domingo, 31 de maio de 2015

sábado, 30 de maio de 2015

Porque hoje é sábado

Conheci dias duradouros,
o sol tão longo entre manhã e tarde.
Um levantar súbito de luz
por trás da crista das heras no muro velho,
e depois descer no verão entre grades verdes
e para além do portão como a cair no Hades,
no inverno. Não havia tempo
nos dias longos, mas a passagem diária
do sol abençoado.

( Fiama Hasse Pais Brandão)

quinta-feira, 28 de maio de 2015

O poliglota

É verdade matemática que ninguém pódi negá, 
que essa história de gramática só serve pra atrapaiá. 
Inda vem língua estrangêra ajudá a compricá. 
Meió nóis cabá cum isso pra todos podê falá. 

Na Ingraterra ouví dizê que um pé de sapato é xu. 
Desde logo já se vê, dois pé deve sê xuxu. 
Xuxu pra nóis é um legume que cresce sorto no mato. 
Os ingrêis lá que se arrume, mas nóis num come sapato. 

Na Itália dizem até, eu não sei por que razão, 
que como mantêga é burro, se passa burro no pão. 
Desse jeito pra mim chega, sarve a vida no sertão, 
onde mantêga é mantêga, burro é burro e pão é pão. 

Na Argentina, veja ocêis, um saco é um paletó. 
Se o gringo toma chuva tem que pô o saco no sór. 
E se acaso o dito encóie, a muié diz o pió: 
''Teu saco ficô piqueno, vê se arranja ôtro maió'... 

Na América corpo é bódi. Veja que bódi vai dá. 
Conheci uma americana doida pro bódi emprestá. 
Fiquei meio atrapaiado e disse pra me escapá: 
Ói, moça, eu não sou cabra, chega seu bódi pra lá! 

Na Alemanha tudo é bundes. Bundesliga, bundesbão. 
Muita bundes só confunde, disnorteia o coração. 
Alemão qué inventá o que Deus criou primêro. 
É pecado espaiá o que tem lugar certêro. 

No Chile cueca é dança de balançá e rodá. 
Lá se dança e baila cueca inté a noite acabá. 
Mas se um dia um chileno vié pro Brasir dançá, 
que tente mostrá a cueca pra vê onde vai pará. 

Uma gravata isquisita um certo francês me deu. 
Perguntei, onde se bota? E o danado respondeu. 
Eu sou home confirmado, acho que num entendeu, 
Seu francês mar educado, bota a gravata no seu! 

Pra terminar eu confirmo, tem que se tê posição. 
Ô nóis fala a nossa língua, ô num fala nada não. 
O que num pode é um povo fazê papér de idiota, 
dizendo tudo que é novo só pra falá poligrota... 
                                      
(Autor desconhecido)

Os meus agradecimentos ao HenriquAmigo.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

E agora?


Atendendo às manifestações de agrado dos leitores em relação à nova rubrica " Si Je chante" do On the rocks - e tendo em consideração o elevado número de canções que me têm vindo à memória-  decidi que esta rubrica passará a ser bi semanal. Aos domingos, como já vinha sendo habitual e, preferencialmente, também às quartas- feiras. 
Espero que continuem a apreciar.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Cenas da vida de uma cusca e suas vítimas




Assinala-se hoje o Dia Europeu do Vizinho.
Aproveito a data para vos contar a história do meu primeiro contacto com os vizinhos do prédio para onde fui viver quando regressei a Portugal.
 Era solteiro e bom rapaz, regressava com a sensação de que, em quase 25 anos de regime democrático, a mentalidade dos portugueses se tinha alterado.
A maioria dos leitores do On the rocks deve saber o que significa instalar-se numa casa nova. Gente que entra trazendo mobílias, a senhora dos cortinados, aem pregada doméstica que tacteia os cantos e entra e sai várias vezes ao dia, porque é preciso comprar mais qualquer coisa, o electricista, o homem que vem trazer o televisor e a aparelhagem de som, mais o da máquina de lavar, do fogão e do frigorífico, gargalhadas de amigos que não víamos há muito e apareceram para dar uma ajuda, o barulho de pregar na parede ( sempre durante o dia e nunca ao fim de semana, porque respeito a Lei do Ruído…) quadros e fotografias que fixam memórias de países longínquos, caixotes que chegam com aquilo que se foi acumulando ao longo de anos, noutras paragens, enfim, uma parafernália de sons e ruídos que mexem com o quotidiano de um prédio, mas que são inevitáveis quando nos queremos instalar confortavelmente e dar início a uma nova vida.
Saía do elevador carregando as últimas malas, quando uma senhora que já vira várias vezes, me abordou nestes termos, sem sequer me dizer boa tarde:
- Olhe, eu sou uma das administradoras do prédio. O sr. está a mudar-se para aqui, não é?
-Bem, neste momento só me estou a instalar, parto outra vez no final da próxima semana e só volto daqui a três meses. Estou a tratar de tudo para, quando regressar definitivamente, estar tudo em ordem e não ter sobressaltos.
-Vai voltar para Macau, é?
Arregalei os olhos. Como é que uma fulana com quem nunca falara sabia que eu tinha andado por Macau? E como é que se atrevia a fazer uma pergunta tão desconchavada, no primeiro contacto que tinha comigo? Mesmo assim, numa atitude de boa vizinhança esclareci-a:
- Já saí de Macau há uns tempos, agora estou a viver na Argentina. É para lá que vou…
- Bem, mesmo assim, deixe-me avisá-lo já de uma coisa. Já percebi que vem para aqui viver sozinho e quero que saiba que este prédio é muito calmo, não estamos habituados a gente solteira, por isso, não queremos barulho. Os homens solteiros gostam de fazer festas, trazer amigas e depois é um reboliço durante toda a noite. Para evitar problemas, é bom que saiba desde já quais são as regras do prédio.
Fiquei sem fala durante uns segundos. Depois lá consegui perguntar:


-Desculpe, como é que sabe que vivi em Macau e que sou solteiro?
- Quando o senhor andava em negociações para a compra da casa quisemos saber tudo a seu respeito. Quem era, de onde vinha, por onde tinha andado.
- Bem, pelos vistos a informação que lhe deram está desactualizada, uma vez que já não estou a viver em Macau …
- Mas vem para cá viver sozinho, não vem?
-Porque pergunta?
-Como não usa aliança e não vi ainda nenhuma senhora a acompanhá-lo com ar de ser sua esposa, penso que seja solteiro ou divorciado…
Não acreditava no que se estava a passar. Comprara casa numa zona onde, supostamente, o nível sócio-cultural das pessoas era pouco dado a mexericos e conversas de vão de escada. Pedi desculpa e, alegando cansaço, despedi-me. Sosseguei a senhora- que aparentava ser mais ou menos da minha idade- dizendo que respeitaria o direito ao repouso dela e de todos os vizinhos. Entrei em casa a remoer a situação e a dizer mal da minha vida. Ainda não me instalara e já estava com vontade de mudar de casa.
Quando voltei, ao fim de cinco meses- e não dos três que planeara – meti as malas em casa e decidi ir falar com a vizinha. Tinha o discurso estudado. Dir-lhe-ia “cheguei, agora vou ficar de vez e espero que não espiolhe a minha vida, não queira saber com quem entro em casa , salvo se estiver interessada em fazer-nos companhia”. Assim, curto e grosso a fim de evitar mais conversas.
Quando ela abriu a porta, fez um ar de espanto e disse:
- Ah! Até que enfim! Tinha dito que só demorava três meses, até pensei que tinha decidido ficar por lá por Macau… Olhe seja muito bem vindo, esperamos que se dê bem e gostávamos de o convidar para um dia destes vir jantar cá a casa. Eu e o meu marido cultivamos a boa vizinhança, sabe... e como não temos filhos, gostamos de receber os amigos em casa.
A minha cara deve ter-se coberto de um carregado sorriso amarelo, mas ainda consegui dizer:
-“ Um dia mais tarde combinamos, agora não é oportuno. Acabo de chegar e tenho que organizar primeiro a minha vida.”
Até hoje. Eu já lá não moro a tempo inteiro, a  senhora também não, mas enquanto lá vivemos, sempre nos cumprimentámos educadamente. Mais convites para jantar é que, felizmente, não houve.
Hoje, moro habitualmente num prédio  com muitos casais jovens. Os contactos são poucos. Apenas com meia dúzia de pessoas me demoro alguns minutos a conversar. Não frequentamos as casas uns dos outros. Vivemos com a urbanidade possível – uma palavra que detesto- discutindo duas vezes por ano os problemas do condomínio.
Provavelmente, serão poucos os que saberão que hoje é Dia Europeu do Vizinho. Talvez uma reportagem num telejornal o lembre, para encher chouriços.
Já agora, uma pergunta de cusca: qual é a relação dos meus leitores com os vizinhos?


Those were the days (24)

Fotos de Carlos Barbosa de Oliveira


Fotos de Carlos Barbosa de Oliveira



Fotos  CBO


Fotos CBO


Fotos CBO

Fotos CBO


Fotos CBO



Fotos CBO

Ciudad de Las Artes ( Valência)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Livro da semana


Tinha-me escapado este livro  editado em 2000.
Felizmente a Quetzal decidiu reeditá-lo.
Adorei revisitar Goa pela "mão" de José Eduardo Agualusa. Um livro  que se lê com rapidez e emoção, principalmente para os apaixonados por Goa, como eu.

domingo, 24 de maio de 2015

Parece que foi ontem...




Esta semana fez 91 anos e, no início do mês, gravou um disco de originais.
O tempo parece não passar para este arménio de voz rouca que encantava novos e velhos nos anos 60. Parece que ainda foi ontem!

sábado, 23 de maio de 2015

Porque hoje é sábado

Justitia Mater 

Nas florestas solenes há o culto 
Da eterna, íntima força primitiva: 
Na serra, o grito audaz da alma cativa, 
Do coração, em seu combate inulto: 

No espaço constelado passa o vulto 
Do inominado Alguém, que os sóis aviva: 
No mar ouve-se a voz grave e aflitiva 
D'um deus que luta, poderoso e inculto. 

Mas nas negras cidades, onde solta 
Se ergue, de sangue medida, a revolta, 
Como incêndio que um vento bravo atiça, 

Há mais alta missão, mais alta glória: 
O combater, à grande luz da história, 
Os combates eternos da Justiça!

(Antero de Quental)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Amor

Amo-te.
Também te  amo.
Não mintas!
Tu é que começaste...

(Lido por aí)
Tenham um excelente fim de semana.
Ah e não se esqueçam que hoje é Dia do Abraço.
Um forte abraço para todos os que por aqui passam.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

No creo en brujas pero...

Por vezes reproduzo posts que escrevi em tempos no Crónicas do Rochedo. Fico muito surpreendido  por perceber que algumas leitoras que me acompanham há mais tempo se recordam  deles, o que é para mim estimulante.
Foi o que aconteceu com o post de ontem. Esse post, porém, tem uma longa história que decidi partilhar convosco.
Escrevi-o há muitos anos para uma rubrica que mantinha num semanário e se chamava  “Desencontros”. À última hora decidi não o publicar, pois trata-se de uma história verídica e não queria que os intervenientes a identificassem.
Um dia, quando arrumava papéis, encontrei o artigo e decidi publicá-lo no CR. Foi no dia 13 de Maio de 2011. 
Alguns leitores estarão lembrados que nesse dia houve um apagão geral na Internet ( o que me levou a iniciar-me no FB) e a maioria dos leitores do CR não o leu. Decidi republicá-lo uma semana depois. Ou seja, 20 de Maio de 2011.
Exactamente quatro anos depois,   publiquei-o aqui. Não me teria apercebido dessa coincidência, se a Janita não o tivesse lembrado na caixa de comentários. Mas há coincidências incríveis. Fui ver o texto original e  foi escrito  para ser publicado no dia… 20 de Maio de 1995, na revista do jornal  ( adivinhe lá Pedro) Tribuna de Macau!
Há coincidências diabólicas. E –ao que parece…-  as palavras não escapam a elas.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Happy Birthday





Meio século de vida só se comemora uma vez, por isso ele quis preparar uma grande festa, para lhe agradecer os 28 anos de casamento e os dois filhos maravilhosos que lhe dera e estavam prestes a iniciar-se no mundo do trabalho.Ela recusou. Aceitava apenas um jantar íntimo. A dois. Pediu-lhe que escolhesse o restaurante.
Levou-a a um restaurante 10 estrelas Michelin incluídas, refúgio do jet set quando quer ser “incomodado” pela imprensa cor de rosa.Durante o jantar recordaram os 28 anos de casamento. Ela respondia com um sorriso forçado aos episódios que ele recordava com enlevo.
No final do jantar ela disse que lhe apetecia ir dançar. Foram ao Vangogo, onde se tinham conhecido, 30 anos antes. Ao fim do terceiro whiskey ela ganhou coragem e disse-lhe:
- Quero divorciar-me!
Ele ficou sem pinta de sangue e apenas balbuciou um entaramelado “ mas porquê?”.
-Já não te amo. Temos os filhos criados, chegou o momento de cada um de nós ir à sua vida e ser feliz.
- Tens outro?
- Não, não tenho outro. Apenas estou apaixonada por outro, mas não temos nenhum caso. Creio que ele tem medo de ti...
- Medo porquê? Posso saber quem é?
- É um amigo do nosso filho Miguel, mas não te vou dizer quem é por enquanto.
- Estás louca?
- Não, estou só apaixonada.
Acabaram de beber à pressa. Regressaram a Lisboa em silêncio.Dez minutos depois de chegarem a casa ele perguntou:
- A tua decisão é irreversível?
-É…
- Está bem... vou sair.
Já dentro do carro telefonou à amante de quase uma década.
-Marta, posso ir aí?
-Claro! Mas não estavas a comemorar os 50 anos da tua mulher?
- Estava,mas já acabou.
Quando chegou a casa da amante contou-lhe o que se tinha passado.
- Agora já posso vir viver contigo, meu amor!
-Viver comigo? Não deves estar bom da cabeça, Alfredo! Achas-me com cara de samaritana para aturar um gajo com dor de corno dia e noite?

(Reeditado)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Gente melancolicamente louca


Este ano tenho andado a ler autores de quem nunca lera nada. O mês passado, na minha ida à Bertrand, chamou-me a atenção este livro de Teresa Veiga. 
A única coisa que tinha lido  sobre ela, fora um artigo em que se dizia que  Teresa Veiga era o pseudónimo de um escritor. O que se veio a demonstrar mais tarde ser mentira.
O facto de "Gente Melancolicamente Louca" ser um livro de contos apressou a minha decisão de compra, pois é um género que muito aprecio.
Devo dizer que o livro me surpreendeu agradavelmente. Quase todos os contos prendem-nos desde a primeira frase e não nos deixam descoroçoados no final. São histórias muito bem urdidas, onde a autora revela um profundo conhecimento dos clássicos e nos presenteia com finais inesperados.
Teresa Veiga publicou o seu primeiro livro ( Jacobo e Outras Histórias) em 1980 mas, surpreendentemente, é pouco badalada mesmo nos  meios editoriais.
Vou tentar conhecê-la melhor. Aceito sugestões.
Para aqueles que, como eu, desconhecem Teresa Veiga, deixo aqui um link em jeito de apresentação

Those were the days (22)






Saint Malo Fotos Carlos Barbosa de Oliveira



Fotos de Carlos Barbosa de Oliveira



Fotos de Carlos Barbosa de Oliveira

Fotos de Carlos Barbosa de Oliveira

 Saint Malo ( Maio 2008)

Parabéns às leitoras que acertaram  no local onde tirei esta foto. Foi mesmo na Ericeira

domingo, 17 de maio de 2015

Si je chante...





Muitos leitores saberão que sou francófono assumido e as minhas memórias de juventude estão, por razões várias, ligadas à canção francesa.
Inicio esta semana a rubrica Si je chante que se prolongará pelo menos até final do Verão e onde vou recordar sucessos da música francesa  que animavam as discotecas no meu tempo.
Para começar, fica este estrondoso sucesso de Alain Barrière.

sábado, 16 de maio de 2015

Porque hoje é sábado

Tenho o furor de amar. Meu coração é louco.
O quando e o onde, e a quem, importa pouco.
Que um clarão de beleza, virtude, ou pujança
Brilhe, e ele se precipita, e voa, e se lança.
E, enquanto a posse dura, de mil beijos cobre
O objecto ou o ser que o seu entusiasmo dobre
De um valor que não tem. Quando a ilusão se encolhe,
Regressa triste e só, mas fiel, como quem escolhe
Deixar de si aos outros, ele, alguma cousa
De sangue ou carne. Mas não morre, nem repousa,
E o tédio o faz partir para a terra das Quimeras,
De onde nada trará, só lágrimas severas
Que saboreará. Desesperos de um instante,
E logo se reembarca. Teimoso segue avante,
Sem sequer se dar conta que na infinidade,
Navegador casmurro, há sempre um escolho que há-de
Fazê-lo naufragar antes que aporte à margem
A que apontara o rumo da perdida viagem.
Mas trampolim ele faz do escolho, e logo nada
Para a praia. Lá está. Mas estranha vezada
Será que avidamente não corra e percorra,
Desde que o sol é nado até que o poente morra,
De lés a lés o promontório inteiro.
E nada! Árvore ou erva ou fonte no braseiro,
Mas fome só, e a sede, e o sol como metal,
E nem vestígio humano, um coração igual!
A ele não - jamais há-de encontrar alguém -
Mas coração humano, um coração também,
Que esteja vivo, ainda que falso, palpitante!
E espera, sem perder a força latejante
Que a febre lhe sustenta, e que o amor lhe ganhe,
Que um barco o mastro erecto ao longe lhe desenhe,
A que faça sinais, e venha, e que o recolha:
Assim ele raciocina. E quem se fia? Olha!...
Apóstolo tão estranho, um dia há-de acabar.
Se a morte o deixa sempre, aos outros quer matar.
Os mortos, os seus mortos, mais morto ele está!
Uma fibra qualquer, sempre nas tumbas há,
Do seu fogoso ser, que aí vive docemente.
Aos mortos ama como uma ave o ninho quente.
Lembrá-los - almofada em que adormece e vai
Sonhar com eles, vê-los e falar-lhes. Sai,
Ainda embebido deles, pra uma aventura horrenda.
Tenho o furor de amar. E então? Não tenho emenda.

( Paul Verlaine)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Vendaval

Pelos caminhos de Portugal

Está uma ventania desgraçada.
Sabem onde tirei esta foto? Palpita-me que por lá também esteja muito vento.
Tenham um excelente fim de semana

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Hello!


Já regressei à casa mãe, mas aqui só voltarei a postar depois de vos ter visitado a todos. Obrigado pelos vossos cuidados e pelas vossas palavras. Já tinha saudades vossas.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Até breve...



Por motivos alheios à minha vontade, tenho estado afastado da blogosfera desde 29 de Abril.  Espero poder regressar em breve. Até já...

domingo, 3 de maio de 2015

O meu jardim














Tinha saudades de o visitar e pressenti que estava a precisar de miminhos, porque a pessoa a quem o confiei não me inspirava confiança. Fui vê-lo.
Encontrei-o a precisar de tratamento urgente. Custou-me vê-lo assim, mas gostei de o reencontrar. Acariciei-o como pude. Depois  chamei o médico. Quando estiver recomposto, mostro o resultado.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Carta de uma jovem aos patrões

"Peço desculpa que a minha madrasta tenha morrido por causa de um cancro. Peço desculpa por não ser um robot e ficar emocionalmente afetada pela morte dela e ter faltado ao trabalho.

Peço desculpa por ter ficado doente e não ter conseguido trabalhar e por não ter contagiado ninguém. Trabalho 47,5 horas por semana, sem receber horas extras, que legalmente deveria receber. E que por isso tenha pouco tempo para marcar as minhas consultas médicas.

Claramente, sou uma empregada horrível e por isso, peço desculpa. Sei que odeiam que lhes digam como devem fazer o vosso trabalho, mas sugiro que comecem à procura de um substituto para mim. O mais rápido possível”.

Esta história foi contada pelo jornal "Metro". Uma jovem empregada a passar por um momento difícil na sua vida, cansou-se da falta de compreensão dos patrões que em nada lhe facilitaram a vida e despediu-se com esta mensagem.