sexta-feira, 17 de julho de 2015

Mulheres!

Na mesa em frente à nossa estavam sentados dois casais com três rebentos. Ele teria uns 10 anos, elas entre os 6 e os 8. Os três davam sinais visíveis de impaciência, fartos de estar sentados à mesa. A determinada altura as meninas abandonaram os seus lugares e partiram à descoberta da sala e dos comensais que amesendavam em amena cavaqueira, própria de uma noite de sexta feira. 
Os pais, entretidos na conversa, nem se aperceberam que as meninas estavam a ser impertinentes, incomodando as pessoas quando se abeiravam das mesas.  Mexiam nos talheres, pegavam no pão e quando algum adulto lhes dirigia a palavra respondiam deitando a língua de fora e partiam para outra mesa. 
Quando as meninas se aproximaram da nossa mesa, demovi-as de imediato da ideia de mexerem nos talheres ou no pão, com um olhar severo que as acicatou e motivou a novas experiências. No momento em que começaram a puxar pela toalha, o  rapaz que até aí tinha ficado sentado a observar-lhes os movimentos levantou-se e veio aconselhá-las a retirarem-se. A reacção delas foi sentarem-se na cadeira que estava vaga na nossa mesa. O rapaz puxou uma por um braço e avisou as duas que se deviam retirar imediatamente e regressar aos seus lugares. Elas fitaram-me em tom de desafio, deitaram-me a língua de fora, eu retribuí e avisei-as de que se não se levantassem, eu próprio as iria levar à mesa dos pais por uma orelha.
O rapaz dirigiu-me então a palavra:
- Desculpe-as lá... são mulheres! 
Parafraseando a Ematejoca, o miúdo é ein echt kluger Mann! 
Ou, se preferirem... um cavalheiro!

18 comentários:

  1. Rapaz e meninas frutos de uma educação simultâneamente machista e negligente.
    Elas, malcriadas até dizer chega, ele, provavelmente igual ao pai, condescendente e paternalista!

    Ematejoca...vai-te a eles!!

    (Vê lá se não houve sabotagem na tradução...)

    Janita

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    1. Não houve sabotagem, por uma razão muito simples... Cavalheiro, nada tem a ver com a frase em alemão. É apenas uma alternativa ao que a frase significa.

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    2. Cheguei agora a casa, Janita, sem forças para combater o Carlos, pois bebi algumas cervejas na "Kirmes" que começou hoje cá na terra.

      "Um homem verdadeiramente inteligente" é a tradução correcta, contudo "cavalheiro" é uma boa alternativa, embora um cavalheiro possa ser um homem estúpido, mas bem educado.

      Desculpa lá o Carlos... é um homem!!!

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    3. Eu aqui à tua espera um dia inteiro, Teresa!! :-))

      Já tinha feito a tradução, inclusivé da tua frase que o Carlos parafraseou, mas tenho estado caladinha, tanto mais que já tinha feito a promessa de desamparar o "on the rocks", mal o administrador voltasse de férias.
      Parece que devo dar em retirada...

      Entendam-se agora os dois! :-)

      Abraços!

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  2. História de fazer arrepiar os cabelos!
    Não sou pessoa de apontar o dedo a ninguém... mas são histórias assim que (e contrafeita) me levam a admitir que de facto a maior parte das vezes a culpa é dos pais!
    Agora que este post está sexista... desculpa lá Carlos, mas está! :P

    Beijinhos femininos
    (não confundir com feministas)
    (^^)

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    1. O post apenas traduz uma cena real , por isso, o epíteto de sexista deve ser atribuído ao menino. As meninas ficam com o epíteto de malcriadonas, os paizinhos com o de desleixados e eu, quando muito, poderei ser acusado de parvalhão por ter trazido para aqui uma cena da vida real.
      Beijinhos etiquetados.

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    2. Credo... essa "etiqueta" não te fica bem, para além de que seria injusta!
      Digamos antes que seria preferível esta ser uma cena ficcionada e não uma cena bem real.

      Beijinhos justos
      (^^)

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  3. Infelizmente, abundam "monstrinhos/as" desses que me deixam com os cabelos em pé...culpa dos paizinhos!!!

    Beijinhos.

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  4. Para mim tudo espremido dá : má educação ou sem educação :(((
    xx

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  5. Eu penso que não é por questão de sexo, é mesmo uma questão de má educação dada pelos Pais !!!

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  6. Caramba um filme que vejo tanta vez! Puro resultado de uma má educação.

    A semana passada estava eu com os meus 2 netos mais novos numa farmácia onde assistimos a uma cena com dois miúdos mexendo, revirando e tirando para o chão os produtos solares e capilares que se encontravam nas prateleiras, a mãe sentada à espera de da sua vez, apenas disse uma vez para o mais velho, "olha o mano, vê lá se ele não parte nada" eu até me subia os calores e um dos meus netos disse "ai se fossem filhos da Vanda" referindo-se à mãe (minha filha) e uma coisa eu garanto, a minha filha não bate, nem nunca bateu nos filhos, eu tenho orgulho de ir com eles seja para onde for, porque eles são muito sossegados e obedientes, mas se assim não fosse, também não saíam comigo porque não tenho pachorra para essas cenas.

    Beijinho Carlos, bom fim de semana.
    Adélia

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  7. O Carlos regressa logo com um tema picante: MULHERES.

    Na minha opinião, o miúdo é "ein echter Klugscheisser", mas com uma certa piada.
    Prefiro as malcriadonas que são verdadeiras crianças.

    Quem atira a primeira pedra?

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    1. Ematejoca, não creio que haja pedras para atirar em ninguém, muito menos em ti.
      Como eliminaste o teu post em que falavas neste texto, peço desculpa ao administrador do "on the rocks", e deixo -te aqui o pedido para leres o que tinha escrito em resposta ao teu comentário, no teu blog, entretanto desaparecido.

      Não havia necessidade, Teresa!! Quem não deve não teme! :(

      Janita

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    2. Essa de atirar a primeira pedra é uma brincadeira.

      Claro que eu nunca me irritaria com duas crianças de 6 e 8 anos.

      Pois bem, a Ema (8) e a Lurée (5) é que nunca teriam vontade de se aproximar da mesa do Carlos.

      Porque é que eu havia de eliminar o post dedicado à Lurée?
      O post é absolutamente inofensivo.

      Desejo-te um bom domingo, JANITA, sem pedras no teu caminho.

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  8. Miúdas para tirar qualquer um do sério.

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  9. Estou a imaginar essa cena em qualquer dos restaurantes que frequento. Como sabem os ingleses/americanos/canadianos (que conheço melhor) fazem saídas com e sem filhos. Os portugueses gostam de levar os filhos para todo o lado. Não tenho nada contra. Quando os meus filhos eram pequenos, havia saídas só com adultos e eles ficavam ou com a avó ou com a empregada. Depois havia montes de passeios só para eles.

    Mas voltemos à situação num restaurante por aqui. Os clientes não teriam paciência para o comportamento dos miúdos; os empregados falariam com os pais, se continuassem com essa falta de educação. Os pais, se não estivessem tão distraídos (ou talvez porque se estavam a “borrifar”para a situação) deveriam tentar acalmá-los ou simplesmente sair do restaurante. Se a refeição estivesse a meio, sairia um e depois o outro.

    Esse comportamento é completamente inaceitável num restaurante ou em qualquer outro lugar público onde os adultos são incomodados.

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  10. Ao querer terminar e enviar o meu comentário para não chegar atrasada à consulta (cheguei com um atraso apenas de 2 minutos!), esqueci-me de falar sobre a possibilidade dessas crianças sofrerem de hiperatividade e nesse caso não se poderá falar exclusivamente de falta de educação ou falta de disciplina por parte dos pais; de qualquer forma, há que evitar certas situações que perturbem as outras pessoas, nomeadamente, em restaurantes.

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