. 
Ela não sabe que a observo, porque finjo ler, protegido pelos óculos escuros. De qualquer modo, nunca saberia o que estou a pensar, enquanto o metro perfura os túneis por onde me conduz ao destino desejado. 
Da primeira vez o olhar dela fixou-se na postura do jovem, sentado sobre uma das pernas, cabeça em constante movimento, para cima e para baixo, ao ritmo da música. Ela não deve ter gostado. 
Da segunda, fixou-se nos auscultadores de plástico azul e branco. Talvez tenha pensado “ foram comprados na Feira do Relógio. Se fossem giros e de boa qualidade eram gamados”. 
Da terceira e última vez olhou-o de alto a baixo, levou as mãos aos ouvidos, pressionou-os durante dois segundos com os indicadores, deixou escapar um esgar de desconforto e, ostensivamente, virou-lhe as costas, meneando a cabeça em sinal de reprovação. 
A sua nova posição permite-me observar-lhe melhor o perfil. Lança-me um olhar rápido pelo canto do olho. Talvez esteja a desafiar-me a adivinhar a sua idade. Aceito o desafio.
A base disfarça-lhe o vincado das rugas, mas não os pés de galinha. As sobrancelhas são finas, retocadas a lápis. Tem um ar pesado de quem já viveu muito e a expressão austera de quem está habituada a impor-se. 
Não é advogada, nem juíza. Nada a liga às leis, estou seguro. Aposto que é professora.
Detenho-me no vestuário. Casacão cinzento a  três quartos, assertoado, sobre uma camiseta branca com discretos bordados  que abre discretamente junto ao pescoço, de onde emerge uma écharpe estampada em branco, preto e cinza, animada por pequenos desenhos geométricos debruados a vermelho. A saia é preta e, quando se levantar, vai seguramente tapar-lhe por completo os joelhos. Um gorro de lã fina cobre-lhe os cabelos pintados num tom acobreado. Não usa aliança. Nem anéis.
Remato. De inglês! Penso um pouco melhor. De alemão?

domingo, 5 de julho de 2015

Já me esquecia deste cromo...


Lembram-se de Christophe? E daquela canção chamada Aline, cujo nome desaparecia na areia levado pelas ondas? Pois... mas não foi essa que escolhi para relembrar este cromo. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Mentira Piedosa


Almoço em passo de corrida, entre uma conversa com imigrantes de Leste e uma visita a uma comunidade cigana. Quando a adrenalina está no auge, porque as reportagens me empolgam e o prazo para entregar os trabalhos se aproxima do limite, o período que diariamente consagro ao almoço - sem hora certa mas com um generoso intervalo para saborear calmamente a comida, fumar a cigarrilha e, quando possível, cochilar * dez minutos – reduz-se drasticamente. Mal saboreio a comida e qualquer coisa me serve para enganar o estômago. (De tantas vezes se sentir enganado, por vezes revolta-se, mas isso é outra história).
Este mês, raras vezes tive o prazer de um almoço prolongado e, no dia a que se reporta esta CENA, o tempo foi de tal maneira exíguo que decidi aportar a um desses locais de comida a peso, onde normalmente se paga na razão inversa da qualidade. Sentei-me na companhia de um linguado deficientemente grelhado e uns legumes cozidos a vapor, sentindo a falta de um copo de vinho que abrilhantasse o elenco, prazer a que apenas me entrego, à hora do almoço, quando o palco é a minha casa.
Na mesa ao meu lado, sentou-se um distinto cavalheiro, na casa dos setenta. Reparei que olhava com enlevo para o seu prato, onde acamavam quatro suculentas fatias de picanha, bocados de banana frita, uma salsicha grelhada e uma generosa dose de batatas fritas, num apetecível bacanal gastronómico. Pressenti, no seu olhar guloso, a iminência do pecado. Suspeitei que aquela refeição não respeitasse os cânones dos seus hábitos alimentares. Olhando-o discretamente entrevi, por detrás das lentes grossas, o relato de uma fuga à prescrição médica, aconselhando evitar fritos e carnes vermelhas.
Terminado o linguado, pedi café. O telemóvel do cavalheiro tocou. Atendeu lesto.
- Só vim aqui comer qualquer coisa, vou já para aí. Não te preocupes, sabes que o médico está sempre atrasado.
Do lado de lá alguém lhe deve ter perguntado o que estava a comer.Sem hesitar, respondeu.
- Um linguadinho grelhado com legumes cozidos.
- …?
- Não, batatas não, sabes que não devo comer . Olha, vou desligar que estou com pressa.
Desligou. Olhou-me de soslaio. Fez sinal à empregada que dá apoio às mesas e pediu:
- Traga-me meia garrafinha de vinho, faz favor.
Atirou-se à picanha e às batatas fritas. Com prazer e sem remorsos. Bem haja!
* O computador informa-me que cochilar não existe. É um ignorante, coitado. Nem imagina como é bom passar pelas brasas a seguir ao almoço.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Quando a noite cai é que são elas...

Esta é, provavelmente, uma das canções menos conhecidas de Johny Halliday ( com Sylvie Vartan formou um casal muito mediático nos anos 60), mas é uma das minhas favoritas.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Fui!

Foto da Internet

Parti para férias. Como não gosto de praia em Julho e Agosto, escolhi um destino fora da União Europeia, com muita água e ... "quente". Sempre gostei de correr alguns riscos...
Voltarei dentro de pouco mais de duas semanas, mas até lá deixo agendadas as canções francesas e uma ou outra crónica resgatada ao baú do Rochedo, que a maioria dos leitores que por aqui passam nunca terá lido.
Peço desculpa, mas este ano não me foi possível fazer a habitual visita de despedida, porque os últimos dias foram demasiado atarefados e ficaram marcados pelo falecimento de dois bons amigos e de um familiar.
Fiquem bem. Vou ter saudades vossas.
A quem for de férias, durante este período, votos de um excelente descanso. Até breve.

domingo, 28 de junho de 2015

Pendant les vacances


É pirosita esta canção, não é? Pois é, mas as férias são uma coisa muito boa e amanhã vão perceber porque a escolhi para hoje...

sábado, 27 de junho de 2015

Revelação de um tornozelo



Tive uma revelação não do alto
Mas de baixo, quando a vossa saia por um momento levantou
Traíu tal promessa que não tenho
Palavras para bem descrever a vista.

E mesmo se o meu verso tal coisa pudesse tentar,
Difícil seria, se a minha tarefa fosse contemplada,
Para encontrar uma palavra que não fosse mudada
Pela mão fria da Moralidade.

Olhar é o bastante: o mero olhar jamais destruiu qualquer mente,
Mas oh, doce senhora, além do que foi visto
Que coisas podem ser adivinhadas ou sugerir desrespeito!

Sagrada não é a beleza de uma rainha.
Pelo vosso tornozelo isso cheguei a suspeitar
Do mesmo jeito que vós podeis suspeitar do que eu quis dizer.

( Alexander Search , Em um tornozelo)

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Retalhos da vida de um médico



Foi então que o médico, recorrendo a uma linguagem rebuscada e prenhe de intermezzos góticos, lhe comunicou que se não se submetesse à operação poderia patinar a qualquer momento.
O doente fitou-o nos olhos e  perguntou:
-Mas qual é a novidade, doutor?  Com a vida fui aprendendo que ninguém é dono do seu tempo e até o ser humano mais saudável, regrado, cauteloso e respeitador das mais modernas regras de educação alimentar,  pode abandonar esta vida em segundos.  E morrer com saúde, doutor, deve ser bem mais chato do que morrer de doença, não lhe parece?
O médico olhou-o com comiseração, encolheu os ombros e retorquiu:
-  A decisão é sua!
-Minha, doutor? Se a decisão sobre a morte  fosse de cada um de nós, o mundo  estava cheio de tipos com idade milenar . O doutor garante-me uma vida com qualidade se eu me submeter à operação?
- Não se preocupe, nós retalhamo-lo aqui, depois umas sessões de quimio e dentro de alguns meses está totalmente recuperado. Claro que terá que ser  mantido sob vigilância, mas tem grandes probabilidades de voltar a ter uma vida normal.
- Grandes probabilidades, doutor? Propõe-me que me sujeite a uma operação e, se dela sair vivo, me submeta a um tratamento doloroso cujos efeitos e consequências já tenho sobejo conhecimento. Tanto sofrimento para me tornar numa probabilidade que pode cair para qualquer lado da estatística?
O médico embatucou. Levantou-se da cadeira como convidando-o a retirar-se e disse:
-Há coisas que nenhum médico lhe pode garantir. Se não quer a cirurgia, nem fazer os tratamentos de quimioterapia, sou obrigado a respeitar a sua decisão. Limitei-me a dizer-lhe o que penso  sobre o que seria melhor para si.
-Se eu pudesse escolher  gostaria de andar por cá mais alguns anos, mas com qualidade de vida. Como  o doutor não me dá essa garantia  e não quero passar o resto dos meus dias a sofrer, aposto na roleta da sorte. Quem para cá me trouxe, que de cá me leve quando  lhe aprouver. Para quê ficar por cá se não me garante qualidade de vida?
Despediram-se com um cumprimento seco. O doente prometeu ligar na semana seguinte, sabendo de antemão que não o faria. Saiu mas, em vez de  procurar o caminho de casa,  telefonou  à companheira a sugerir um jantar.
Quando ela chega ao bar onde combinaram encontrar-se já emborcou dois whiskies.
Então que disse o médico?- pergunta ela
Tá tudo bem. Foi só um susto- responde com um sorriso que devolve a tranquilidade a ambos.
Jantam num restaurante de luxo, vão dançar a uma discoteca e, surpreendendo-a, ele propõe que façam duas semanas de férias. Ela hesita, porque não pode abandonar o trabalho assim do pé para a mão. Ele  insiste. Ela cede. O destino? Ele promete surpreendê-la.
 No dia seguinte, quando se levanta, vai à agência de viagens. Sabe que serão as últimas férias que passarão juntos.Compra duas viagens para o destino com que ela sempre sonhou. Regressa a casa feliz.


quarta-feira, 24 de junho de 2015

C'est ma fête

Ah, pois, porque hoje é dia de S. João e esta canção de Richard Anthony é boa para assinalar o dia.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Ela aí está



Para quem não conhece "La vie en rose" na interpretação de Grace Jones, aqui fica a versão curta ( cerca de 3 m), embora eu prefira a original com mais de 12, sendo os dois primeiros minutos apenas instrumentais. 

domingo, 21 de junho de 2015

La vie en rose

Confesso que talvez tenha dançado mais vezes a versão inglesa da Grace Jones ( foi lançada  e tornou-se um hit quando eu vivia nos Estados Unidos), mas foi pela voz da Edith Piaf que comecei a amar e dançar esta canção.

sábado, 20 de junho de 2015

A guerra dos paladares



Quando passei pela primeira vez por este estabelecimento, senti uma náusea ao ver a foto, mas não liguei mais ao assunto.
Dias depois estalou a guerra. O pastel de bacalhau com queijo da serra incendiou as redes sociais e as críticas vieram de todos os lados.
Como não gosto de criticar aquilo que não conheço, ontem fui experimentar. E confirmei que além de ser um atentado à gastronomia portuguesa é uma mistura que atenta qualquer palato. 
Logo que tenha oportunidade, vou saber a opinião dos turistas. Afinal, foi a pensar neles que esta mistela foi inventada. 

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Então, eu apresento

Confesso que fiquei estupefacto, porque a maioria das leitoras do On the rocks  não sabe quem é a Sara Sampaio.Então eu passo a fazer as apresentações.
É a menina que está na foto. Uma modelo muito reputada internacionalmente, que recentemente se tornou um das Angels da Victoria Secrets. 
Muito provavelmente já a terão visto em lojas de lingerie.
Resta dizer que é natural do Porto e foi o meu primeiro post na rubrica Bibó Porto, que aparece aos domingos no Crónicas do Rochedo.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ma Liberté


Nem só de músicas para dançar se fazia a canção francesa.
Havia mais vida para além dos bailes de garagem e dos concertos.
As canções de  Serge Reggiani, por exemplo, eram para ouvir, pensar e discutir à volta delas em grupos de amigos.
Apesar de ter nascido em Itália e ser actor, foi a música que lhe deu mais notoriedade. Nenhuma canção de Reggiani deixava indiferente quem se preocupava com o que se passava no mundo.
Escolhi Ma Liberté, mas a escolha foi muito difícil, porque Reggiani tem um vasto leque de canções admiráveis, entre as quais destacaria a colectânea de poemas de Boris Vian.
  


terça-feira, 16 de junho de 2015

Das revistas cor de rosa

- Vi a  Sara Sampaio a almoçar com o Ricardo Araújo Pereira. Tirei uma fotografia à socapa e escrevi um artigo, podias ajudar-me a publicá-lo numa dessas revistas cor de rosa!
- Mostra lá o artigo...
- Ora vê lá...
(....)
- ‘tás maluco, isto não interessa nada!
- Então? Digo onde estavam a jantar, o que comeram, a marca do vinho, como estavam vestidos e até que saíram e foram ao cinema e isso não interessa nada?
- Quando é que tu percebes que as pessoas que lêem essas revistas gostam é de mexericos?
- Devia escrever qualquer coisa acerca do que disseram durante o jantar, é isso?
- Se tiverem dito alguma coisa bombástica..
- Só falaram de banalidades, como moda, filmes,as piadas do Ricardo e essas coisas assim...
- Então não tens hipótese. Só se inventares qualquer coisa, sei lá... Porque é que não dizes que eles em vez de irem ao cinema foram consultar uma vidente, ou alugaram um quarto num hotel, ou qualquer coisa do género... com “picante”?
- Mas não é verdade...
- E quem é que quer saber disso? O que interessa é que escrevas sobre qualquer mexerico que atraia os leitores. Se for mentira, na semana seguinte a revista desmente e fica tudo bem.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

O livro da semana




Não será o melhor livro de Ian McEwan, mas é mais um excelente trabalho do autor de Amsterdam, Jardim de Cimento, Expiação, o Fardo do Amor ou Estranha Sedução.
Uma respeitada juíza do Tribunal de Família, sem filhos e a atravessar uma crise conjugal, é confrontada com um caso que a obriga a decidir em poucas horas, a vida de um jovem de 17 anos, que só pode sobreviver se for sujeito a uma transfusão de sangue. Os pais, testemunhas de Jeová, opõem-se e o jovem também. A juiza decide, mas essa decisão irá marcar o resto da sua vida.
Uma história de confrontos entre as fragilidades das crenças religiosas e a subjectividade da justiça, que faz despertar sentimentos adormecidos e espoleta um rol de emoções.
É impossível ficar indiferente ao debate que o livro suscita na mente do leitor. Mas, para além de obrigar à introspecção, coloca uma questão vital: qual o papel que cada um de nós desempenha durante a vida, que efeitos exerce sobre os outros e, acima de tudo, até que ponto a subjectividade ou os estados de alma podem alterar profundamente o nosso desempenho e as nossas decisões? E como pode esse desempenho e poder de decisão entrar em conflito com a "missão" dos outros que connosco acidentalmente se cruzam, mas cuja existência é marcada por quem tem o poder de decidir? É legítimo decidir sem ponderar as consequências colaterais? Será sempre  a racionalidade a melhor conselheira? E o que acontece quando as emoções interferem com a razão? 
Repito:não é, certamente, o melhor livro de Ian Mc Ewan, mas merece bem uma leitura. Quanto mais não seja para que, ao longo das 200 páginas vamos tentando encontrar respostas para as perguntas que o livro coloca. 

Those were the days (28)


Nas cataratas do Iguaçú

Foto CBO

Do lado do Brasil 
Foto CBO
E do lado da Argentina

domingo, 14 de junho de 2015

A mais bela do baile

Como estamos em maré de bailes, hoje lembrei-me desta canção desta loirinha que fazia tremelicar muitos corações.
Pessoalmente preferia a rival Françoise Hardy. E os meus caros leitores?

sábado, 13 de junho de 2015

Rescaldo de um casamento de Santo António

Mulher para o marido - Estamos casados há mais de 20 anos e nem uma jóia me compraste.
Marido - Sabia lá que vendias jóias …

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Santo António em versão século XXI

O video já é antigo, mas achei oportuno recordar estes manjericos na noite de Santo António.
Divirtam-se e não se esqueçam do manjerico. O alho porro fica para o S. João.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Mendigos



Enfrentando o calor do início da tarde daquela sexta-feira, arrastava-me lentamente pela Avenida da República.
Dois mendigos  estavam sentados nas escadas da  Caixa Geral de Depósitos. Conversavam animadamente e, de quando em vez, agitavam os recipientes metálicos onde os passantes depositam as esmolas, fazendo ouvir o tilintar das moedas.
Enquanto levantava dinheiro na caixa multibanco, fui ouvindo a conversa.
- Mas tens medo de morrer porquê?
- Eu sei lá o que vou encontrar do outro lado. E se ainda for pior do que aqui?
- Pior não deve ser. E se for ( apontando em direcção a uns carros pretos com motorista que tinham entretanto parado junto ao ministério da economia), já vamos mais habituados do que esses ricaços.
-Queres-me convencer que não tens medo da morte? Se algum dia estiveres no meu estado vais ver se não tens medo…
- Mas medo de quê? Nunca matei ninguém, não roubei , não sou  podófilo (sic) e sempre tratei bem as mulheres, porque é que devo ter medo?
- Achas que nós temos direito a outra vida? Gostava de experimentar como é ser rico.
- Eu não. Isso deve dar muito trabalho. E já reparaste que ninguém gosta dos ricos? Se cá voltar, só quero que as pessoas gostem de mim e me tenham respeito.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Olha que dois!


Naquele tempo esta canção vinha com bolinha. Imprescindível em qualquer convívio de Faculdade, ou baile de garagem.
Para dançar muito agarradinho, entre sussuros ao ouvido da/o parceira/o.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Mulheres de Ferro

- Ouvi dizer que não gostas nada de Mulheres de Ferro como a Margareth Thatcher
- Pois não. 
- Mas porquê? Não gostas de mulheres com personalidade?
- Não é nada disso pá!...Só que as prefiro de oiro.
- Ah! estou a perceber... com a crise, se tiveres problemas, sempre as podes pôr no prego, não é?

segunda-feira, 8 de junho de 2015

O livro da semana: Stoner


A primeira coisa que me chamou a atenção em Stoner, foi tratar-se de um livro escrito há 50 anos que esteve esquecido até 2013. Como é que numa época de tanta produção livreira ( produção literária é outra coisa…)  alguém se lembra de ir repescar este livro esquecido  há meio século e, num ápice, Stoner se transforma num estrondoso sucesso a nível mundial?
Sou um bocado avesso a best- sellers  e hesitei antes de o enfiar no saco de compras, mas não resisti às apreciações da capa ( clicar na imagem)
“Não percebo como é que um romance tão bom passou despercebido tanto tempo”  escreve Ian Mc Ewan.
Uma citação destas de um dos meus autores preferidos, sobre um livro e um escritor que me eram totalmente desconhecidos, não caiu em saco roto. E a curiosidade em lê-lo foi tão grande que não ficou na lista de espera. Nesse mesmo dia comecei a lê-lo e dei por mim a devorar cada página com enorme sofreguidão.
O livro é sobre a vida de um professor universitário desconhecido.  Nascido num recôndito lugarejo , parece ter o destino traçado à nascença: ser trabalhador rural para toda a vida. Já adolescente é instigado pelos pais a ir para a Universidade estudar agricultura para depois os ajudar nas tarefas do campo. Vai para a Universidade para “cumprir um dever”,  mas acaba por se tornar professor de Literatura Inglesa.
Que raio o terá entusiasmado num livro  com um enredo aparentemente tão insonso? – perguntarão alguns leitores.  
A resposta é fácil: a emoção que transpira ao longo da narrativa.  Stoner é um homem “vulgar”, nascido num meio sem quaisquer referências, destinado a “ver a vida passar”  que um dia é “iluminado” pela literatura e faz dela a sua paixão. Estudando-a e ensinando-a. O resto ( que é o essencial do livro) é uma vida cheia de erros, de frustrações e de falhanços próprios de quem teve de enfrentar a vida sem estar preparado para ela.  
Ia escrever que Stoner teve uma vida infeliz, mas isso é uma grande mentira. Ele  conseguiu encontrar a felicidade, onde a maioria só vê frustração. Pois… foi mesmo isso que me empolgou neste livro que recomendo a quem não  vir a vida como uma história de sucesso. É que este é um livro para pessoas que preferem ser felizes.

domingo, 7 de junho de 2015

A minha musa

Françoise Hardy era a minha musa e este foi o primeiro disco dela que eu comprei. 
O primeiro concerto a que fui foi também dela.
Esta foi a canção que me enfeitiçou. Muitas outras vieram depois e ainda há poucos meses recebi o último disco dela. Continuo a adorar a voz desta senhora.

sábado, 6 de junho de 2015