quarta-feira, 5 de agosto de 2015

La Mamma

Hoje  a canção é dedicada especialmente à minha Mãe, que já não me dará a alegria de fazer 100 anos. Quando a notícia de que a sua morte está para breve, foi conhecida, começaram a chegar pessoas de todo o lado. E eu lembrei-me desta belíssima canção que  dancei centenas de vezes.

16 comentários:

  1. Nem sei que dizer num momento tão doloroso, como o que estás a passar.

    Deixo-te um beijinho e um abraço apertadinho.

    Força, Carlos!

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  2. Que pena, Carlos...
    Recordo-me da história engraçada que nos contou que se passou num almoço de aniversário em que ela deu uma resposta muito engraçada à empregada malcriada...
    Que tudo corra com muita tranquilidade. Um abraço.

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    1. Também me lembrei dessa história, que mostrou que a senhora tinha um sentido de humor súbtil e inteligente.

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  3. Eu vi logo que qualquer coisa estava para acontecer. Ao menos fique contente porque a teve presente por tanto tempo. Eu não tive a mesma sorte. Mesmo que Ela pareça que já não ouve, diga-lhe muitas vezes que a ama porque todos nós sentimos até ao último suspiro. Para mim foi a coisa mais dolorosa que me aconteceu. E continuo a lamentar-me por não ter sido mais carinhosa, porque a Minha parecia ser forte como o aço. Um abraço amigo.

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  4. Enquanto há vida...
    ...mas ninguém é eterno!

    Quando chegar a hora da senhora sua Mãe partir, lembre-se:

    "A minha mãe fez ontem 98 anos. Não deve ser fácil para ninguém atingir aquela idade mas, para a minha Mãe, presumo que seja ainda mais difícil, porque persiste em não sair do Porto, preferindo permanecer na casa onde viveu os melhores momentos da sua vida, mas também os maiores dramas. Não é fácil ver dois filhos com futuro promissor desaparecerem na casa dos 30 anos e de forma absolutamente inesperada. Como não é fácil ver o único filho que ficou no Porto desaparecer pouco depois dos 40 e, tudo isto, em meia dúzia de anos.
    Depois da morte do meu pai- já lá vão 30 anos- pensei que ela se fosse definitivamente abaixo. Mas não. Reagiu como uma fortaleza. Apenas as noites de Natal eram momentos de profunda dor que, apesar de tudo, procurava esconder dos netos.
    Quando fez 95 anos ainda foi rainha da festa, mas foi o último aniversário em que a vi rir. A morte da minha irmã, no ano seguinte, fez desabar a sua última muralha defensiva.
    Ontem, quando contemplava a minha mãe e lhe via aquele olhar distante, aparentemente indiferente à nossa presença, sem se alvoroçar com o sotaque brasileiro dos netos e bisnetos, dei por mim a imaginar os filmes que lhe passavam pela cabeça. Mas bastou um gesto para perceber tudo. Agarrou na minha mão e disse-me:
    “ Meu filho... Viver demais também é castigo!”

    Peço-lhe desculpa, este comentário pode parecer inapropriado e até de mau gosto, mas, no fundo, sei que me vai compreender! Tenho a certeza!

    Vou orar por Ela, do lado de cá como os que estão aí a chegar, segundo reza a canção de Aznavour.

    Janita

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    1. Compreendo bem o teu comentário, Janita, também me lembrei deste texto do Carlos quando li esta triste notícia.

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    2. Eu também me lembrei deste texto...
      Bjs

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  5. Carlos, todos somos filhos... por isso podes ficar com a certeza que estamos todos em oração ou simplesmente em pensamento unidos a ti num cordão de amizade.

    Um forte abraço

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  6. Ainda não estava preparada para ouvir uma canção tão comovente, fi-lo em homenagem à senhors sua mãe, Carlos.

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  7. É impossível confortar alguém no momento destes, Carlos.
    A Janita comenta que não há ninguém eterno.
    Sabemos que é assim.
    Mas as mães deviam ser eternas.
    Um grande abraço para si neste momento tão doloroso

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    1. Pedro,
      já Drummond de Andrade 'queria' ser rei do mundo para poder criar essa Lei!

      Eu digo: As Mães serão sempre eternas, na memória e no coração dos seus filhos!

      Um abraço.

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  8. São horas tristes, estas. Mas temos que saber celebrar a vida de quem parte. Não é fácil. Eu sei-o por experiência própria.
    Um abraço.

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  9. Um Grande Abraço, Carlos !

    Todos estamos presentes e solidários, nesta ocasião, em que as perspectivas não são as desejadas ! :(
    Acaba por acontecer com todos ! A família que é limitada vai-se indo, mas restam-nos as Amizades, que felizmente, essas, são muitas e diversificadas !
    ... e aqui estamos presentes, em pensamento e sentimento, amigo Carlos.

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  10. Já perdi a minha...entendo o que sente... porém... as pessoas que amamos jamais morrem, enquanto forem lembradas com carinho...

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  11. Lamentando esses maus momentos para si, recordo que a meta dos 100 anos é desejável quando há saúde e qualidade de vida. Em não havendo, por muito doloroso que seja para a família próxima, a morte é preferível ao sofrimento...

    Um grande abraço, Carlos!

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