quinta-feira, 19 de março de 2015

Pequenos Faquires




Quem já se deu ao trabalho de ler o meu perfil, sabe que nunca entrei numa loja IKEA.
Quando  há cerca de duas semanas acabei de ler este livro, tencionava escrever apenas um pequeno post  dizendo que depois da sua leitura encontrara ainda mais razões para justificar a minha recusa.
“A Incrível Viagem do Faquir que Ficou Fechado num Armário da IKEA” é um livro bem humorado que relata as aventuras de um faquir que foi a uma loja da marca em Paris para comprar uma cama de pregos. Fruto de peripécias várias acabou por entrar num armário e, sem saber ler nem escrever,  acabou por a dar a volta a meia Europa e dar um salto ao norte de África.
Sem grandes primores literários, mas com grande criatividade e uma boa dose de humor, promove a boa disposição de que andamos tão necessitados. Nada mais do que isso.
Hoje, ao ler uma notícia no Expresso, encontrei uma nova razão para escrever sobre este livro.
Meio atónito, fiquei a saber que em  vários países europeus, especialmente nas muito sisudas Holanda e Bélgica, criou-se um movimento nas redes sociais  com epicentro nas lojas IKEA, tendo como escopo utilizar as lojas de mobiliário para brincar às escondidas. O número de aderentes tem crescido a olhos vistos e, para maio, estavam marcados encontros em Breda e Eindhoven que  contavam  já com a inscrição de milhares de participantes.
Perante as invasões previstas, que ameaçavam alargar-se geograficamente, a IKEA decidiu proibir os clientes de brincarem às escondidas ( prática que eu desconhecia por nunca ter entrado numa loja da marca) .
A notícia não estabelece qualquer relação entre a leitura do livro de  Roman Puertolas e a febre de brincar às escondidas nas lojas da IKEA, mas  estou convencido que ela existe.   
Não me espantarei se dentro de algum tempo, um  happening semelhante se realizar em Lisboa, galvanizando a especulação mediática. É certo que  os jovens portugueses  não têm grandes hábitos de leitura, mas  a sua tendência mimética, por contágio através das redes sociais é incomensurável. Como se viu, ainda recentemente, com os "meets"


4 comentários:

  1. Li o teu perfil e , portanto sabia que nunca entraste no IKEA.

    Eu entrei , mas por obrigatória necessidade.

    Fiquei com vontade de me divertir com essa leitura...

    Amigo, fica bem

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  2. Fui duas vezes ao IKEA com a minha filha. Espero nunca mais por lá os pés!

    Se não tivessem proibido , por cá aderia-se logo à "moda".Adoramos copiar tudo que seja estúpido!

    O livro despertou-me a curiosidade.

    Beijinhos.

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  3. Até costumo ir ao IKEA e nunca lá vi ninguém a brincar às escondidas. A moda não chegou cá. Falta-me ler o livro. Ainda assim, acredito que mesmo depois de o ler não me aventurarei a entrar dentro de qualquer armário e nem tão pouco a enfiar-me debaixo de alguma cama. :))

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  4. E a seguir irão brincar aos médicos??? :)))

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